27 setembro 2004

Viagens: partidas, chegadas ou destinos ao acaso?

Na correria do dia a dia partimos apressados para mais uma viagem no comboio da vida.
Na correria do dia a dia chegamos estafados à estação da vida.
Destinos ao acaso? Viagens planeadas? Bilhetes pré comprados? Passes utilitários? Ou simplesmente perdidos em mais uma viagem sem destino e com pressa de chegar a algum lado?
Para onde vamos? O que nos move? O que nos faz escolher um destino e deixar outro para trás? Será que depois do bilhete comprado não podemos recuar? Será que depois de apanharmos aquele comboio, que até nem nos leva onde nós queríamos, teremos opção, teremos nova escolha?
Quem escolhe o destino da viagem? Quem escolhe o trajecto, o percurso? Apanhamos o alfa pendular ou um regional? Quanto tempo demora a viagem? Vamos preparados para os percalços, para os imprevistos?
Somos aventureiros sem destino, sem rumo?
Será que conseguimos um lugar para nos sentarmos? Será que o vizinho que vai ao nosso lado é simpático, não cheira mal, poderemos conversar com ele?
Questões…mais questões…na correria da vida nem temos tempo para questionar para onde nos leva o comboio que apanhamos, nem escolher o percurso ou o comboio e lá vamos nós numa viagem num qualquer comboio regional que leva uma eternidade a fazer a viagem e pára em todas as estações e apeadeiros.
Se não vivêssemos tão apressados, tão cheios de vontade de chegar a lado algum…veríamos que a viagem num qualquer comboio regional nos permite chegar sem pressa, saborear a paisagem, dar “dois dedos” de conversa com o parceiro que vai a nosso lado, nos permite ler o jornal, ler um livro, PENSAR, QUESTIONAR…para onde queremos ir e de que forma queremos fazer a viagem.
- Atenção senhores passageiros, vai dar entrada na linha nº1 o comboio procedente de…e com destino a…não efectua paragens em…e…boa viagem.
Desculpem…não posso escrever mais…meu comboio está a chegar…até outro dia e boa viagem para todos.

angelis

23 setembro 2004

Sonhos

Todos temos sonhos. Sonhar faz parte da natureza humana, é inerente à nossa alma. Sonhamos mesmo que não tenhamos consciência de tal. Sonhamos de olhos abertos, sonhamos ao olhar para o céu estrelado em noite de lua cheia. Sonhamos quando nos deliciamos com um magnífico pôr-do-sol à beira mar.
Poderia ficar aqui imenso tempo a dissertar sobre as diferentes formas, as diferentes situações que nos fazem sonhar, mas não é esse o meu propósito imediato.
Quando sonhamos estamos a projectar, estamos a construir os alicerces para a realização desses sonhos.
Claro que há sonhos que nem nos atrevemos a sonhar, há sonhos que ficam aquém das nossas possibilidades de realização e outros completamente impossíveis.
Mas, o que pretendo aqui abordar são os sonhos possíveis…ou aqueles que quando os sonhamos nunca imaginamos torna-los reais um dia.
Quem nunca sonhou algo e pensou que não concretizaria? Quem nunca teve esperança de realizar um sonho?
Pois o que vos pretendo dizer é que não desistam dos vossos sonhos, que não desistam de sonhar, de projectar, e de ter forças para construir, para realizar esses mesmos sonhos.
Pode demorar…mais do que pensamos, pode não ser quando queremos ou desejamos, mas não devemos desistir perante as dificuldades, pois são elas que nos dão força e impulsionam para continuarmos a lutar por nossos sonhos.
Vou concretizar em breve um sonho antigo…sonho que transporto comigo há muitos anos, que nunca pensei ver realizado, mas nunca desisti de sonhar…quem sabe um dia…?
Esse dia está prestes a chegar…o meu sonho vai finalmente concretizar-se.
E qual é esse sonho?
A seu tempo…a seu tempo vos direi, vos porei a par dele…agora apenas quero deixar-vos a minha mensagem de alento, de força, de coragem. Lutem pelos vossos sonhos, não desistam, vale a pena…pois o sonho comanda a vida…já dizia o poeta António Gedeão…e enquanto um homem sonha, o mundo pula a avança como bola colorida entre as mãos de uma criança…


angelis

21 setembro 2004

Fantasias sexuais



(Autor: Dr. Celso Marzano - Urologista e Terapeuta sexual)


