28 março 2005

Amar é...

Será que conseguimos viver sem amor?

Será que conseguimos viver sem amar e ser amados?

(fonte mulher.sapo)

Quando nos apaixonamos não procuramos apenas os traços comuns com os quais nos identificamos, mas também os que nos complementam. Ou seja, vemos na pessoa amada qualidades que gostaríamos de ter em nós. Por exemplo, se somos muito rígidos com nós mesmos, é muito fácil admirar a descontracção da outra pessoa.

Basta por vezes um sorriso, um olhar, uma breve troca de palavras e... pronto... O Cupido faz das suas e de repente o cinzento do quotidiano transforma-se num mundo colorido, pleno de emoções intensas e pulsantes que chegam de repente sem que as possamos controlar!

A verdade é que, por muito que se possa especular, o amor e a paixão são sensações inesperadas, sendo esse um dos seus mistérios, pois muitas das vezes não sabemos por que razão nos apaixonamos por uma pessoa e não outra...

Para muitos apaixonados, o encontro do amor é fruto de uma tremenda coincidência. Para outros, é um resultado do destino e da caprichosa combinação entre os astros.
Para a ciência, não só a beleza é fundamental; a segregação de células hormonais – a dita atracção «química» – pode encerrar muitas repostas, mas mesmo assim (mesmo que se ditem razões para a paixão acontecer) nunca se pode dizer quando vai ou não surgir.


(autor desconhecido)

Amar...Querer muito bem a...
Amar...Gostar muito de...
Amar...Ter afecto a...

Amor...Afeição profunda
Amor...Objecto dessa afeição
Amor...Conjunto de fenómenos cerebrais e
afectivos que constituem o instinto sexual
Amor...Afecto a pessoas ou coisas
Amor...Paixão
Amor...Entusiasmo.

A M A R, quatro letrinhas com tantos significados.
Amar é estar presente…
Amar é ser e querer estar...
Amar é companheirismo e cumplicidade...
Amar é afecto e ternura...
Amar é permanecer juntos, principalmente nos momentos difíceis...
Amar é aquela emoção quando nossos olhos se encontram...
Amar é confiar...
Amar é querer o bem do outro....sempre.
Amar não é querer algo construído, mas construir algo querido...
Amar é receber uma ligação no meio do dia só
para dizer “olá amor, liguei para saber de você...
ou...dizer que você faz falta...”
Amar é desejar e suspirar...
Amar é aprender e crescer...
Amar é Viver e reviver...
Amar é Renascer.
Amar é alegria e fantasia...
Amar é dar e não esperar recompensas...
Amar é agradar e perdoar...
Amar é sonhar e acreditar nos sonhos...
Amar é sentir felicidade e saudade...
Amar não se escolhe, se descobre...
Amar é uma linda emoção.
Amar é recordar as saudades sorrindo e às vezes chorando, pois
Amar também é decepção que nos traz desilusão
maltratando o nosso coração.
Amar é um jogo perigoso, onde ganha quem tem o privilégio de
Amar e ser amado como...
Você

23 março 2005

Há 1 ano...

(foto: Erik Reis)


Tudo começou com o desafio de alguém (estás lembrado? Foi graças a ti que me meti nestas andanças) cria um blog…expõe tua escrita, dá-a a conhecer. E explicou-me como funcionava um blog, para que servia…e eu (que adoro desafios…principalmente se forem interessantes e puserem à prova as minhas capacidades) aceitei, e um pouco a medo…lá entrei no Sapo e criei o meu blog.

Um ano depois…é verdade…quem diria…esta história já dura há 1 ano…ainda por cá ando, com imenso prazer, com a mesma postura…não me interessa fazer a diferença, não quero atingir tops. Escrevo porque a escrita faz parte da minha alma (até publiquei um livro…vejam só os dotes da rapariga), gosto de partilhar pensamentos, ideias, sejam elas minhas ou de outros autores.

