30 dezembro 2006

Feliz Ano Novo

Faço minhas, as palavras deste poema, recebido por email.
E, desejo a todos um Feliz Ano Novo, pleno de Sonhos, Sorrisos, Abraços, Paz, Harmonia e muito Amor.


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já ri quando não podia,
fiz amigos eternos, amei e fui amada,
mas também já fui rejeitada,
fui amada e não amei.

Já gritei e saltei de felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
desiludi-me muitas vezes!

Já chorei a ouvir música e a ver fotografias,
já telefonei só para ouvir uma voz,
já me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de saudades
já tive medo de perder alguém especial
(e perdi...)!

Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida...

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante"

(desconheço a autoria)

27 dezembro 2006

A melhor prenda de Natal

Em 1994, dois americanos responderam a um convite do Departamento de Educação da Rússia, para ensinar Educação Moral nas escolas públicas. Foram convidados a ensinar em prisões, quartéis dos bombeiros e também num grande orfanato. Nesse orfanato havia perto de 100 meninos e meninas que tinham sido abandonados, maltratados e deixados ao cuidado do governo. São os dois americanos que nos contam a história.

Aproximavam-se os dias do Natal, tempo que os nossos órfãos escutassem, pela primeira vez, a história do Natal. Contámos-lhes como Maria e José chegaram a Belém. Não encontraram nenhum sítio que os acolhesse e foram recolher-se num estábulo, onde nasceu o menino Jesus que foi depois posto numa manjedoura.

Enquanto contámos a história, os meninos e os funcionários do orfanato estavam muito atentos enquanto escutavam. Quando terminámos a história demos a cada menino três pedaços de cartolina para construírem um presépio. Seguindo as instruções os meninos construíram a casinha do presépio com muito cuidado. E com alguma roupa já usada e muito talento lá fizeram as imagens.
Os orfãozinhos estavam ocupados na construção do presépio enquanto eu ia caminhando pelo meio da sala para ver se alguém precisava de ajuda.

Parecia que estava tudo bem até que cheguei a uma mesa onde estava sentado o pequeno Misha. Devia ter uns seis anitos e já tinha terminado o seu projecto. Quando olhei para o presépio deste menino fiquei surpreendido porque em vez de um menino Jesus havia dois. Chamei o tradutor para que lhe perguntasse porque é que havia dois bebés no presépio. Cruzando os braços e olhando para o seu presépio já terminado, começou a repetir a história muito seriamente.
Para um menino tão pequeno que só tinha escutado a história do Natal uma vez, contou a história com exactidão… até chegar à parte onde Maria coloca o Menino Jesus na manjedoura. Então o Misha começou a acrescentar.

Inventou o seu próprio fim da história, " e quando Maria colocou o bebé na manjedoura, Jesus olhou para mim e perguntou-me se eu tinha um lugar para ir. Eu disse-lhe: não tenho mãe nem tenho pai, por isso não tenho com quem ficar. Então Jesus disse que eu podia ficar com ele. Mas eu disse-lhe que não podia porque não tinha um presente para lhe oferecer como tinham feito as outras pessoas que o tinham vindo visitar. Mas tinha tanta vontade de ficar com Jesus que comecei a pensar no presente que lhe podia dar. Pensei que se o conseguisse manter quente naquela noite tão fria seria um bom presente.
Perguntei-lhe a Jesus: se eu te mantiver quente durante esta noite tão fria, isso seria um bom presente? E Jesus disse-me: esse era o melhor presente que me podiam dar. Por isso eu também me meti na casinha do presépio e Jesus olhou para mim e disse-me que podia ficar com Ele… para sempre. "

Quando o pequeno Misha estava a terminar a história começou a chorar. Inclinou-se em cima da mesa e começou a chorar e a soluçar. O pequeno órfão tinha encontrado alguém que nunca o abandonaria, que estaria sempre com ele. Para sempre. Graças ao Misha aprendi que aquilo que importa não é as coisas que temos na vida mas sim as pessoas. Não acredito que o que se passou com Misha fosse imaginação. Acredito que Jesus o convidou mesmo a estar com ele para sempre. Jesus faz esse convite a todas as pessoas, mas para o escutar é preciso ter um coração de criança.

(recebido por email)

22 dezembro 2006

Feliz Natal

Feliz Natal

Que cada um de vocês tenha um Feliz Natal, com muita Paz e Amor.

Que em 2007 a Esperança se renove e que a Paz e o Amor se façam sempre presentes em vossas vidas.

Que as dificuldades possam ser vistas como oportunidades de crescimento pessoal e profissional e que o aprendizado nos torne pessoas cada vez melhores.

"Quero ver você não chorar,
Não olhar para trás,
Nem se arrepender do que faz.
Quero ver o amor vencer
Mas se a dor nascer,
Você resistir e sorrir.
Se você pode ser assim,
Tão enorme assim eu vou crer
Que o Natal existe
E ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor.
Bom Natal, um Feliz Natal,
muito amor e paz pra você,
pra você."