As fantasias pertencem ao mundo da imaginação e podem mexer com determinados sentidos (auditivo, olfactivo, visual, táctil, gustativo) independente de presença ou estímulo físico. A força e qualidade da fantasia tendem a provocar as sensações de medo ou prazer; ou seja, de conforto ou desconforto, para quem a experimenta.
No leque de fantasias que reside no interior de cada um, discutirei aquelas cuja temática envolve a sensualidade e o erotismo. Neste aspecto, encontramos a potencialidade das fantasias que servem para aumentar o nível de excitação erótica. Recorrer à fantasia pode provocar os mais diversos sentimentos.
Se julgarmos as fantasias sexuais de forma rígida, é bem provável que os sentimentos despertados com isso sejam negativos à resposta de excitação sexual. Por outro lado, se a fantasia sexual é explorada e apreciada pelas sensações prazerosas que desperta, estará disponível e acessível sempre que se desejar. Envolver-se com as fantasias sexuais não representa necessariamente um evento preocupante, uma doença sexual.
É considerado patológico, doentio quando a fantasia passa a ser confundida com a realidade ou quando se tenta concretizar uma fantasia incompatível com a realidade dos parceiros sexuais. Mais importante que a fantasia em si é o que ela reúne de simbolismos capazes de elevar a excitação sexual. Porém, como tudo que faz parte da experiência humana, as fantasias precisam ser avaliadas, seleccionadas, adaptadas e também renovadas de acordo com o momento actual de vida dos participantes.
Frequentemente as pessoas me perguntam se determinada fantasia sexual é "normal". As fantasias são as mais variadas possíveis: ser visto pela janela se masturbando, transar vestindo roupas ditas não convencionais, voyeurismo, usar instrumentos para penetração, ter duas mulheres, transar a 3, 4, 5..., etc.
Vamos analisar desta forma. Ao longo da vida, todas as pessoas possuem fases, épocas em que só pensam em sexo, o apetite sexual está voraz, e outras em que ele pode até ser despertado, mas há momentos em que não querem saber de nada. Por vários motivos isso pode acontecer: stress, doenças, problemas financeiros, conjugais, familiares, etc. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o sexo pode ser revigorante para todos esses problemas. Aí podem entrar as fantasias sexuais.
Muitos terapeutas sexuais utilizam fantasias, como parte do tratamento de muitas dificuldades sexuais. Elas são usadas para induzir ou intensificar o desejo sexual. As pessoas com pouco desejo frequentemente não arquitectam muitas fantasias, mas qualquer um pode mudar esse padrão evocando fantasias eróticas para enriquecer e activar sua vida sexual.
Aí vão algumas dicas de fantasias: Você pode recordar experiências passadas, momentos inesquecíveis e com pessoas incríveis. Algumas pessoas preferem ver figuras eróticas ou assistir a filmes. Outras podem gostar de ler um conto erótico. Mas se nenhuma dessas alternativas funcionar, vamos tentar montar uma...
Primeiramente, seleccione personagens e cenários. Depois, imagine um roteiro, pense em situações variadas que o excite, comportamentos, situações, falas. Se estiver com dificuldade para imaginar, escreva o seu próprio conto erótico.
A grande vantagem das fantasias sexuais é poder inventá-las do jeito que se quiser. Mas, na nossa cultura existem tantos tabus e preconceitos a respeito do sexo, que qualquer fantasia gera ansiedade e culpa. O resultado é que, embora seja comum todos terem fantasias, pouca gente tem coragem de falar delas ou mesmo de aceitá-las como naturais. Por ser um segredo tão bem guardado, ninguém sabe qual é a fantasia do outro, e cada um fica com a sua, envergonhando-se dela, imaginando ser mais estranha, bizarra do que a da maioria.
As fantasias sexuais variam de pessoa para pessoa e podem ou não incluir o parceiro, mas algumas são mais comuns: sexo grupal, experiências sadomasoquistas, sexo violento, relações homossexuais. Nas mulheres, a mais presente é a de ser forçada a ter relações sexuais, de preferência com vários homens ao mesmo tempo. Nos homens é a de fazer sexo com duas mulheres. Outra fantasia excitante para a mulher é a de se imaginar tendo um papel activo, em que desde o início dirija o ato sexual.
Fantasias sexuais são saudáveis desde que não prejudiquem a outra pessoa ou não se tornem uma obsessão. Pensar nisso 24 horas por dia e não conseguir fazer mais nada não dá. Tudo tem um limite para ser considerado normal. Não se culpe por ter ou até por não ter fantasias. O importante é você viver um sexo de entrega total, com muita satisfação e prazer, sem cobranças, sem rituais pré definidos, mas com muita criatividade, e com muito amor...
Boa sorte.

