18 abril 2018

Marimba-te e sê feliz!!!


Li, por aí, que é bom e faz bem, de vez em quando, marimbarmo-nos para aquelas rotinas diárias, aborrecidas e chatas.


Quem gosta de lavar a louça, ou simplesmente, esvaziar a máquina da louça quando acaba de lavar e colocar tudo no sitio? Eu detesto…


Quem, à, hora de sair de casa, para o trabalho, já com tudo pronto e se esquece de pôr a máquina da roupa a lavar? Pois…acontece-me muitas vezes…
Então, porque não, de vez em quando, marimbarmo-nos para a louça, para a roupa, para tudo isso e…simplesmente…sermos felizes?


Sentar no sofá a ver o nosso filme ou série preferido, ou escrevendo no portátil, tal como fiz, ao escrever e partilhar os meus pensamentos no blogue.


Hoje, até me esqueci do telemóvel e já ia a meio do caminho para o trabalho e como não vi o sinal de ligação do Bluetooth ao sistema do carro, lá venho eu para trás, buscar o dito cujo…
Há que me marimbar mais…e ser feliz!!!
E, depois ir descontrair até um local fantástico, que bem mereço!!!


Marimbemo-nos e…OUSEMOS SER FELIZES!!!

18 março 2018

UMA LIÇÃO DE VIDA


Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…
 - Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:
1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
3- Curta coisas simples.
4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
De tanto rir …
De surpresa …
De êxtase …
De felicidade!
Simples assim!!!

Autor desconhecido

07 março 2018

A VIDA é...


Quantos de nós se apercebem que a VIDA é, e será sempre, um feliz atrevimento?
Somos seres pensantes, sensíveis, temos uma VIDA para viver em plenitude, sem ódios, rancores, falsidades, maldades, vinganças, e perdemos tempo precioso com coisas fúteis e sem utilidade alguma e proveito para a nossa Felicidade e de quem nos rodeia, para o nosso crescimento moral e intelectual?
Podemos sorrir mais, abraçar mais, amar mais, ser mais em ver de querer mais...
VIVAMOS...
E...OUSEMOS SER FELIZES!!!

18 fevereiro 2018

Velhice Solitária

(foto de João Castela Cravo)

Tentas o equilíbrio
 No peso dos anos passados
 Nos sacos que carregas
 Nas dores que transportas
 Olhos no chão
 Costas curvadas
 Ninguém pode ver
 Ninguém pode saber
 Ninguém pode sentir
 A dor é só tua
 A solidão é só tua
 As lágrimas são só tuas
 E rua abaixo carregas
 O peso da velhice solitária
 Tentando o equilíbrio
 Nos sacos que transportas
 Nas poucas forças que restam
 Olhos no chão
 Lágrimas que correm
 Queres ser invisível
 E tentas o equilíbrio
 Na velhice solitária

 Angelis (12/12/2016)

05 fevereiro 2018

Chegou ao meio da vida...


"Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar.
Não sabia explicar.
Não era cansaço, nem estava perdida.
Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos.
Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida.
Estava olhando para si mesma e nem notou.
Ali, naquele instante estava recebendo um presente.
Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo.
Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos?
Ela não. Não mais. Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa.
Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez.
Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor.
E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.
A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente.
Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo.
Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais.
Sonha pelo simples exercício de sonhar.
Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida.
Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo.
Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais.
Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar.
Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora.
Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

 - Diego Engenho Novo
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