17 dezembro 2006

Jantar de Natal

Quando o ambiente no local de trabalho é de respeito mútuo, de entendimento, de partilha, acontecem momentos como este, o jantar de Natal do jardim de infância onde trabalho.
Naquela noite, não há educadoras, auxiliares, tarefeiras, animador, há gente que está unida pela Amizade, pelo Respeito e claro, pelo espirito natalicio.
Assim sendo, fomos até à Fábrica dos Sabores, um simpático e acolhedor restaurante, na Quinta da Lousa, no Suzão/Valongo, onde nos deliciamos com um bacalhau à Fábrica, de comer e chorar por mais, regado com um excelente vinho e um ainda melhor convivio, onde não podia faltar a troca de prendas.

Estamos ou não animados? Claro que a fotografa de serviço (eu, claro está), esqueceu-se de ligar o flash da máquina e as fotos não sairam lá essas coisas, mas conta a intenção, não acham?


Experimentem este sabor único de um grupo de trabalho que, unido nos mesmos objectivos, consegue ser mais que escola, e é algo bonito de se ver. eu não apareço nas fotos, que iria estragar este bonito quadro natalicio, e alguém tinha que pegar na máquina e disparar, para mais tarde se recordar.

10 dezembro 2006

Desafio...

Começarei meu desafio por um tour por Lisboa, pois como sabem, estive lá este fim de semana.
Revisitar a capital, nesta altura do ano foi algo agradável, pois estava cheia de turistas (essencialmente espanhóis), mas também ingleses, e claro...imensos portugueses, eu incluida. Mas (aqui que ninguém nos ouve) onde quer que entrasse...só me falavam em espanhol ou inglês...tal era a invasão.
Lisboa de dia, e seus monumentos imponentes...vá lá...até são bonitos de se ver e afinal é a capital do nosso país.







E...agora, os mesmos locais, mas cheirando a Natal...iluminados, bonitos. Não acham o Rossio belissimo com esta iluminação natalicia?



Ou então a monumental àrvore de Natal?





Ou ainda a Rua Augusta, festiva, angelical?



Bom, tours lisboetas à parte...aqui está a escritora, à sua chegada à FIL e à exposição Natalis...com muito frio e vento, mas com o sol a dar-lhe um sorriso de boas vindas.



E, aqui, na sua mesa de autografos, esperando os leitores...



E, é aqui que vos lanço o desafio, aliás, ideia expressa aqui, pelo Agostinho, no seu comentário ao post anterior, apoiemos os autores portugueses, apostemos nos novos talentos, e não apenas nos nomes sonantes e conhecidos, e ofereçamos um livro neste Natal.
Não é só a nova autora que vos lança o desafio, é também a educadora, a mulher, alguém que vê os novos autores esquecidos, sem apoios, sem divulgação e que vê um país que não sabe cultivar o hábito da leitura e...é de pequeno que se começa.
Contam histórias aos vossos filhos? Compram-lhes livros?
Pois é...então façam a diferença este Natal...comprem um livro, leiam os novos talentos, comprem os seus livros, divulguem a sua escrita...
Quem aceita o desafio?
Quem se atreve a ser diferente?
Quem vai oferecer um livro este Natal?
Eu apostei em 2 novos autores, e comprei seus livros...pois não estive aqui, somente para divulgar a minha escrita, o meu livro, dei o exemplo e comprei 2 livros...já fiz a minha parte e dei inicio a este desafio.
Quem se segue?

angelis

05 dezembro 2006

Sessão de autógrafos

Irei estar presente, no próximo dia 09 de Dezembro, na FIL, entre as 15h e as 16h, numa sessão de autógrafos do meu livro, onde a IRanimA (empresa de organização, coordenação e divulgação de eventos e projectos culturais, literários e desportivos que tem como princípios fundamentais de organização a dinâmica, a ousadia e a sensatez…) terá a sua Livraria Ambulante na FIL/NATALIS - Parque das Nações ente os dias 2 e 10 de Dezembro, num de dois stands da "Associação Nós". Um dos Stands terá como finalidade a divulgação dos trabalhos da Associação e o outro será cedido à IRanimA para a realização da sua Livraria Ambulante em que 10% das vendas reverterão a favor da "Associação Nós".

Espreitem o site da IRanimA e saibam mais sobre esta associação e sobre os seus projectos, os novos autores que apoiam e divulgam e também sobre a NATALIS.
Temos tão pouca gente a apoiar os novos autores (sou suspeita, porque me incluo nessa categoria), que todas as iniciativas de divulgação e apoio são bem vindas, assim como o apoio que dão a associações como a "Associação Nós".
Participem, visitem, comprem um livro...afinal o Natal está à porta e porque não comprar livros de presente?

03 dezembro 2006

O único defeito da Mulher

O único defeito da Mulher
(foto de Pedro Costa Pereira)

Texto de Sérgio Gonçalves, redactor da Loducca, publicado no jornal da agência.

"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.

Não sei se hoje isso ainda acontece. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízos.