20 setembro 2004

Erros e acertos

Quem nunca errou na sua vida? Quem nunca cometeu um acto que depois se arrependeu?
Devemos ser julgados e condenados toda a vida por um erro passado, tenha sido ele muito passado ou recente?
Quem somos para julgar os outros, os condenarmos pelas suas atitudes?
Somos juízes? Somos Deus? Quem somos afinal? Quem nos julgamos para continuarmos a acusar e julgar falhas passadas nos outros?
Errar é humano. E se reconhecemos o erro, se pedimos desculpa, porque continuar a acusar? Porque continuar a julgar?
Não merecemos uma oportunidade de nos redimirmos, de acertarmos com o caminho correcto, caminho esse ditado pela nossa consciência e não pelos olhares acusadores do mundo?
Às vezes até somos julgados e condenados por erros e atitudes que não cometemos, simplesmente porque não seguimos os padrões de vida de quem nos julga e condena.
Teria aqui pano para mangas…mas deixo apenas este desabafo…olhemos em 1º lugar para nós mesmos, para o que fazemos ou não fazemos, para quem somos, se somos isentos de culpa ou erro e depois…depois…olhemos para os outros, não com olhos e atitudes condenatórias, mas para pessoas que vivem, erram e acertam como qualquer ser humano.
Não há pior ofensa do que alguém nos julgar e condenar por algo que não fizemos, por algo que não tem nada a ver com a nossa forma de estar e viver.
Já se questionaram porque as pessoas têm a eterna mania de julgar os outros? Porque se acham tão isentas, tão moralistas, que tudo o que foge aos seus padrões é condenável?
Temos obrigações sociais a cumprir, obrigações no trabalho e na família, mas não somos a consciência colectiva, não somos detentores de verdades absolutas para olharmos para os outros e lhes apontar o dedo.
Erros todos cometemos…acertos também…e não nos esqueçamos que a medida com que julgarmos os outros será a medida com que seremos julgados…por quem?
Acima de tudo e para além de tudo…pela nossa consciência.


angelis

17 setembro 2004

Bom fim de semana

Para todos um excelente fim de semana...é sexta feira, quando largarem os vossos empregos, larguem o fato e gravata (homens, claro!!!), larguem as pinturas, os saltos altos(mulheres...sem dúvida!!!), façam um saco de viagem e partam sem destino.
Se não poderem...bom...dediquem um pouco de tempo aos vossos filhos, levem-nos a passear, contem-lhes uma história, façam aquela sobremesa que eles adoram...eles irão ficar muito felizes.
Se não têm filhos, namorem, seja com o vosso marido, o vosso namorado ou aquele amigo especial e único, preparem um petisco (podem ser vocês, homens, a fazer isso...!!!), um bilhetinho amoroso a lembrar que os amam, umas flores, porque não oferecer flores ao vosso marido, ao vosso namorado? De certeza que eles nunca receberam flores...surpreendam os vossos homens...homens superem-se e surpreendam vossas mulheres.
Eu...vou daqui a pouco de fim de semana...saco feito e vou aproveitar os sol...o calor...esvaziar mente e corpo.
Computador e blog...para a semana, afinal nem um nem outro precisam de mim e passam bem sem mim um fim de semana.
Para todos...um grande beijo de amizade...e não se esqueçam...OUSEM SER FELIZES!!!

angelis

16 setembro 2004

Amigos


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes

09 setembro 2004

Farol de Esperança


Navegava perdida, no oceano agitado da vida até que ao longe, no horizonte das memórias perdidas encontrei um farol...
Desesperada por encontrar a esperança de dias melhores e felizes, remei com todas as minhas forças até lá...
Atraquei meu barco á encosta escarpada do farol...
Com as forças que me restavam escalei a íngreme encosta, até aquela luz que me cegava de tão intensa.
Pequena casa dava acesso a essa luz.
Entrei a medo.
Deparei com uma sala humilde e iluminada por uma vela pousada em cima de uma pequena mesa.
As paredes caiadas de branco, cortinas de renda e um quadro com a imagem de Jesus completavam o cenário.
Olhei para o quadro, demoradamente, e sem conseguir desviar o olhar, imensa calma se instalou no meu coração.
Sentei-me sem desviar o olhar e sem me aperceber, comecei a falar com Ele...
De repente, pareceu-me que Jesus saiu do quadro...impossível...estou a sonhar...
Não é sonho – respondeu-me Ele. Estou aqui ao pé de ti...chamaste-me e eu vim.
Lágrimas de gratidão corriam-me pelo rosto. Não era digna de tanto...
Orei, fervorosamente, como já não o fazia há muito tempo.
A conversa com Ele foi longa...expus o meu coração sofrido e torturado...entreguei-Lhe a minha vida...a minha alma atormentada.
As horas passaram sem dar por elas... lá fora caía a noite suavemente...o céu engalanava-se de estrelas cintilantes...mas a luz que saía daquela humilde casinha suplantava o sol mais brilhante...a estrela mais bonita...
A luz daquela casa era a Luz de Cristo...do Seu AMOR...
Naquele porto de abrigo encontrei-me com Ele...
Naquele farol perdido no oceano da vida recuperei o que fui e construí o que sou...
Naquele farol nasceu a esperança...
Hoje navego pela vida, com incertezas, com dores e alegrias, mas sem perder de vista aquele farol de esperança que me ilumina os passos incertos e vacilantes de alguém que está construindo o seu futuro com a certeza que Jesus caminha os mesmos passos que ela dando-lhe forças, alento, e coragem...
E quando no imenso areal da vida só vejo duas pegadas impressas na areia é aí que Jesus me pega ao colo, descansando os meus pés cansados da jornada da vida.
Continuo a minha jornada evolutiva...
Vacilante, muitas vezes...
Insegura, quase sempre...
Mas numa coisa vou firme...na esperança que renasceu no meu coração...na fé que transporta montanhas...no amor que ilumina o meu coração...
Que todos possam encontrar dentro de si o farol da esperança...

