30 janeiro 2015

Armadilhas da mente

(foto de Manuel Rodrigues)


Quando queremos modificar alguns aspectos do nosso comportamento e da própria personalidade somos muitas vezes confrontados com aquilo que o psiquiatra Augusto Cury chama de “armadilhas da mente” (uma visão próxima da de Eckhart Tolle, autor de “O Poder do Agora”). O médico destaca habitualmente quatro, a saber:

Conformismo 
Esta armadilha da mente humana e que traduz-se pela arte de se acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades psicológicas, os acontecimentos sociais e as barreiras físicas. As pessoas conformistas ficam prisioneiras do passado, são inertes e mentalmente preguiçosas transformando os fracassos em medo. O conformismo amordaça, por vezes, pessoas fascinantes e com muitas potencialidades.
Coitadismo
É a prática da auto compaixão, na verdade um conformismo potencializado. A pessoa que sofre desta armadilha veste o papel de vítima, apesar de ter, por vezes, um notável potencial ao seu dispor. Torna-se numa companhia cansativa, repetitiva, pessimista e gosta de publicitar as suas misérias.
Medo de Errar 
Traduz-se no medo de assumir os próprios erros e aceitar que, como todo o ser humano, cada um de nós pode ter imperfeições, defeitos, fragilidades, idiotices e incoerências.
Medo de Arriscar 
Este tipo de medo bloqueia a criatividade, a capacidade inventiva, a liberdade e a ousadia.

Para vencer estes obstáculos e colocar a inteligência ao serviço da personalidade, Augusto Cury descreve o que ele chama de Códigos da Inteligência – chaves para o uso pleno da nossa inteligência baseando-se no princípio de que as estratégias para vivenciarmos emoções positivas e termos pensamentos brilhantes não se encontram nos nossos genes mas sim na aprendizagem e no treino da mente.

Nelson S. Lima

03 janeiro 2015

Mais uma etapa...

Ontem, 6ª feira, pelas 11h, conclui mais uma etapa deste longo percurso, que tem sido e é a minha luta contra o cancro da mama.
Ontem retirei o cateter, por onde era administrada a quimioterapia.


O cateter estava localizado, conforme ilustra esta foto (não sou eu, como é lógico) que foi retirada da internet.


O mesmo, era idêntico a um destes, que a foto (retirada da internet) ilustra. Confesso que foi um alivio enorme, pois, para todos os efeitos, era um objecto estranho dentro do nosso corpo e como já não era preciso, a Oncologia deu autorização para ser removido.
Tenho que, fazer aqui, um elogio à Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Centro Hospitalar do S. João a funcionar em Valongo, pois para além das excelentes instalações que possui, o pessoal médico, enfermeiros e pessoal auxiliar são de uma simpatia e profissionalismo e dedicação fora de série.
 Fui muito bem tratada, com todo o cuidado, algo que só é habitual ver-se em hospitais privados (porque se paga e muito), e aqui num hospital público vi e senti na pele algo que nunca pensei ver...dedicação, simpatia, profissionalismo e excelentes instalações.
Parabéns a todos os profissionais que lá trabalham. O ano de 2015, para mim, começou da melhor forma e assim irá continuar...sempre positivo, pois depende de mim ser positiva, alegre e lutadora, sempre com Fé, Esperança.
E, irei sempre...OUSAR SER FELIZ!!!

Caminhos cansados…

(foto retirada da net) Será que podemos dizer que trilhamos caminhos cansados? Ou será que somos nós que estamos cansados dos caminhos que t...