Se vou continuar? Claro que sim…enquanto me der prazer e satisfação escrever e partilhar convosco as palavras que sopram do coração…continuarei a ser uma brisa que sopra levemente…
Se provoco pés de vento? Cada um que responda por si e pelo que lê e sente quando me visita.

Até lá…estou de parabéns neste dia…e nunca imaginei que o tempo passasse tão rápido e que fosse tão agradável fazer esta partilha com quem me lê.

A todos os que por aqui passam Aflores, Azoriana, Agostinho e tantos outros (desculpem-me por não os mencionar a todos) o meu muito obrigada, pela vossa fidelidade e assiduidade, pelas palavras carinhosas que deixam neste cantinho.

Um grande beijinho e um xi coração para todos


angelis

19 março 2005

Voltar...

Eu queria cá voltar
Em forma de flor
Em forma de amor
E se para isso
Tiver que renascer
Que seja perto de ti
Não te posso esquecer
Não te posso abandonar
Não quero deixar-te
Sem sentir o teu calor
Sem experimentar o teu amor
Queria continuar
Queria voltar
Queria tentar
Queria ser outra vez
Aquela que não fui
Aquela que partiu
Aquela que chorou
E se algo me impedir
Só se for por amor
Porque este vive
Em cada gesto
Em cada sorriso
Ai como eu te amo
Ai como eu sofro
Acolhe-me outra vez
Em teu coração
Embala-me com o teu sorriso
Aquece-me com a tua doçura
Porque foste, és e serás
Aquilo que eu não fui
Aquele que eu amei
O meu poema inacabado
O meu arco-íris
Deixa-me voltar
Deixa-me abraçar-te
Deixa-me amar-te
E serei feliz
E voltarei a sorrir
Só quero saber
Que não me esqueceste
Que eu voltarei
Hoje e sempre serei
A poetisa abandonada
Só por ti lembrada
E para sempre amada

angelis (do meu livro "Palavras à solta")

14 março 2005

Beijo...

Ao tocar teus lábios subi ao céu...
Ao sentir o teu sabor provei as lágrimas da dor...
Naquele beijo ao final de tarde entreguei-te minha alma.
Naquele beijo dei-te minha vida.
Beijamos porquê?
A mãe beija o seu filho ao deitar, embalando-o em sonhos dourados.
Os irmãos beijam-se ao encontrar-se, depois de longa ausência.
Os filhos beijam os pais ao despedir-se.
Os amigos beijam-se alegremente em cada reencontro.
Os amantes entregam a sua alma em cada beijo trocado, em cada desencontro, em cada despedida.
Cada beijo tem um sabor próprio e único.
Cada beijo tem um significado especial.
Cada alma dá num beijo todo o seu esplendor de dor ou de amor...de saudade...de tristeza...de reencontro...de separação.
Cada alma entrega o melhor de si própria em cada beijo que distribui.
Beijo-te com ternura...
Abraço-te com paixão...
Entrego-me com amor....
Mas aquele beijo ao final de tarde traz-me lembranças especiais...
Mas aquele beijo ao final de tarde foi único porque foi o primeiro...
Aquele em que te senti por inteiro...
Aquele em que te deste de forma especial...
No meu coração ficará sempre guardado esse beijo tão intenso...tão inesperado...tão sincero e sentido.
Ao tocar teus lábios senti tua alma...
Um beijo de despedida...
Um beijo e até sempre...


angelis


11 março 2005

Um dia...

Não chores por mim
Que um dia eu volto
E quando as lágrimas caírem
E quando a saudade doer
Eu estarei a teu lado
Amparar-te-ei e amarei
Não chores por mim
Que eu caminho a teu lado
Embalo-te o sono
Embelezo o teu sonho
Dou cor à fantasia
Não chores por mim
Que eu choro também
Olha o arco-íris no céu
Deixa-o entrar no teu coração
E lembra-te do pássaro que sou
Da brisa que corre
Da flor colorida
Não chores por mim
Que um dia eu volto


angelis (do meu livro "Palavras à solta")

07 março 2005

Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher

(Fonte: mulher.sapo)

A revolução dos cravos desencadeou várias mudanças na sociedade portuguesa. E a comemoração do Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de Março, foi uma das mudanças ocorridas depois do 25 de Abril.

