03 setembro 2019

Por vezes a ovelha negra é a pessoa mais sadia da família



Nos núcleos familiares, não raro se tomam como ovelhas negras justamente as pessoas que contestam, que ousam, que enfrentam o que, embora já esteja estabelecido há muito tempo, trata-se de algo que precisa ser mudado, oxigenado, a fim de se quebrar uma falsa base da zona de conforto que se perpetua há anos.
É muito difícil encontrar um parâmetro do que possa ser considerado normal ou não. Para alguns, a normalidade está atrelada a comportamentos padronizados socialmente; para outros, tem a ver com preceitos religiosos, e por aí vai. Fato é que, muitas vezes, confunde-se normalidade com calmaria, quietude e obediência, sendo que uma coisa não necessariamente depende da outra.

Quantas vezes nós mesmos não temos uma impressão errada sobre alguém que se veste de uma forma totalmente peculiar, ou possui um corte de cabelo diferente, alguém que, aparentemente, foge ao que é considerado normal? Ou sobre alguém que abraça as causas em que acredita de uma maneira efusiva, brigando por elas sempre que necessário, até mesmo empunhando cartazes e saindo às ruas?
Pois é, a aparência não tem nada a ver com a essência humana, mas parece ser tão difícil entender isso. Difícil porque o mundo de hoje se baseia naquilo que se vê, naquilo que se ostenta, nas grifes que se vestem, no poder de compra, no tanto que se consome. Com isso, torna-se cada vez mais difícil enxergar o essencial de cada um, aquilo que a pessoa realmente possui dentro de si e consegue viver, praticar, sem machucar ninguém pelo caminho. É o que fazemos que importa, não o que falamos e aparentamos por aí.

E, nos núcleos familiares, não raro se tomam como ovelhas negras justamente as pessoas que contestam, que ousam, que enfrentam o que, embora já esteja estabelecido há muito tempo por várias gerações, trata-se de algo que precisa ser mudado, oxigenado, a fim de se quebrar uma falsa base da zona de conforto que se perpetua há anos.
Porque ninguém é obrigado a manter um casamento fracassado ou a se vestir seguindo a moda, somente porque sempre foi assim entre os familiares. Os ousados é que promovem avanços que abrem novos caminhos a muita gente sem coragem. Portanto, é preciso muita cautela ao julgar alguém que já foi julgado, pelas pessoas ou pelos familiares, como sendo uma ovelha negra, visto que somente a convivência e o tempo é que mostram realmente o que cada um é de fato.
Muitas vezes, apenas se trata de alguém que não se sujeitou a regras e comportamentos ditos como normais, sabe-se lá por quem ou por quê, e resolveu viver de acordo com as batidas do próprio coração. Trata-se, enfim, de alguém que não se permitiu ser aceito pelos outros em troca da própria felicidade.

via; contioutra

17 agosto 2019

Sinto-me...


Sinto como que uma parte de mim estivesse quebrada e eu não tenho a cola certa para colar esses pedaços que se quebraram.
A estrada da vida, com seus buracos, altos e baixos, cruzamentos, escolhas, mágoas, feridas mal curadas, abandonos, criticas, julgamentos precipitados de quem menos se espera, a falta de apoio, porque mostramos ser fortes o tempo todo, leva-nos a não termos um abraço na hora certa, um apoio quando mais precisamos, e quando estamos mais fragilizados é quando mais nos atacam e pisam.
Sinto-me quebrada, partida por dentro, uma parte de mim, não tem conserto, depois das tempestades por que passei, dobrei, quebrei, e apesar da outra parte de mim ser segura de si, optimista, alegre, sorridente, essa parte, não consegue consertar a parte que se quebrou e que eu tenho guardado, escondido, ao longo do tempo, mas que me sufoca, me retira as forças, me esgota.
Difícil de entender? Talvez sim, mas em cada um de nós habita sempre um lado mais obscuro, mais negro, aquele que a vida vai quebrando com os seus embates.
Se aprendi algo? Muito, a caminhada da vida faz-se só, daí quebrarmos, partirmos, mas o aprendizado é imenso e crescemos e transformamos o outro lado de nós em Esperança, em Paz, em Fé.
Mas, não deixo de me sentir quebrada, partida por dentro e sem a cola certa para unir os pedaços partidos.

angelis

09 agosto 2019

O que importa...