Mas era assim que a coisa acontecia naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto a observar a paisagem.

Bem, depressa verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatómicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no lado masculino imperava o embate das comparações e disputas. "O meu carro é mais potente, a minha televisão é mais moderna, o meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, a minha equipe de futebol é mais forte, eu dou 3 por noite" e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no lado oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir.
Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimónia que me deliciava.
Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como mexerico. Discordo.


Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, as mulheres já chegam com quase metade da lição estudada.

Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca às casinhas e aprende a pôr um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha a quem chama filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma ideia muito clara do que vem a ser isso. Noutras palavras, ela já nasce a saber. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade a brincar aos directores? Já ouviu falar de algum garoto fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do IRS?
Não, nunca viram e nem hão-de ver. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.

Aí reside a maior diferença. O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia e competição.
Então a fuga acompanha-os o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos.
Falo sem o menor pudor.
Sou assim.
Todos os homens são assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui ver a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque todas as mulheres são lindas. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm a sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones da futilidade, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingénuas, mas por acreditarem.

Porque todas as mulheres acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal.
E esse é o seu único defeito."

(texto recebido por email)

30 novembro 2006

Pressa

Olhos nos olhos
Mãos nas mãos
Corpos entrelaçados
Desejos contidos
O beijo queima
A alma arde
E a vida continua
Num filho
Que é feito á pressa
Pressa sem amor
Pressa – desejo
Pressa – paixão
Porque o amor
Foi esquecido
Na pressa da vida
Por viver
Viver e amar
Viver e sonhar
Porque a vida
É sonho
É amor
É sofrimento
E uma lágrima rola

angelis

21 novembro 2006

17 novembro 2006

"Perdidos..."


(imagem de Vitor Melo)

Perdidos na escuridão que se abateu sobre a cidade, buscamos as nossas almas perdidas.
Perdidos de nós mesmos, buscamos a luz que possa iluminar nossos passos.
Perdidos da vida, buscamos a esperança de um novo amanhecer.
Olho para os prédios que me rodeiam e tento adivinhar o que cada um esconde.
Vislumbro aqui e ali pequenos pontos de luz, que tímidos se mostram por detrás das cortinas.
Que esconde cada lar?
Que dramas ocultam essas paredes?
Na selva urbana em que a maioria de nós vive, onde nos encontramos?
Na lei do mais forte, onde nos defendemos?
Na indiferença que percorre os olhares, onde nos auxiliamos?
Onde habita o amor?
Onde mora a esperança?
Em que prédio tocamos á campainha do auxilio?
Como sufocar o grito de desespero?
Como?
Onde?
Para quê?
Porquê?
Há vidas perdidas...
Há esperanças frustradas...
Há lares desfeitos pela intolerância, pelo desafecto...
Irmãos lutam entre si...
Pais abandonados...
Velhos despojados da sua dignidade...
Onde vamos parar?
Onde queremos chegar?
Perdidos da vida...perdidos de nós....quem sabe achados numa viela miserável...
Perdidos...
Talvez um dia resgatados pelo amor de alguém...
Talvez um dia iluminados pelo sorriso fraterno de alguém...
Perdidos...
E continuamos vagueando pela selva da vida, quais predadores...
Perdidos...
Talvez um dia achados...

angelis

11 novembro 2006

Pesos...

Carregamos pesos enormes ao longo da vida.
Uns vamos deixando para trás, conforme vamos caminhando, resolvendo nossos conflitos, nossos problemas, conforme vamos alcançando nossos objectivos, nossas metas.
Se calhar, esses são os pesos que pesam menos…contradição? Nem por isso…apenas constatação da realidade.
Mas, e aqueles que carregamos no coração, na alma? Onde os podemos deixar? Como nos livrarmos deles? Será que há meio e modo para tal?
Hoje, é daqueles dias em que me apetece divagar…deixar meu pensamento caminhar, por aqueles caminhos mais obscuros da alma, aqueles caminhos que nos recusamos a ver, nos recusamos a resolver.
Se tenho pesos? Claro que sim…sou humana, como tal, passível de errar, de magoar, de ofender, mas também de me penitenciar, de perdoar, de esquecer, de relevar e acima de tudo de amar.
Não é esta a natureza humana? Somos “farinha do mesmo saco”, mas não somos todos iguais, todos moldados pelas mesmas mãos da vida, pois todos percorremos caminhos diferentes, mas com o mesmo objectivo…sermos felizes, sermos perfeitos, atingirmos o topo da sublimação da alma.
O dia está bonito, com sol, a temperatura amena, convidando ao descanso, afinal é fim de semana, mas também á introspecção, á reflexão. E porquê? Porque me apetece, porque, ao longo destes últimos tempos, fui deixando, fui-me libertando de alguns pesos que carregava há anos e isso dá-me uma sensação de libertação, de leveza, que faz bem á alma e agasalha o coração.
A vida é mesmo assim, uma sucessão de obstáculos, de montanhas a transpor, de metas e objectivos a atingir…e que se resumem a uma coisa só…ser feliz!!!
Então…assim sendo…e pesos à parte…

OUSEMOS SER FELIZES!!!

angelis

03 novembro 2006

Só para Mulheres Fenomenais



Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é mais importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.

Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.

Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos,
Trota
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!.



Madre Teresa de Calcutá

29 outubro 2006

Destruição

Há sempre uma vez
Em que pensamos
Há sempre uma vez
Em que choramos
Ás vezes rimos
Rimos loucamente
Da vida louca
Que levamos
O mundo é um caos
Nós somos
Irracionais
Porque destruímos
A racionalidade
O homem o que é?
O que somos todos?
Homens e mulheres
Que fizeram a terra
Homens e mulheres
Que destroem a terra
Olhamos em redor
Animais feridos
Lançam o seu grito
Crianças esfomeadas
Lançam o seu grito
Homens feridos
Lançam o seu grito
Todos gritamos:
“QUEREMOS A PAZ”
Será que queremos?

angelis

22 outubro 2006

25 anos depois...

Ontem (dia 21 de Outubro de 2006), houve um encontro de ex colegas de curso, em Lamego, 25 anos depois de termos concluído o nosso curso.
Decorria o ano de 1978, época ainda muito conturbada, após o 25 de Abril, quando abriu, pela 1ª vez em Portugal, no ensino público e no Magistério Primário de Lamego, o 1º curso de Educadores de Infância, no qual ingressei, mais 49 alunas e alunos. É verdade, na altura, ingressaram também 3 rapazes no referido curso.
Fomos pioneiras, e a escola também, assim como professores e todas as pessoas que lá trabalhavam. Foram cometidos alguns erros de percurso, afinal era o 1º curso e todo o corpo docente era inexperiente, mas embarcamos todos a bordo desse barco, decididos a rumar a bom porto.
Ontem, festejamos as bodas de prata, reencontramo-nos com o passado, com as lembranças boas e menos boas. Abraçamo-nos a chorar (algumas de nós não nos víamos há 25 anos).
- Tu por aqui? Como estás? Que tens feito?
- Tens filhos? Onde estás a trabalhar?
- Rapariga o tempo não passou por ti, que fizeste para te manteres assim jovem?
Estes e outros comentários, foram o mote da conversa, e como pôr em dia a conversa destes 25 anos?
Estávamos à porta da Sé de Lamego, à espera que o casório que se estava a celebrar lá dentro saísse, para podermos entrar e assistir à eucaristia comemorativa desta efeméride.
Eu que até não sou muito destas coisas, comovi-me com a missa,cantada e celebrada pelo nosso professor de educação musical (claro que não podiam faltar os professores), um simpático padre com a bonita idade de 80 e muitos anos.
Choramos, sem vergonha, pois o que representava aquele acto era muito, mas muito mais do que uma missa, era a celebração da vida, da dedicação ao ensino, do reencontro de homens e mulheres que conseguiram chegar a bom porto e que hoje (mesmo mais velhotes, mas pouco) voltariam a trilhar os mesmo caminhos e os mesmos ideais.
No final da cerimónia, rumamos à Quinta da Várzea (um palacete senhorial, convertido em hotel rural) para um delicioso almoço e convívio.
Não tenho palavras para descrever as emoções que senti, pois eu fui das que não voltei a ver as colegas quando terminamos o curso. Reencontrar toda esta gente, após 25 anos, comoveu-me, mexeu comigo, chorei, ri, relembrei momentos únicos e especiais.
Discursos, historias vividas, lembranças partilhadas que ficarão para sempre nos nossos corações.
Trocamos telefones, moradas, ficando a promessa de nos encontrarmos, daqui para a frente, uma vez por ano.
Para não se esquecer convívio tão importante nas nossas vidas, recebemos todas uma placa comemorativa destes 25 anos, e as fotógrafas de serviço, ficaram de elaborar um cd com as fotos e o filme deste dia.
Assim que as tiver em meu poder…faço questão de partilhar algumas dessas fotos convosco.
Se voltasse atrás no tempo, faria tudo da mesma forma, voltaria a entrar naquela escola, cheia de sonhos, cheia de esperança, pois valeu a pena e foi essa a certeza que trouxemos deste encontro.
Até à próxima…e que seja breve

Angelis

16 outubro 2006

Espiral

Um olhar cruzado
Nas espirais amorosas
Um subtil suspiro
Perdido nos ecos do Tempo
Um raio de Sol
Atravessa o gelo circundante
O teu coração palpitante
Revive na esperança
Uma carícia repousante
Nas margens do esquecimento
O rio da solidão
Vai vazio de sentimento
Um riso cristalino
Ilumina o desencanto
Duas mãos entrelaçadas
Uma vida para viver

angelis

14 outubro 2006

Roupagem nova

Às vezes é preciso mudar...mudar a roupagem, mudar o visual.
Afinal estamos na estação outonal, em que a própria Natureza muda suas cores, transforma suas paisagens.
Porque não mudar a apresentação do Pé de Vento?
Porque não dar nova cor e forma?
Uma coisa não muda...o conteúdo, a forma como estou aqui, o que me dá prazer escrever e publicar, o que me apetece partilhar com quem me visita.
Imutável o conteúdo...variável e mudável a apresentação...
E já agora...bom fim de semana.
E...claro...ousem ser felizes!!!