angelis

06 setembro 2004

Declaração de Direitos das Pessoas Deficientes



As pessoas com deficiência gozam de todos os direitos estabelecidos nesta Declaração. Estes são reconhecidos a todas as pessoas com deficiência sem qualquer excepção e sem distinção ou discriminação com base em questões de raça, cor, sexo, língua, religião, opiniões políticas ou outras, origem social ou nacional, estado de saúde, nascimento ou qualquer outra situação que diga respeito à própria pessoa com deficiência ou a sua família.


Declaração de Direitos das Pessoas Deficientes

Resolução aprovada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 09/12/75

A Assembleia Geral

Consciente da promessa feita pelos Estados Membros na Carta das Nações Unidas no sentido de desenvolver acção conjunta e separada, em cooperação com a Organização, para promover padrões mais altos de vida, pleno emprego e condições de desenvolvimento e progresso económico e social,

Reafirmando, a sua fé nos direitos humanos, nas liberdades fundamentais e nos princípios de paz, de dignidade e valor da pessoa humana e de justiça social proclamada na carta,

Recordando os princípios da Declaração Universal dos Direitos do Homem, dos Acordos Internacionais dos Direitos Humanos, da Declaração dos Direitos da Criança e da Declaração dos Direitos das Pessoas com Deficiência Mental, bem como os padrões já estabelecidos para o progresso social nas constituições, convenções, recomendações e resoluções da Organização Internacional do Trabalho, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, do Fundo da Criança das Nações Unidas e outras organizações afins.

Lembrando também a resolução 1921 (LVIII) de 6 de maio de 1975, do Conselho Económico e Social, sobre prevenção da deficiência e reabilitação de pessoas com deficiência,

Enfatizando que a Declaração sobre o Desenvolvimento e Progresso Social proclamou a necessidade de proteger os direitos e assegurar o bem-estar e reabilitação daqueles que estão em desvantagem física ou mental,

Tendo em vista a necessidade de prevenir deficiências físicas e mentais e de prestar assistência às pessoas com deficiência para que elas possam desenvolver suas capacidades nos mais variados campos de actividades e para promover tanto quanto possível, a sua integração na vida normal,

Consciente de que determinados países, nos seus actuais estádios de desenvolvimento, podem, desenvolver apenas limitados esforços para este fim.

PROCLAMA esta Declaração dos Direitos das Pessoas com Deficiência e apela à acção nacional e internacional para assegurar que ela seja utilizada como base comum de referência para a protecção destes direitos:

1 - O termo "pessoa com deficiência" é aplicável a qualquer pessoa que não possa por si só responder, total ou parcialmente à exigência da vida corrente, individual e/ou colectiva, por motivo de qualquer insuficiência, congénita ou adquirida, das usas capacidades físicas ou mentais.
2 - As pessoas com deficiência gozam de todos os direitos estabelecidos nesta Declaração. Estes são reconhecidos a todas as pessoas com deficiência sem qualquer excepção e sem distinção ou discriminação com base em questões de raça, cor, sexo, língua, religião, opiniões políticas ou outras, origem social ou nacional, estado de saúde, nascimento ou qualquer outra situação que diga respeito à própria pessoa com deficiência ou a sua família.

3 - As pessoas com deficiência têm o direito inalienável ao respeito pela sua dignidade humana. As pessoas com deficiência, qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadãos da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar de uma vida decente, tão normal e plena quanto possível.

4 - As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos civis e políticos que os outros seres humanos. O artigo 7.º da Declaração dos Direitos das Pessoas com Deficiência Mental é aplicável a qualquer possível limitação ou supressão daqueles direitos para estas pessoas.

