30 novembro 2006

Pressa

Olhos nos olhos
Mãos nas mãos
Corpos entrelaçados
Desejos contidos
O beijo queima
A alma arde
E a vida continua
Num filho
Que é feito á pressa
Pressa sem amor
Pressa – desejo
Pressa – paixão
Porque o amor
Foi esquecido
Na pressa da vida
Por viver
Viver e amar
Viver e sonhar
Porque a vida
É sonho
É amor
É sofrimento
E uma lágrima rola

angelis

21 novembro 2006

17 novembro 2006

"Perdidos..."


(imagem de Vitor Melo)

Perdidos na escuridão que se abateu sobre a cidade, buscamos as nossas almas perdidas.
Perdidos de nós mesmos, buscamos a luz que possa iluminar nossos passos.
Perdidos da vida, buscamos a esperança de um novo amanhecer.
Olho para os prédios que me rodeiam e tento adivinhar o que cada um esconde.
Vislumbro aqui e ali pequenos pontos de luz, que tímidos se mostram por detrás das cortinas.
Que esconde cada lar?
Que dramas ocultam essas paredes?
Na selva urbana em que a maioria de nós vive, onde nos encontramos?
Na lei do mais forte, onde nos defendemos?
Na indiferença que percorre os olhares, onde nos auxiliamos?
Onde habita o amor?
Onde mora a esperança?
Em que prédio tocamos á campainha do auxilio?
Como sufocar o grito de desespero?
Como?
Onde?
Para quê?
Porquê?
Há vidas perdidas...
Há esperanças frustradas...
Há lares desfeitos pela intolerância, pelo desafecto...
Irmãos lutam entre si...
Pais abandonados...
Velhos despojados da sua dignidade...
Onde vamos parar?
Onde queremos chegar?
Perdidos da vida...perdidos de nós....quem sabe achados numa viela miserável...
Perdidos...
Talvez um dia resgatados pelo amor de alguém...
Talvez um dia iluminados pelo sorriso fraterno de alguém...
Perdidos...
E continuamos vagueando pela selva da vida, quais predadores...
Perdidos...
Talvez um dia achados...

angelis

11 novembro 2006

Pesos...

Carregamos pesos enormes ao longo da vida.
Uns vamos deixando para trás, conforme vamos caminhando, resolvendo nossos conflitos, nossos problemas, conforme vamos alcançando nossos objectivos, nossas metas.
Se calhar, esses são os pesos que pesam menos…contradição? Nem por isso…apenas constatação da realidade.
Mas, e aqueles que carregamos no coração, na alma? Onde os podemos deixar? Como nos livrarmos deles? Será que há meio e modo para tal?
Hoje, é daqueles dias em que me apetece divagar…deixar meu pensamento caminhar, por aqueles caminhos mais obscuros da alma, aqueles caminhos que nos recusamos a ver, nos recusamos a resolver.
Se tenho pesos? Claro que sim…sou humana, como tal, passível de errar, de magoar, de ofender, mas também de me penitenciar, de perdoar, de esquecer, de relevar e acima de tudo de amar.
Não é esta a natureza humana? Somos “farinha do mesmo saco”, mas não somos todos iguais, todos moldados pelas mesmas mãos da vida, pois todos percorremos caminhos diferentes, mas com o mesmo objectivo…sermos felizes, sermos perfeitos, atingirmos o topo da sublimação da alma.
O dia está bonito, com sol, a temperatura amena, convidando ao descanso, afinal é fim de semana, mas também á introspecção, á reflexão. E porquê? Porque me apetece, porque, ao longo destes últimos tempos, fui deixando, fui-me libertando de alguns pesos que carregava há anos e isso dá-me uma sensação de libertação, de leveza, que faz bem á alma e agasalha o coração.
A vida é mesmo assim, uma sucessão de obstáculos, de montanhas a transpor, de metas e objectivos a atingir…e que se resumem a uma coisa só…ser feliz!!!
Então…assim sendo…e pesos à parte…

OUSEMOS SER FELIZES!!!

angelis

03 novembro 2006

Só para Mulheres Fenomenais



Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é mais importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.

Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.

Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos,
Trota
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!.



Madre Teresa de Calcutá
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