13 novembro 2016

Estás de partida…


Estás de partida, cansado, doente, desgastado por uma VIDA nem sempre fácil, uma VIDA de trabalho, de preocupações, de entrega á Família e a tudo o que te rodeia.
Estás de partida e eu gostaria de te dizer tanta coisa, de parar o tempo, de ter um tempo e espaço só nosso em que pudesse abraçar-te e pudesses descansar dessa VIDA desgastada.
Estás de partida e eu não sei como me despedir, como te deixar partir, como preencher esse vazio que vai ficar depois de partires.
Sei quem és, como viveste, reconheço teus defeitos e valorizo tuas qualidades.
Fizeste de mim a Pessoa e Mulher que sou hoje, e não to disse vezes suficientes, mas tu sabes disso. Estás de partida para a tua condição Ser Espiritual, liberto da carne e dos grilhões que te prendem a este Mundo, no entanto a Saudade já se faz sentir e ainda cá estás.
Estás de partida e tudo farei, enquanto cá estiveres, para te sentires bem, feliz e reconfortado.
E, quando partires, sentir-me-ei feliz por regressares á Pátria Espiritual e sei que um dia te verei novamente.
Estás de partida e celebrarei, todos os dias a tua VIDA e a oportunidade de contigo poder caminhar esta, e quem sabe, as próximas VIDAS.

09 novembro 2016

Viver com cancro


(foto retirada da net) 

Viver com cancro pode parecer fatídico, mau ou algo com que temos que padecer o resto das nossas VIDAS. 
Viver com cancro parece sinonimo de não ter cura, falta de Esperança, ou que estamos destinados a sermos eternos sofredores de uma doença que a sociedade ainda olha de lado, quem dela sofre e padece. 
Nada disso, afirmo eu, alto e bom som, que há 3 anos fui submetida a uma mastectomia da mama direita, porque me foi diagnosticado cancro da mama. 
Fiz quimioterapia e radioterapia e 3 anos depois, com a doença estabilizada, mas sem garantias de cura, vivo com o cancro e SORRIO, sou FELIZ e esqueço-me desse “monstro”, que um dia me bateu á porta. 
Viver com cancro não é sofrimento, é celebração da VIDA, é ABRAÇOS, é AMIZADE, é CARINHO, é ACEITAÇÃO, é HUMILDADE e CAMINHAR gratos pela oportunidade de nos superarmos e continuarmos a viver e apreciar as coisas simples e belas da VIDA.

08 novembro 2016

Num Mundo ideal…

(foto de Luís Duzenta) 

 Num mundo ideal não há guerra, não há fome.
Num mundo ideal somos todos iguais e temos todos as mesmas oportunidades.
Num mundo ideal não há migrantes nem refugiados, não há gente a dormir nas ruas, sem tecto, sem lar, invisíveis perante a sociedade e o mundo.
Num mundo ideal não há crianças a morrer de fome em África, crianças a serem casadas com homens mais velhos, a serem espancadas e violadas pelos seus maridos.
Num mundo ideal não há tráfico de seres humanos, não há violação dos direitos humanos, não há gente a morrer de sede e de doenças que se curam com uma simples vacina.
Mas, eu não vivo num mundo ideal…e porquê?
Porque os Seres Humanos não querem um mundo justo, não querem um mundo de oportunidades para todos, não querem repartir o pão, a cama, a casa, a água, o medicamento.
Porque os Seres Humanos são viciosos, são egoístas, movimentam-se movidos pela ganância, pela ambição, pelo ódio, pela ânsia do poder.
Porque os Seres Humanos gostam de destruir os seus companheiros, a Natureza e tudo o que os rodeia.
Porque os Seres Humanos se esqueceram da sua verdadeira essência, Espíritos Imortais, e da centelha Divina que os criou simples e ignorantes, para caminharem de encontro á perfeição e abafaram a Luz do Amor, do Perdão, da Humildade em si mesmos.
No dia em que os Seres Humanos despertarem e perceberem o que estão a fazer a si mesmos, espero que não seja tarde para construir esse mundo ideal para todos.