5 - As pessoas com deficiência têm o direito às medidas destinadas a permitir-lhes tornarem-se tão autónomas quanto possível.

6 - As pessoas com deficiência têm direito a tratamento médico, psicológico e funcional, incluindo próteses e ortóteses, à reabilitação médica e social, à educação, educação vocacional e reabilitação, assistência, aconselhamento, serviços de colocação e outros serviços que lhes possibilitem desenvolver ao máximo as suas capacidades e aptidões e a acelerar o processo de sua integração ou reintegração social.

7 - As pessoas com deficiência têm direito à segurança económica e social e a um nível de vida decente. Têm o direito, segundo as suas competências, ao acesso e permanência no emprego ou ao exercício de actividades úteis, produtivas e lucrativas, e de fazerem parte das organizações sindicais respectivas.

8 - As pessoas com deficiência têm o direito a que o planeamento económico e social, a todos os níveis, tome em consideração as suas necessidades específicas.

9 - As pessoas com deficiência têm direito de viver com suas famílias ou os seus substitutos e de participar de todas as actividades sociais, criativas e recreativas. Nenhuma pessoa com deficiência será submetida, por razões de natureza habitacional a tratamento diferente, além daquele requerido pela sua condição ou necessidade de recuperação. Se a permanência de uma pessoa com deficiência num estabelecimento especializado for indispensável, as condições de vida e o meio ambiente devem aproximar-se, tanto quanto possível, de uma vida normal para pessoas da mesma idade.

10 - As pessoas com deficiência devem ser defendidas contra toda a espécie de exploração, de disciplina e de tratamento de natureza discriminatória, abusiva ou degradante.

11 - As pessoas com deficiência devem poder dispor de apoio jurídico qualificado, sempre que seja indispensável para à defesa das suas pessoas e bens. Se contra elas for instaurado procedimento judicial deverá ser tida em consideração a sua condição física e mental.

12 – É reconhecida a utilidade de consulta às organizações de pessoas com deficiência, em todos os assuntos relativos aos direitos daqueles cidadãos.

13 - As pessoas com deficiência, as suas famílias e as suas organizações deverão ser amplamente informadas, por todos os meios apropriados, dos direitos contidos nesta Declaração.

04 setembro 2004

Beleza feminina


Muito se fala sobre a "beleza feminina".
Li um pensamento que achei sensacional: "Ser bela, é ser bela por inteiro, no continente e no conteúdo, no exterior e no interior. Ser sábio, é saber valorizar o todo."

Quantas mulheres conhecemos que tem uma beleza física esplendorosa, mas no interior são vazias.
Elas passam, e não deixam marcas. Mas aquelas que deixam marcas profundas e perenes em todos nós, são as mulheres cujo interior é digno de nota.

Exemplificando: porventura, existiu mulher mais linda do que a Madre Teresa de Calcutá ? do que Anita Garibaldi ? do que Joana D'Arc ?
Existem tantos exemplos que seria difícil enumerar todas.
Essas mulheres, de extraordinária beleza interior marcaram sua passagem pelo mundo, e serão sempre lembradas.
Em contraponto, existiram milhares de mulheres formosíssimas de quem jamais ouvimos falar. Marcaram sua época e nada mais.

A beleza física é herdada pela genética.
A beleza interior é adquirida com o passar do tempo.
Recomendo às belas jovens, que procurem rechear seu interior,
pois a beleza física fenece com o tempo, e se vocês não cuidarem do espírito, não terão mais nenhuma maneira de atrair a atenção sobre si.
Na mesma medida que a beleza física fenece, a maturidade vai revelando a beleza interior das mulheres.
E é exactamente essa beleza que prende os homens, pelo menos os sábios.
A melhor maneira de se ver e sentir a beleza feminina é pela Internet, pois primeiro conhecemos o conteúdo das pessoas.
De minha parte, tenho conhecido virtualmente mulheres belíssimas (pelo menos no meu ponto de vista).
As mensagens delas recebidas são dignas de nota; algumas são poetas (tenho lido coisas lindas), outras são mulheres de acção, que se dedicam à criação de sites verdadeiramente sensacionais que existem pela Internet afora, outras, são pessoas que simplesmente gostam de se comunicar (e o fazem muito bem). A companhia virtual de todas elas, sem nenhuma excepção, é uma das melhores coisas do dia a dia.
Então, amigos, é essa a beleza que conta. Claro é que, quando à beleza interior, se alia a física, fica agradável tanto à mente quanto à vista.