Contudo, apesar de ser comemorado desde 1909, o Dia Internacional da Mulher só foi proclamado oficialmente pelas Nações Unidas em 1975. E, somente em 1979 foi aprovada a Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres.

Toda a verdade...
As reivindicações de operárias de uma fábrica de têxteis em Nova Iorque, em 1857, originaram a comemoração do Dia da Mulher em todo o mundo.
Revoltadas com condições de trabalho bastante precárias, as trabalhadoras fizeram greve e manifestaram-se contra os salários baixos, o excesso de horas de trabalho, e contra as más condições da fábrica.
Durante a greve deu-se um incêndio que causou a morte a cerca de 130 manifestantes.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women’s Trade Union League.

Esta associação tinha como principal objectivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto.
Caminhavam com o slogan “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Mais tarde, o Partido Socialista norte-americano decretou o último Domingo de Fevereiro o Dia Internacional da Mulher.
Foi comemorado pela primeira vez em 1909 e pela última vez no ano de 1913, pois durante uma conferência mundial das organizações socialistas, decorrida em Copenhaga (Dinamarca), a revolucionária alemã Clara Zetkin propôs o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

De ano para ano, esta data passou a ser assinalada em todo o mundo dando estímulo à luta das mulheres pela igualdade de direitos. Além do mais, Março passou a ser um mês marcado por várias manifestações organizadas por mulheres:

Em 1911, na Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça, milhares de mulheres marcharam a exigir o direito de voto, de trabalho e o fim da discriminação;

Também em 1911 a associação Women’s Trade Union League organizou uma manifestação, com mais de cem mil pessoas envolvidas que protestaram contra um incêndio, que vitimou 140 mulheres, por falta de condições de trabalho;

Na Rússia, a revolução bolchevique teve o seu inicio em 1917, com as reivindicações de mulheres que reclamavam por “pão e paz”;

No ano de 1937 mulheres espanholas revoltaram-se contra o regime franquista;

Já em Itália, no ano de 1943, um movimento feminino protestou contra Mussolini e exigiu o fim da II Guerra Mundial;

Em Portugal, a luta pela implantação da República, que levou à queda do regime fascista, contou com a ajuda das mulheres, que até 1974 não tinham muitos dos direitos que deviam usufruir como cidadãs.


Porque as mulheres são importantes?

O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar!
Elas sorriem quando querem gritar. Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes. E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poderem tê-los. Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Seus corações quebram quando um(a) amigo(a) morre. Elas lamentam-se com a perda de um membro da família, contudo são fortes quando elas pensam que não há mais força.
Elas amam incondicionalmente. Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário, um baile ou um novo casamento.
Mulheres têm muito a dizer e muito a dar.
Elas dão compaixão e ideais. Elas dão apoio moral para sua família e amigos.
Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado.
Mulheres fazem mais do que dar a vida. Elas trazem alegria e esperança.

03 março 2005

Infidelidade

(Por: Maria Conceição Oliveira, Psicóloga)

Há tempos tive uma discussão com um grupo de amigos. Uns achavam que os homens eram mais infiéis do que as mulheres e outros, entre os quais eu, achávamos que isso é uma grande parvoíce...."

Esta afirmação é não racional e não mensurável! Diria tratar-se de um mito que traduz apenas a verdade de certas percepções que continuam ainda a existir. Desta forma, trata-se de uma opinião e não de uma realidade!

A frase “Os homens são mais infiéis do que as mulheres” reflecte o paternalismo que condiciona a vida da mulher, tão conveniente ao parceiro masculino. Surge em contraposição com o privilégio do aventureirismo masculino, sempre custoso e doloroso à parte feminina.