12 agosto 2016

A cidade onde moro…

(imagem retirada do Google)

Não moro nesta cidade (Alfena) porque gosto, ou porque sempre quis aqui viver, moro aqui e vivo aqui pelas circunstâncias da VIDA, que para este artigo não interessam nada.
Confesso que, esta cidade me intriga bastante, pois, mesmo no local onde resido, existe um eco ponto (fantástico, dirão) que muitos utilizam para separação de lixos (óptimo, nada a contrapor) e outros tantos, aproveitam para colocar os mais diversos despejos, desde tanques de cimento, sofás velhos, lixos de obras, etc, etc.
Existe também um moloque (penso que é assim que se chama o contentor redondo e grande de lixo doméstico) junto do eco ponto e estas 2 coisas juntas, geram uma lixeira incrível. O contentor de lixo domestico é despejado diariamente, quanto ao eco ponto e aos lixos adjacentes a conversa é outra e não sei de quem é a responsabilidade, só sei que a sujeira se mantém meses a fio, mesmo quando o eco ponto é despejado, os outros lixos mantém-se.
Na época de férias escolares, pois á minha beira tenho a EB 2 3 de Alfena, não vejo um único varredor da Junta de Freguesia e as ruas acumulam lixo e sujeira, para não falar dos terrenos baldios com vegetação seca e a monte. Afinal, nas férias escolares, os papás dos meninos não vêem as ruas sujas, já que não há aulas.
No geral, é uma cidade rural, mas poderia ser uma cidade limpa e mais bem cuidada e não é pelo facto de a rua por detrás do prédio onde moro não ter saída, que deve estar suja, com lixo e cheia de ervas, os terrenos cheios de mato seco, o eco ponto cheio de lixo e a rua principal, onde tem a escola, só ser varrida (e mal) em altura de aulas.
A quem pedir responsabilidades? Moro cá há pouco tempo e parece-me que, quem vive cá há mais tempo, ou mesmo quem é de cá não quer saber…vou fazer eu o quê?
É um simples desabafo…e estou com sorte de o mato ressequido, dos terrenos baldios aqui á beira de casa, não terem pegado fogo, aí queria ver o pessoal daqui a mexer o traseiro…queria mesmo…

08 agosto 2016

Quando os papéis se invertem…


Nós, filhos, estamos habituados a ver-nos, eternamente, como crianças que precisamos que cuidem de nós. E claro que quem melhor para cuidar e tratar de nós que os nossos Pais?
Estamos habituados a que sejam eles que nos levem ao médico, que sejam eles que nos levem ao hospital quando estamos doentes, que cuidem e tratem da gente/filhos e sabe tão bem, não é verdade? Mesmo reclamando, quando não fazem o nosso prato predilecto, ou aquela sobremesa que faziam quando éramos crianças, é bom termos os nossos Pais a cuidarem de nós e eu que o diga, pois foram eles que trataram e cuidaram de mim quando fiz os tratamentos do cancro da mama.
Agora, quando os papeis se invertem e são eles a precisarem de nós? Como nos sentimos?
 Confesso que, mesmo estando, minimamente, preparada para tal, é sempre um choque, quando nossos Pais chegam a nossa casa debilitados, a precisarem fazer exames médicos e termos que ser nós, filhos a marcar os exames, a termos que ser nós, filhos, a termos que ir, com eles ao hospital, em breve, muito breve, fazer os exames e esperar que não seja nada grave.
Entretanto, olhamos para eles, com “olhos de ver” e, pela 1ª vez (se calhar, não será a 1ª vez) reparamos que estão idosos, perderam as forças, e precisam dos filhos.
E, aí, os papéis invertem-se e nós, filhos, estamos preparados para sermos Pais dos nossos Pais?! Penso que nenhum filho está preparado para essa troca, mas ela é feita, mesmo não estando preparados, pois é a Lei da VIDA e seríamos filhos muito ingratos se, na hora em que nossos Pais mais precisam de nós, os abandonássemos, e não cuidássemos deles com o mesmo Amor e Carinho com que eles cuidaram de nós a VIDA toda.
Mas, convenhamos…não estamos preparados para essa inversão de papéis!!!
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