A grande maioria concordou com minha opinião sobre a REAL beleza feminina.
Lógico que tenham havido vozes discordantes. Afinal, toda a unanimidade é burra, ou falsa.
Aos que acham que a beleza física é fundamental, posso dizer que concordo em parte, pois como fonte de atracção, claro que a beleza física é mais chamativa.
Todavia, um bom observador sempre procurará ver além do físico.
Procurará descobrir, digamos, uma chama interior que denuncie um bom conteúdo, se aquela beldade será capaz de prender a atenção por mais do que uma noite.
Claro, para os que procuram apenas uma companhia eventual, o físico é primordial (até que a rima não ficou mal).
Um encontro, um adeus. Nesses casos tem que haver a atracção física. E é só o que importa.

Vamos ver a passagem dos anos. Aquela jovem tão bela, agora é uma senhora de meia-idade, menopausada.
Se ela só cuidou do físico, sem preencher seu interior com algo de bom, será uma frustrada a se olhar no espelho, lamentando a juventude perdida. Todavia, se ela se preparou internamente, se tem um conteúdo bom, certamente ao se olhar no espelho, vai admirar cada ruga, cada adiposidade, sabendo que é querida por muita gente,
por ter sabido manter através do anos o seu brilho interior. Aquela que foi uma "jovem luminosa", agora é uma "senhora luminosa", admirada por sua capacidade, por seu "brilho interior".
E continuará linda aos 40, aos 50, aos 60, aos 70, aos 80 e mais anos.

O importante, crianças, é manter a beleza espiritual intacta.
Ela perdura para sempre. Portanto, minhas lindas "coroas", nunca lamentem a beleza juvenil que se foi.
Ela foi substituída, e com vantagem, pela beleza que vocês souberam manter através dos anos, ou seja, a beleza de seu espírito, que permaneceu jovem e lindo.
Esta mensagem é dedicada a TODAS as mulheres que, ao olhar no espelho, souberem dizer:
VOCÊ É LINDA, EU TE AMO, TODOS TE AMAM.

- Marcial Armando Salaverry ....

01 setembro 2004

SIDA...porque nunca é demais alertar



Porque nunca é demais alertar, falar sem medos ou tabus e porque não acontece só aos outros.

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença provocada por um vírus, chamado VÍRUS da IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (VIH). Este vírus ataca o sistema imunitário, isto é, o "arsenal de combate de que o organismo se serve para defender das infecções. Quando o sistema imunitário é atingido perde-se essa capacidade de defesa e aparecem muitas infecções graves ou tumores, muitas vezes mortais. Estas infecções chamam-se oportunistas porque aproveitam o enfraquecimento das defesas do organismo. Decerto, já ouviu dizer que alguém morreu de SIDA. Isto não é inteiramente correcto. O que de facto causa a morte são as infecções oportunistas ou tumores; a SIDA facilita o seu aparecimento. No entanto, o mais importante é saber que: A SIDA pode ser evitada; A SIDA não se apanha facilmente; Para se proteger basta tomar algumas precauções muito simples.

O QUE É O VIH?

Os médicos referem que a SIDA é causada por um vírus (Vírus da Imunodeficiência Humana). O VIH é um vírus frágil que não sobrevive fora do organismo, a não ser em condições excepcionais. Mas uma vez em circulação no organismo, pode aí permanecer "silencioso" ou "escondido" durante meses ou anos e ir fazendo grandes estragos no sistema imunitário. Portanto, muitas vezes, as pessoas que parecem estar em perfeita saúde podem, sem o saber, transmitir o vírus a outras. Os médicos ainda não têm certezas sobre a percentagem de pessoas contaminadas com o vírus virão a desenvolver a doença a que chamamos de SIDA. Também ainda não se sabe quanto tempo pode passar desde o momento da contaminação até ao aparecimento da doença.

Contudo, parece não haver dúvidas de que com o tratamento médico adequado, menos pessoas contaminadas virão a desenvolver SIDA. Actualmente, julga-se que muitas pessoas contaminadas pelo VIH podem viver com a doença durante muitos anos. Cada vez mais a doença provocada pelo VIH é uma doença crónica, que pode ser controlada, tal como a diabetes ou a hipertensão arterial.

O VIH transmite-se através de alguns líquidos orgânicos: o sangue, o esperma, as secreções vaginais, o leite materno. Não há nenhuma prova de que o vírus seja transmitido pela saliva, lágrimas, suor. O VIH entra no organismo através das membranas mucosas por exemplo, as paredes do recto, as paredes da vagina ou interior da boca ou da garganta) ou por contacto directo com o sangue. O vírus não atravessa a pele intacta; só o faz se houver uma ferida ou corte que facilite a sua entrada (através do contacto com fluidos de uma pessoa infectada).

O vírus não se transmite pelo ar, através dos espirros ou da tosse. Por isso, não há perigo nenhum no contacto social quotidiano com pessoas infectadas pelo VIH. "SEROPOSITIVO" para o VIH não é a mesma coisa que SIDA, AS PESSOAS COM VIH NÃO TÊM, AUTOMATICAMENTE SIDA.