08 outubro 2006

Cavalo à solta


(foto de Rui Simas)

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura

Ary dos Santos

03 outubro 2006

Horas Rubras

Horas Rubras
(foto de Alipio Padilha)

Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Oiço as olaias rindo desgrenhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p’las estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve branca e misteriosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!

Florbela Espanca

30 setembro 2006

Histórias sobre a arrogância

A arrogância do poder

Mestre e discípulo conversavam numa esquina, quando uma velha os abordou:
"Saiam da frente da minha vitrina!", gritou a velha. "Vocês estão atrapalhando os fregueses".O mestre pediu desculpas, e mudou de calçada.
Continuaram a conversa, quando um oficial se aproximou.
"Precisamos que o senhor se afaste desta calçada", disse o oficial. "O conde irá passar por aqui daqui a pouco".
"Que o conde use o outro lado da rua", respondeu o mestre, sem se mover. Depois se virou para seu discípulo:
"Não esqueça: jamais seja arrogante com os humildes. E jamais seja humilde com os arrogantes."

A arrogância da santidade

O monge zen passou dez anos meditando em sua caverna, procurando descobrir o caminho da Verdade. Certa tarde, enquanto orava, um macaco aproximou-se.
O monge tentou concentrar-se. O macaco, porém, aproximou-se de mansinho e pegou a sandália do monge.
- Macaco danado! - disse o ermitão. - Por que veio perturbar minhas orações?
- Estou com fome - disse o macaco.
- Vá embora! Você atrapalha minha comunicação com Deus!
- Como deseja falar com Deus, se não consegue comunicar-se com os mais humildes, como eu? - disse o macaco.
E o monge, envergonhado, pediu desculpas.

A arrogância da força

A aldeia estava ameaçada por uma tribo de bárbaros. Os habitantes foram abandonando suas casas, e fugindo para um local mais seguro. No final de um ano, todos haviam partido - excepto um grupo de jesuítas.
O exército bárbaro entrou na cidade sem resistência, e fizeram uma grande festa para comemorar a vitória. No meio do jantar, um padre apareceu.
“Vocês entraram aqui, e afastaram a paz do lugar. Peço por favor que partam sem demora.”
"Por que você ainda não fugiu?", gritou o chefe bárbaro. "Não vê que eu posso atravessá-lo com minha espada, sem piscar um olho?"
O padre respondeu calmamente:
"Não vê que eu posso ser atravessado por uma espada, sem piscar um olho?".
Surpreso pela serenidade diante da morte, o chefe bárbaro e sua tribo abandonaram o lugar no dia seguinte.

A arrogância da inveja

No deserto da Síria, Satanás dizia aos seus discípulos: "o ser humano está sempre mais preocupado em desejar o mal aos outros, que em fazer o bem a si próprio".
E para demonstrar o que dizia, resolveu testar dois homens que descansavam ali perto.
"Vim realizar seus desejos", disse para um deles. "Pode pedir o que quiser, que lhe será dado. Seu amigo receberá a mesma coisa - só que em dobro".
O homem permaneceu em silêncio por longo tempo.
Finalmente, disse:
"Meu amigo está contente, porque terá sempre o dobro, seja qual for meu desejo. Mas consegui preparar-lhe uma armadilha: o meu pedido é que você me deixe cego de um olho".


Paulo Coelho

24 setembro 2006

Sonho



Sonhei que um dia te encontrei…
Sonhei que um dia podia ser feliz…
Sonhei com uma casinha branca…
Com árvores…flores …um lago de águas límpidas e transparentes…
Sonhei com o amor…
Com o sabor do teu beijo…
O calor do teu abraço…
O cheiro do teu corpo…
Sonhei…
Sonhei…
E tu estavas ao meu lado…
Real …tal como no meu sonho…
E sonhamos os dois…
O amor… a felicidade…
E como é bom sonhar…amar…
Estás na minha alma…
No meu coração…
Na minha pele…
Estás na minha vida…
Não és um sonho…
És a minha realidade…
És o meu sonho mais bonito…
Do qual não quero acordar…
No qual quero continuar a sonhar…
E amar-te…