Podemos ser excelentes oradores ou comunicadores.
Podemos dizer bonitas palavras que tocam o coração de quem as ouve.
Podemos ser elegante e bem vestidos ou mais cheinhos e muito simpáticos e de sorriso fácil, mas, o que realmente conta são as nossas atitudes perante a VIDA, os nossos semelhantes, o ambiente em que estamos inseridos.
Palavras bonitas e atitudes feias, não "bate a cara com a careta", não é verdade?
Ou como diz o ditado "olha para o que eu digo, mas não lhes para o que eu faço", ou será que é ao contrário e o facto de estar de férias me está a toldar o juízo?
Sejamos gente de boas atitudes, atitudes tolerantes, simpáticas, humildes para com todos.
Saibamos sorrir, cumprimentar, agradecer, respeitar pessoas e animais, pois se soubessemos observar (como olhos de ver e coração de sentir) os animais (especialmente os cães) aprenderiamos verdadeiras lições de amor, humildade com eles e o mundo seria bem melhor.
E, acima de tudo...OUSEMOS SER FELIZES!!!

angelis

04 agosto 2019

Gosto de...


Gosto de observar as pessoas (discretamente), os seus comportamentos, forma de estar, de vestir, como interagem (de acordo com o local onde estão), como comunicam, etc.
É matéria de reflexão, principalmente, para mim mesma. Uns são arrogantes, mal humorados, mal educados entre si e para com os outros.
Outros são simpáticos, alegres, mas barulhentos, e não respeitam o espaço onde estão, nem os outros que lá estão.
Há os que, com receio que a comida acabe...vão, esfomeados, buscar autenticas “pratadas” de comida e sobremesas, e a olhar para o lado, para que o vizinho da mesa perto, não vá tirar o mesmo que eles.
Quanto ás roupas...autenticas passarelas de mau gosto (embora gostos não se discutam).
As “dondocas” não dispensam as suas malas e carteiras de marca martelada e não a largam, nem para ir buscar a comida, os filhos são barulhentos e “levam tudo á frente”.
Gosto, mas gosto, mesmo de observar as pessoas. No entanto, deixo aqui uma ressalva, esta é uma observação pessoal e muito critica da minha parte e, encontro sempre, mas sempre, pessoas simpáticas, acessíveis e com quem se pode conviver.
Gosto de observar as pessoas, porque se aprende sempre algo.

angelis

15 julho 2019

Tenho cancro, e depois?


Tenho cancro, foi-me diagnosticado há 6 anos. Fiz quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia, após ter feito mastectomia da mama direita.
Tenho cancro e depois?
Não há limites de anos para haverem recidivas, assim como não ficamos curadas após os tratamentos, pois nenhum tratamento mata a célula mãe, responsável pelo cancro. Ela pode ficar adormecida o resto da nossa vida ou não.
Cada caso é um caso e cada pessoa é única na resposta aos tratamentos e á postura que tem perante a notícia de que é portadora de cancro.
Tenho cancro e depois?
Não deixo de viver a minha vida, pois sei que serei uma doente oncológica até morrer, por isso, procuro viver os meus dias o melhor possível.
Se sofri quando fiz os tratamentos? Claro que sim, mas pior que o meu sofrimento, foi ver quem eu amava, sofrer mais do que eu, porque a minha dor era física, mas a deles era na alma e essa era pior que a minha.
Tenho cancro e depois?
A vida, depois do cancro, é mais saborosa, tem mais cor, aprende-se a valorizar a pequenas coisas que dão cor e cheiro á vida. Um café com os amigos, um jantar com a família, um passeio á beira mar...coisas pequenas, mas que tornam nossos dias mais coloridos.
Tenho cancro e depois?
Sou uma mulher feliz, serena em paz, sorrio mais, amo mais e vivo mais.

angelis
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