“Os homens são mais infiéis do que as mulheres” funciona como uma espécie de entrave apolíneo imposto para mascarar os impulsos da noite dionisíaca e perpetuar a crença na mulher “bem comportada”, asséptica e de boas maneiras...

Sabemos que essa mulher já saiu de cena!

Também há quem diga, "Não percebo porque é que certas mulheres que sabem serem enganadas pelos seus maridos preferem continuar com eles e não pedem o divórcio..."

A grande diferença no caso de infidelidade com consentimento não é que o cônjuge enganado saiba, é que o outro esteja ao corrente.

Esta conveniência matrimonial é tácita repousando, geralmente, no princípio da reciprocidade. Pode ser fruto da cobardia ou da passividade, bem como de um estoicismo sofisticado, ou desejo de salvaguardar uma aparente dignidade.

Também não podemos esquecer que o casamento traz certas vantagens e daí ter que ser dissociado de ideias abstractas e fúteis tais como o amor ou a paixão. Assim, o casamento funciona como um “emprego” que permite pagar ao fim do mês o infantário, a empregada, as prestações do carro e, enfim, o acesso a um sono tranquilo.

Os homens só querem sexo, sexo e mais sexo?
Se os homens só querem sexo e mais sexo, o que é que poderão querer as mulheres?

Amor? Sem dúvida que sim!
As mulheres querem amor mas este amor não funcionará, ele próprio, como uma espécie de desculpa para negar o papel integrante que o sexo tem nos relacionamentos da mulher?

E esta negação não é, em si mesma, um sintoma que traduz o quanto não sabemos sobre a sexualidade das mulheres?

Pior, muito pior... Apesar das mudanças que se têm verificado, poderá esta afirmação ser o reflexo da resistência profunda, do tabu existente contra as mulheres sexualmente contentes, as que têm sexo para seu próprio prazer?

Faria sentido as mulheres, libertadas pelos contraceptivos do seu imperativo biológico, não aproveitarem essa sua nova liberdade?

Será que a sexualidade feminina incomoda?
Os homens e as mulheres estão longe de serem iguais nas questões da infidelidade. Acho que não se pode fugir a uma questão que depende do biológico, do hormonal.

Em matéria de infidelidade, as diferenças existentes entre os dois sexos são condicionadas pela interacção dinâmica entre a natureza e a cultura. Se nos colocarmos neste vértice poderemos dizer que há diferenças entre homens e mulheres e que elas são qualitativas, não quantitativas.

Vejamos algumas:

A hormona “erótica” é a testosterona! O homem e a mulher produzem esta hormona, embora o homem tenha dez vezes mais testosterona do que a mulher. Mas este facto não faz com que o homem seja dez vezes mais infiel do que a mulher.

A herança do pecado cometido no Jardim de Éden faz com que o homem só em parte controle a sua erecção. Pelo contrário, nunca se sabe se uma mulher está ou não realmente excitada.

Mesmo quando casados, muitos homens pensam que são livres. Mesmo que sejam solteiras, muitas mulheres consideram-se ligadas a um homem. Ainda perseguidas e maculadas pelo discurso cultural, as mulheres preferem não falar da sua sexualidade mantendo-a guardada no silêncio do segredo.

A infidelidade pode ter um preço bem alto para a mulher – o seu casamento, o estatuto social, a custódia dos filhos ou orçamento para os sustentar.

O contexto cultural continua a empurrar deliberadamente o homem para a infidelidade, campo eleito para demonstrações de virilidade. E ele continua a escudar-se nesta pressão cultural até porque os “custos directos” desta infidelidade são bem menores.

Na infidelidade, homens e mulheres são vítimas do desejo. Desejo nunca satisfeito e nunca conformado com a hostilidade e a angústia inerente à condição humana. Desejo que teima em voltar ao par narcísico inicial – mãe e criança, um único ser.
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