angelis

21 setembro 2006

Sem tempo

Por muito que me apeteça escrever, por muita vontade que a inspiração tenha em soltar-se, o tempo tem sido opositor a tudo o que seja escrita, exceptuando a escrita oficial e essa dispensava-a bem.
Início de ano lectivo, nova escola, agrupamento novo, autarquia nova…socorro…que não há quem aguente tanta coisa nova, tanta coisa para fazer e tratar.
Condições físicas de trabalho tenho, aliás o edifício onde funciona o jardim de infância, tem boas condições, é espaçoso, tendo um único senão, o espaço exterior que não é grande.
Pessoal a trabalhar lá, desde tarefeiras, passando pelas auxiliares de acção educativa, animador e claro, educadoras, é excelente, competente, simpático e prestativo.
Tenho que “falar bem” do pessoal que coordeno e com quem trabalho.
Mas…nem tudo é um mar de rosas, quando temos 4 crianças sinalizadas com necessidades educativas especiais (dessas 4, uma tem paralisia cerebral e está numa cadeira de rodas, e outra tem baixa visão), mais 2 com problemas na linguagem, uma hiperactiva e…sem saber o que o restante grupo nos reserva.
Com tantas crianças a precisarem de apoio educativo individualizado e especializado, foi colocada uma educadora do ensino especial para apoiar estas crianças e mais 13 numa escola do 1º ciclo.
E esta hein?
A educação está de excelente saúde neste país, mas que se livre de adoecer, que ainda lhe cobram as taxas moderadoras do internamento…
Os professores são os vilões deste processo todo, o que é lamentável e me entristece, pois como conseguimos dar, prestar, um ensino com qualidade e dignidade, se nos é, humanamente impossível, atender as solicitações destas crianças e dar-lhes o apoio individualizado que a sua condição precisa e merece?
Eu só queria falar da minha falta de tempo em escrever…mas fico profundamente indignada perante situações destas.
Não é por ser na escola onde trabalho, pois esta realidade é extensiva a todas as escolas deste país, a todos os professores que lutam pela qualidade do ensino público, que ainda acreditam e procuram a cada dia, dignificar a sua profissão, com imensos sacrifícios e desdobrando-se em mil pedaços para que as crianças tenham tudo o que merecem e têm direito.
Enfim…é melhor ficar por aqui. Amanhã novo dia de trabalho e novos desafios a enfrentar e sabem o que me faz ter forças e animo? O sorriso do Serginho, o meu menino com paralisia cerebral, que é uma meiguice e cujo sorriso faz desaparecer todas as agruras do dia a dia.
Ele consegue sorrir para nós e nesse sorriso dizer: - estou aqui e tu também…vale a pena continuar.


angelis

15 setembro 2006

Se eu fosse apenas…

Se eu fosse apenas...

Se eu fosse apenas um sonho
Onde seria sonhado?
Se eu fosse apenas uma quimera
Onde seria idealizada?
Se eu fosse apenas uma brisa
De onde sopraria?
Que ventos transportaria?
Que amores varreria?
Se eu fosse apenas a realidade
Quem a quereria viver?
Quem a quereria perder?
Se eu fosse apenas o nada
Seria o nada de quem?
Ou seria apenas o tudo do nada?

E se eu fosse apenas quem sou?


Angelis

10 setembro 2006

Povo que lavas no rio

Povo que lavas no rio
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão
Há-de haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
Beber em malga que esconda
Um beijo de mão em mão
Era o vinho que me deste
Água pura em fruto agreste
Mas a tua vida não

Aromas de urze e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso
Mas a tua vida não

Pedro Homem de Mello

Nascimento:1904/09/06 Porto
Morte:1984 Porto
País:Portugal

Poeta português, natural do Porto. Formou-se, em 1926, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, após o que exerceu o cargo de delegado do Procurador da República em Águeda (1927), conciliando-o com a prática de advocacia. Foi professor do ensino secundário e director da Escola Comercial Mouzinho da Silveira.
Entre muitas actividades, destaca-se a sua dedicada pesquisa sobre o folclore português, que contemplou com vários programas de televisão, ensaios e exposições de recolha etnográfica da diversidade de registos musicais e culturais de norte a sul do país. Como obras mais significativas publicadas nesta área contam-se A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941) e Danças de Portugal.
Como poeta, fez parte do movimento da revista Presença. Estreou-se na escrita com Caravela ao Mar (1934), conquistando, em 1939, o Prémio Antero de Quental com Segredo. Receberia ainda o Prémio Ocidente com Uma Rosa na Manhã Agreste (1964), o prémio Casimiro Dantas com Eu Hei-de Voltar um Dia (1966) e o Prémio Nacional de Poesia com Eu Desci dos Infernos (1972). Entre as suas obras contam-se ainda Pecado (1942), Jardins Suspensos (1937), Príncipe Perfeito (1944), Bodas Vermelhas (1947), Miserere (1948), Os Amigos Infelizes (1952), Grande, Grande Era a Cidade (1955), Povo Que Lavas no Rio, Ecce Homo (1974) e Poemas Escolhidos (1983). As suas tendências literárias surgem associadas ao seu interesse pelo folclore e a uma vivência das tradições de expressão popular, desenvolvendo o poeta muitas das suas obras num cenário nortenho


06 setembro 2006

31 agosto 2006

Andei por aqui...

Estes foram alguns dos locais visitados nestas férias.
Tal como tinha prometido, aqui está o roteiro fotográfico. Fica a saudade, mas também a promessa de voltar um dia destes.
Até lá...

