Tristeza é o que a minha alma sente, como uma nuvem negra a invadi-la e a puxa-la para o lado obscuro da vida.
06 julho 2014
08 junho 2014
09 maio 2014
Porque hoje é 6ª feira :)
Está, ainda uma bela tarde de sol, o dia correu bem, fui ao hospital à fisioterapia, antes de sair, desafiei um AMIGO de longa data para irmos almoçar :)
Afinal, a VIDA é para ser vivida, aproveitada, inesperadamente, naquelas alturas sorridentes, naqueles dias plenos de sol e de energia.
Claro que ele não se atreveu a dizer-me que não :)
Combinamos a hora e local e foi mesmo coincidência ou não, pois estava a estacionar o carro e ele a chegar.
Almoçamos, pusemos a conversa em dia e...quando demos conta...a tarde ia a meio.
É assim que eu gosto, do inesperado, da surpresa, da VIDA acontecer e vivermos o momento de Amizade e partilha, sem relógio, sem stress, sem doenças, sem troikas ou impostos, apenas 2 Amigos que se encontram e vivem um momento bonito :)
Vivam, sorriam, abracem, amem, beijem...e nunca se esqueçam...OUSEM SER FELIZES!!!
Afinal, a VIDA é para ser vivida, aproveitada, inesperadamente, naquelas alturas sorridentes, naqueles dias plenos de sol e de energia.
Claro que ele não se atreveu a dizer-me que não :)
Combinamos a hora e local e foi mesmo coincidência ou não, pois estava a estacionar o carro e ele a chegar.
Almoçamos, pusemos a conversa em dia e...quando demos conta...a tarde ia a meio.
É assim que eu gosto, do inesperado, da surpresa, da VIDA acontecer e vivermos o momento de Amizade e partilha, sem relógio, sem stress, sem doenças, sem troikas ou impostos, apenas 2 Amigos que se encontram e vivem um momento bonito :)
Vivam, sorriam, abracem, amem, beijem...e nunca se esqueçam...OUSEM SER FELIZES!!!
21 abril 2014
Não sei quem sou…
(foto de João Parassu)
Quem sou eu?
Para onde vou?
Que destino me espera?
Todos ralham, todos mandam, todos querem algo, e eu?
Onde fico no meu do ruído, das vozes exaltadas, dos pedidos descabidos, dos desmandos, dos retratos desfocados de uma personagem desfocada que não sou eu, mas que insistem em rever-me nela?
De quem é a vida?
De quem é o destino e o caminho?
A minha mente gira a uma velocidade louca, o meu corpo não responde aos meus apelos e desfalece, cansado de tanto lutar contra os químicos, de tanto remar contra as dores, os desconfortos, as infecções, as insónias e tudo o que é oportunista numa situação de cancro.
Não…grito eu…tão alto que parece que a alma me sai pela boca.
Não posso, não quero perder meu norte, meu rumo, minha força, meu destino.
Não posso perder-me de mim, da VIDA, da luta por mim mesma.
Dos desnortes dos outros nada tenho com isso…estou FARTA…CHEGA!!!
Tenho que retomar meu caminho, meu destino, no silêncio de mim mesma, encontrar o meu rumo, sem os ruídos das vozes exteriores, pois elas nada sabem de mim, da minha alma, do meu querer, porque não querem escutar… E, assim, fico-me em silêncio…preciso de silêncio para me ouvir.
Chega de ruídos perturbadores, vozes gritantes que nada dizem… O caminho está à minha espera, o destino está nas minhas mãos, sem retratos desfocados, sem desmandos, sem vozes irritantes, apenas o silêncio me acompanha, o sol me ilumina, a Fé me aquece o coração e a Esperança em dias melhores me dá forças.
A VIDA vive-se com sonhos e esperança e cada um deve viver a sua com um sorriso, com liberdade e responsabilidade, com entre ajuda, amizade, abraços e solidariedade.
24 março 2014
Despir o preconceito
(imagem retirada do Google)
Conversa daqui, conversa dali, até que tirei o meu chapéu e deixei a minha carequinha de fora.
De imediato, ela perguntou: - não se importa de mostrar a cabeça sem cabelo?
- Claro que não, é algo que não me incomoda nada e só ando de chapéu ou gorro polar porque está muito frio e quando rapei o cabelo, constipei-me. – respondi eu, segura de mim.
- Admiro a sua coragem. – respondeu a senhora.
- Não é uma questão de coragem, é sim assumirmos quem somos e o que temos de menos nesta altura da doença e, acima de tudo, não deixarmos que o cancro nos defina. Ou seja, eu tenho cancro, mas não sou o cancro.
E, continuei: - o preconceito somos nós e depois são os outros, que olham para nós como se fossemos algo esquisito, “coitadinhos”, porque temos cancro, “coitadinhos” porque não temos cabelo, e isso não pode prender-nos e não deixar que não vivamos. Temos que nos adaptar, passamos uma fase em que não somos tão autónomas, em que sofremos, em que sofremos alterações físicas e emocionais, mas continuamos vivas e acima de tudo, temos a OBRIGAÇÃO de continuar a VIVER, a SORRIR, sem o bendito preconceito.
A senhora sorriu e disse-me que eu devia ser uma mulher muito forte, ao que eu lhe respondi: - nada disso, resolvi apenas brincar com o cancro e prometi a mim mesma que ele não levaria a melhor.
Entretanto, reparo que, umas cadeiras ao lado, uma senhora, atenta à conversa e que até então estava enfiada no seu gorro, resolveu, também ela, assumir a sua careca com todo o orgulho e exibi-la sem preconceito.
No entanto, friso que respeito todas as MULHERES que não conseguem mostrar as suas carecas e não conseguem olhar-se ao espelho e verem-se sem cabelo, pois nem todas somos iguais.
Muitas vezes, nem é por elas, é pelos maridos, companheiros e até pelos filhos.
Mas não se esqueçam que LUTAM por ELAS mesmo e não por quem está ao seu lado, pois por muita força que alguém dê (e é sempre bem vinda) a luta é nossa e é por nós que lutamos e devemos VIVER. NUNCA deixemos de VIVER, ACREDITAR e SORRIR, por mais difíceis que sejam os nossos dias.
Assumo a minha careca, assumo que tenho cancro, pois não é ele que define quem eu sou.
Não desisti de VIVER, de SONHAR, de AMAR e SORRIR, porque no dia em que o fizer…MORRI
E…já sabem, nunca se esqueçam de…OUSAR SER FELIZES!!!
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