23 março 2017

E passaram 13 anos...


Nesta era das fast food, fast news, entre outras coisas, um blogue que resiste 13 anos é quase um dinossauro extinto.
Mas como gosto de desafios, gosto de remar contra as correntes, não gosto de "seguir as carneiradas", embora goste de experimentar as novas tecnologias e até tenha Facebook, o meu velhinho e resistente blogue, cá se vai mantendo, a maior parte das vezes (diria mesmo que quase na totalidade das vezes) com os artigos sem comentários, mas como isso nunca me incomodou, continuo a escrever quando me apetece e o que me apetece.
Estamos de Parabéns pelos 13 anos na blogosfera e como tal, deixamos aqui um bolito de Aniversário, comemorativo desta data, que desejamos partilhar com todos os Amigos que nos acompanham ao longo destes anos: AFlores, Agostinho, Saltapocinhas, entre outros...
Enquanto me der prazer escrever e me apetecer andar por aqui, o Pé de Vento será sempre uma brisa que sopra do coração.

28 janeiro 2017

Imaginação, onde andas e para que te quero?


Confesso que nunca me preocupei com a minha imaginação, pois sempre a tive presente e contei com ela.
Mas, certo dia, pretendendo escrever algo, esperei que ela aparecesse e nada.
Será que adormeceu e se esqueceu que tinha encontro marcado comigo e com a minha escrita?
Será que esqueceu o caminho para minha casa? Mas, já fazia esse caminho há tanto tempo, que estranhei a sua ausência. Liguei-lhe e o seu telemóvel estava desligado.
Comecei a ficar preocupada. A minha imaginação tem sempre o telemóvel ligado algo de estranho se estaria a passar, só podia ser.
Estaria doente? Teria ido viajar sem me avisar? Teria ido visitar algum parente?
Que fazer, perante fenómeno tão estranho e bizarro?
Nunca soube que a imaginação pudesse adoecer, mas mesmo assim, liguei para o Centro de Saúde, da sua área de residência e lá, o seu médico assistente, informou-me que a imaginação não estava doente Sosseguei, pelo menos, doente não estava.
Decidi, então, ligar para o aeroporto, para saber se alguém, de nome imaginação tinha embarcado em algum voo para algum destino, fosse ele qual fosse. Informaram-me que não havia ninguém com esse nome nas listas de passageiros.
Estava cada vez mais intrigada. Não estava doente, não tinha viajado, só me restava ligar ao único parente que eu conhecia, para saber se ela estava lá
Liguei, mas já com o coração apertadinho e muito assustada. O parente da imaginação respondeu-me que não tinha falado com ela e nem sabia dela, já há alguns dias
Entrei em pânico. E agora, o que vai ser de mim? Como vou continuar a escrever sem a minha preciosa imaginação?
De repente, ouço a minha cadela Anita ladrar e acordo meia atordoada.
- Irra Anita, para de ladrar que me acordaste!
E voltei a adormecer.

 angelis

08 janeiro 2017

A caminho de casa


(foto de Gonçalo Ramos) 

De regresso a casa, após um dia fantástico, em excelente companhia, meus pensamentos divagam por estradas tortuosas.
Não há teorias de psicólogos, psiquiatras, life coaching, ou outra coisa qualquer que nos prepare para os eventos e embates da VIDA, por muito que nos achemos preparados e com forças para os enfrentar.
Cada dia é um desafio duro à nossa resistência física, mas acima de tudo, à nossa resistência psicológica e moral e muitas vezes caímos, esgotados e sem forças.
Vermos, sentirmos e nada podermos fazer, a não ser estarmos presentes e darmos o nosso melhor e muitas vezes nem isso chega…verga-nos de uma forma tão dura, tão desgastante, que se tivéssemos o condão de trocarmos de lugar…trocaríamos sem hesitar e ficaríamos mais tranquilos, mais felizes, porque então, seriamos nós a suportar a dor, o sofrimento, a perda de tudo e não doeria a duplicar… E, imersa nestes pensamentos, perco-me de mim mesma, porque desejaria fazer mais e melhor, mas as forças falham, o sentido da VIDA perde-se e a única coisa que resta é a FÉ e é a essa FÉ que me agarro, que me sustenta, que me mantém de pé, que me dá lucidez para continuar.
A caminho de casa…o pensamento perdeu-se algures e fugiu por aí…
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