FAZER O TESTE OU NÃO...

O teste ou análise de que você já ouviu falar detecta a presença dos anticorpos contra o VIH, produzidos pelo organismo. Um resultado positivo significa que se foi contaminado pelo VIH e que o organismo começou a fabricar produtos para se defender, que se chamam anticorpos. Um resultado positivo não quer dizer que você tenha SIDA ou que necessariamente, venha a ter SIDA no futuro. Os médicos sabem é que o VIH pode permanecer adormecido ou escondido no organismo sem que apareçam os sintomas durante um período que pode durar dez anos ou mais; por isso é que é muito importante aconselhar-se antes e depois de fazer a análise.

Qualquer que seja o resultado (positivo ou negativo) pode ter uma influência decisiva na sua vida. É importante saber muito claramente porque é que quer essa informação e o que ela significa para si. Uma análise negativa não deve ser encarada como uma licença para deixar de tomar precauções nas relações sexuais. Os anticorpos podem demorar semanas, às vezes meses, a aparecer no sangue. Actualmente, as pessoas infectadas com uma análise positiva confirmada têm várias opções, pois existem tratamentos novos para combater directamente o vírus, fortalecer o sistema imunitário e prevenir as infecções oportunistas antes de elas se desenvolverem.

O facto de você saber que foi contaminado pode ajudá-lo, a si e ao seu médico, a decidir se necessita de alguns medicamentos para se manter saudável. Não deixe que sejam os outros a decidir por si. Coloque todas as suas dúvidas ao seu médico, assistente. A OPÇÃO É SEMPRE SUA!

QUEM PODE SER CONTAMINADO PELO O VIH?

Toda a gente. O VIH afecta indiferentemente todas as raças, nacionalidade e idades. É possível evitar novas contaminações pelo o VIH, desde que todos colaborem na difusão das medidas de precaução a tomar nas diversas situações. CONHEÇA OS FACTOS!

O SEXO SEGURO É APENAS UMA QUESTÃO DE BOM SENSO.

Ao sabermos que o vírus se transmite pelos fluidos de um corpo, a maneira mais sensata de evitar uma contaminação é bloquear essa entrada. Os preservativos são o meio mais eficaz contra a contaminação pelo o VIH. A utilização de lubrificantes espermicidas, especialmente os que contêm nonoxynol-9, podem aumentar a protecção. No entanto, estes produtos devem ser usados em conjunto com os preservativos e nunca em sua substituição. Muitos preservativos são lubrificados, alguns com espermicidas, mas é natural que se prefira usar preservativos não lubrificados para o sexo oral. Os preservativos continuam a ser a melhor protecção actualmente disponível e o maior descanso pode dar em relação ao risco de infecção pelo VIH. Tanto os homens como as mulheres devem aprender a usar correctamente os preservativos. Faça por torná-los parte integrante do acto sexual, em vez de uma interrupção desajeitada e embaraçosa.

Eis o que deve fazer: quando o pénis estiver em erecção, desenrole o preservativo ao longo do pénis até à base, deixando um pequeno espaço na ponta. Tenha o cuidado de tirar as bolhas de ar. Nas relações vaginais ou anais, use cremes lubrificantes hidrosolúveis, isto é, solúveis em água, como por exemplo KY Gelly. É raro o preservativo se rompa quando usado com cuidado, mas sair antes do orgasmo pode ser uma preocupação adicional. O preservativo deve ser tirado enrolando-o para fora (não deve ser puxado) depois da ejaculação e antes de perder a erecção. Note que o preservativo só deve ser usado uma vez. Não tire o preservativo da embalagem selada até ao momento de o colocar, nem rasgue o pacote com os dentes, pode danificá-lo. Guarde os preservativos fechados, ao abrigo do calor, do sol, da humidade, e da luz fluorescente. Muitas marcas referem o prazo de validade na caixa ou nas embalagens individuais; outras põem a data de fabrico. Quando são guardados num lugar fresco e seco (não na sua carteira ou no porta-luvas do carro!) os preservativos duram cerca de dois anos depois da data de fabrico. Para saber mais sobre a qualidade de preservativos, consulte a Revista Nº113, de Março/92, da DECO – Proteste.