Vila Nova de Cerveira
Praia do Moledo
Caminha
AquaMuseum
Por terras espanholas
Caminha vista de Stª Tecla
Mata do Camarido
Ermida de Stª Tecla
Citânia de Stª Tecla
Vale do Douro
Peso da Régua

29 agosto 2006

De volta...

Pois é, tudo o que é bom, agradável e nos dá serenidade e paz termina.
As férias estão a terminar e com elas o regresso às lidas diárias, ao stress, ao trabalho e problemas.
Mas, há que reter o que as férias deram de bom, o descanso, a paz, o retemperar de energias e transportar isso para a nova etapa que se aproxima.
No dia 01 regresso ao trabalho, com muitas expectativas e curiosidade.
Escola nova, concelho novo, agrupamento novo e com tudo o que isso implica, mas com uma certeza enorme…as cansativas e desgastantes viagens que fiz nos últimos 6 anos terminaram.
Ufaaaaa!!!!!!
Onde e como passei as minhas férias?
Bom…isso fica para outro dia, outro post e algumas fotos dos locais que visitei.
Posso assegurar-vos que me diverti, que adorei os locais que visitei e que foram umas excelentes férias.
Agora, há que arrumar as malas, e preparar o novo ano de trabalho que se aproxima, com um sorriso, e a esperança de que tudo irá correr bem e que darei (como sempre faço) o meu melhor, pelas crianças que me irão estar confiadas e com as quais irei rir, sonhar, brincar, divertir-me, mas também aprender e transmitir-lhes aqueles valores imprescindíveis ao seu crescimento como seres humanos melhores, respeitadores e felizes.
Estou por aqui e desejo a todos que ainda vão de férias (esta é para ti Aflores) umas excelentes e repousantes férias, para os que retornam ao trabalho, bom retorno, com tranquilidade e serenidade.
E já agora…menino Aflores, menina Carla e menina Giraflor, estou zangada com todos vocês…não se faz isso…marcarem um gelado na Sincelo nas minhas férias…estou zangada pois estou…grrrrrr…
Para a próxima, contem comigo, pois nem que a vaca tussa…tem que haver outro geladinho na Sincelo e comigo presente.

Até já!!!

18 agosto 2006

14 agosto 2006

Cinderela


Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."

Carlos Paião

09 agosto 2006

As escolhas de Maria Amélia…


(foto de Armindo Dias)

Maria Amélia não conseguia dormir. Virava-se para um lado, virava-se para outro, mas o sono tardava e sempre o mesmo pensamento a martiriza-la.
Que fazer? Que caminho tomar?
Lembrava-se da conversa, tida há umas horas, com o Bernardo. As palavras dele ecoavam dentro da sua cabeça, ferindo seu coração.
- Não posso, Maria Amélia, tu sabes que não posso, não consigo. – Repetia, insistentemente, Bernardo.
Maria Amélia, olhava para ele incrédula. Como era possível? Viviam uma relação de anos, e ele agora dizia que não podia, que não conseguia?
- Que me estás a dizer? Não consegues, ou não queres? – Sussurrava Maria Amélia, já sem forças para mais.
Aquelas palavras torturavam, feriam. Dividida entre o amor de Bernardo e de João, viveu assim os últimos anos da sua vida, sabendo que não poderia ficar com os 2 homens da sua vida, sabendo que amava igualmente cada um deles, tinha, corajosamente, decidido e seguido seu coração. O amor que sentia por Bernardo, tudo o que partilhava e vivia com ele era mais importante, fazia-a mais feliz, mais risonha, do que o que nunca viveu e nunca partilhou com o João.
Teve a coragem de se divorciar, de lutar por sua vida. De, com mágoa, ter conversado com João, e como lhe custou essa conversa.
- Não acredito no que me estás a dizer!!!! – Retorquia, João, incrédulo.
Maria Amélia, deixava que as lágrimas caíssem livremente por seu rosto, e respondia:
- Perdoa-me, se poderes, mas, tenho que seguir o meu coração. Gosto de ti, tenho um carinho imenso pelo que és, mas não posso, não consigo amar-te como amo o Bernardo.
João cada vez mais estupefacto, não queria acreditar, era um sonho, só podia ser um sonho, bom…melhor…era um pesadelo.
O bom senso e o seu imenso coração venceram, e, ainda teve uma réstia de coragem para lhe dizer:
- Se assim é, só posso desejar-te toda a felicidade do mundo. Disse João, à laia de despedida.
E agora? Que fazer? Sentia-se sem forças, tinha-as esgotado. Sentia-se perdida e frustrada.
Como era possível? Se o Bernardo lhe dizia que a amava, que era a mulher da vida dele, que não a queria perder, que era louco por ela, como é que não conseguia, como é que não podia e não tinha coragem para ser feliz?
E o sono que tardava e a vida adiada…até quando?
Escolha acertada? Só a vida lhe dirá. Talvez possa ser feliz assim.