COMO ACONTECE A CONTAMINAÇÃO VIH

Ouve-se dizer, muitas vezes, que são as pessoas com "comportamentos de risco" que se infectam. Mas não interessa o que se é; o que importa é o que se faz. Os comportamentos de risco expõem qualquer pessoa à contaminação pelo VIH. Comportamentos de alto risco são ter relações anais ou vaginais sem protecção com uma pessoa contaminada ou desconhecida (sem protecção quer dizer sem preservativo). Embora seja mais fácil a contaminação do parceiro receptivo, as investigações já demonstram que o vírus também se pode movimentar em sentido contrário, contaminando o parceiro que penetra. Por isso, é tão arriscado ser-se parceiro(a) "activo(a)" como "passivo(a)", homem ou mulher, porque sem protecção parece ser a forma mais habitual de transmissão sexual. Mas é melhor é melhor ter cuidado, seja qual for a sua prática sexual. O sexo oral é menos arriscado, mas pode haver contaminação por via oral, o que faz com que se aplique a mesma recomendação: SEXO PROTEGIDO.

Partilhar agulhas com uma pessoa contaminada ou desconhecida, ou injectar qualquer substância com uma agulha e/ou seringa não esterilizada são comportamentos de alto risco. É por essa razão que os consumidores de drogas injectáveis nunca devem partilhar agulhas e seringas, nem o material utilizado para a preparação da droga, como colheres, algodão, sumo de limão (de preferência substitua o limão por vitamina c (ácido ascórbico) à venda nas farmácias.), água, etc.

Mas se isso acontecer, faça o seguinte: Ponha lixívia num recipiente, por exemplo num copo. Aspire-a para a seringa através da agulha e deite fora para o lavatório. Repita isto 3 ou 4 vezes. Pode também por a agulha e a seringa durante 20 minutos num recipiente com lixívia e água (1 parte de lixívia para 9 de água). Passe por água corrente todo o material durante vários minutos. Limpe o recipiente cuidadosamente com lixívia (não use a que serviu para pôr de molho a agulha e a seringa) e depois passe-o por água corrente. Saiba que dar sangue é completamente seguro! As agulhas usadas para tirar sangue são esterilizadas, vêm em embalagens individuais e são destruídas após o uso. Embora já tenha havido casos de contaminação actualmente, é pouco provável ser-se contaminado com VIH através da transfusão de sangue. Os processos de detecção do sangue contaminado já existem há vários anos. A outra forma de contrair o vírus é nascer com o vírus. Ele pode ser transmitido pela mãe contaminada ao filho antes do nascimento, durante o parto ou pelo leite materno. O VIH não se transmite por contactos superficiais, como tocar usar os mesmos talheres. Também não se apanha em casa de banho ou telefone públicos. Não há risco nenhum de viver com uma pessoa contaminada pelo VIH a não ser que se que se tenha relações sexuais não protegidas ou se partilhe seringas.

CUIDE DO SEU CORPO

A boa forma fortalecerá o seu sistema imunitário. Coma bem, descanse muito, faça exercício e evite o álcool e as drogas, mesmo o cigarro! Não se enerve, nem perca tempo a preocupar-se em adoecer. Um estado de espírito positivo pode mais que um armário cheio de remédios. Confie a um médico a sua história clínica, fale com ele/ela de todas as suas dúvidas acerca da sua saúde e da sua doença. Se não falar com ninguém imaginará sempre o pior. Em Lisboa, pode telefonar para a linha SIDA – 800 26 66 66 ou SOS SIDA – 800 20 10 40. Corrija as pessoas que falam em "vítimas da SIDA". Use a expressão "pessoas com SIDA". As pessoas que não têm SIDA, mas estão contaminadas pelo VIH chamam-se SEROPOSITIVAS. Tem obrigação, para consigo próprio e para com as pessoas que lhe são queridas, de saber o máximo que puder sobre o VIH e SIDA. As pessoas que vivem com a infecção VIH não são diferentes de outras pessoas com outras doenças potencialmente mortais. Não são as pessoas que estão à espera de morrer, mas as pessoas que vivem com a sua doença e continuam a participar na sociedade. Não são "vitimas", são simplesmente pessoas infectadas pelo VIH. Não há nenhum cuidado especial a ter, porque os contactos sociais quotidianos não espalham o vírus. Se vive com uma pessoa seropositiva para o VIH, há certos procedimentos que deve conhecer para os casos de emergência. A coisa mais importante que se pode fazer a uma pessoa infectada pelo VIH é ser um amigo. Trate-o/a exactamente como gostaria que o tratassem a si nas mesmas circunstâncias. Divulgue a informação e a educação, mas não o medo. Fale sobre o VIH com os seus amigos, parentes e colegas. Não tolere a discriminação contra as pessoas infectadas nem em público nem em privado. Participe no trabalho de uma organização ou envie a sua contribuição. Acima de tudo seja responsável por si próprio. Temos todos que ajudar a parar a difusão do VIH. Ninguém, a não ser nós próprios, o pode fazer e o momento é começar já.
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