angelis




04 agosto 2006

Tempo de Verão…




É tempo de Verão, de calor, de sombra, de um gelado, uma cerveja fresquinha, um sumo, dois dedos de conversa sem pressa.
É tempo de férias, de preguiça…de amor.
Aproveitem esse tempo e todo o tempo do mundo. Vivam, um dia de cada vez, como se fosse o único, o especial. Amem, abracem, beijem, sejam felizes.
Há festas, romarias, festivais, e um país para conhecer, com uma cultura e saberes muito próprios e únicos. São a nossa identidade, o que somos como povo.
Visitem os museus, vão ás festas, às feiras, divirtam-se, conheçam as tradições deste cantinho à beira mar plantado.
Há tanto para descobrir, tanto para nos enriquecermos e sentirmos orgulhosos.
Afinal…é tempo de Verão!!!!

angelis

31 julho 2006

Lembras-te?

Estávamos sentados no sofá, e tu, de repente, viraste para mim e perguntas:
- Lembraste daquele dia em que não fui eu que esperei por ti porque à minha espera já tu estavas. Um sorriso e um abraço muito grande aconteceram ali mesmo à porta?
Doces lembranças vieram à minha memória. E respondi:
-Todos os dias, desde que nos conhecemos e abraçamos pela 1ª vez, eram dias de descoberta e a sensação era a mesma.
Naquele dia, tal como em dias anteriores, ou mais ainda, sentia-te de uma forma intensa, de tal maneira que sempre que pensava em ti ou tu em mim, ligávamos ou mandávamos uma sms.
Isto só queria dizer uma coisa…aquele final de dia tinha que ser diferente, especial, intenso, tal como o que sentimos ao longo do dia.
Pela 1ª vez, resolvi esperar por ti à porta, pois sabia exactamente a que horas, a que momento tu irias chegar…sentia-te cada vez mais perto à medida que te aproximavas de casa.
Antes de descer, deixei a lareira acesa, para ir criando um ambiente quente e acolhedor, como seria quente e acolhedor o abraço que daríamos antes de subirmos para casa.
Sorriste, e abraçaste-me, um abraço forte e terno, como eram as lembranças daquele dia distante. Há quantos anos estamos juntos? – Perguntei eu.
Voltaste a sorrir e dando-me um beijo, respondeste: - Desde sempre. O tempo ao teu lado é eterno, mas já lá vão muitos anos, mas é como se fosse ontem. Cada dia contigo é especial e único.
Aconchego-me em teus braços e abandono-me às lembranças, aos dias, ás noites, aos sorrisos, ás partilhas e cumplicidades de um amor que cresce a cada dia que passa, que se torna mais forte a cada ano.
Sussurras ao meu ouvido: - Amo-te, sou louco por ti, és a minha vida, sou teu e não te quero perder.
Uma felicidade imensa, invade meu coração, e olhando-te nos olhos, respondo: - Também te amo, és a minha vida, sou tua e não te quero perder.


angelis

28 julho 2006

21 julho 2006

Partida...

Partida para a viagem da vida
(foto de Filipe Oliveira)


Algures numa estação perdida da vida apanhei um comboio que me levou para parte incerta.
Nessa viagem parti sem nada levar na bagagem , além de sonhos desfeitos.
Queria chegar ao meu destino...
Mas qual é o meu destino?
Qual o destino de todas as almas ?
A viagem faz-se sem grandes sobressaltos...
Pela paisagem deslumbrante, recortada por montes imponentes vai passando minha vida.
Cada monte representa conquista realizada a pulso á custa de esforços sobre humanos.
Cada nuvem leva sonhos desfeitos, quimeras irrealizáveis na dureza da vida.
Cada árvore , cada flor, dá-me a certeza de trabalho realizado.
A viagem segue o seu curso, imparável , sem marcha atrás e sem hipótese de saltar fora antes de chegar ao seu destino.
Mas para onde vai este comboio repleto de almas angustiadas?
Na viagem da vida, tudo se constrói por esforço e mérito próprio.
Cada conquista pessoal é alegria para a alma que trabalha no seu aperfeiçoamento moral.
Conforme a viagem vai decorrendo, todos aqueles que viajam neste comboio, vão-se apercebendo que não viajam sós.
Começam a ver os outros passageiros, começam a falar...a sorrir uns para os outros, pois tomam consciência de que a viagem é longa e poderão aproveitar para se conhecerem.
Uns falam dos seus sonhos.
Outros dos projectos para o futuro.
Outros partilham os seus lanches.
Outros ainda ajudam-se mutuamente no consolo de tristezas e desilusões.
Aos poucos o comboio, até então tristonho e cinzento, vai-se transformando, vai-se pintando com as cores da alegria, da fraternidade, da entreajuda.
Que milagre ocorreu lá dentro?
Simplesmente os seus ocupantes se aperceberam que fazer a viagem da vida fechados no seu egoísmo, na sua dor, os faz demorar mais tempo a crescer.
Partilhar alegrias, dividir tristezas, multiplicar a amizade e a fraternidade dá cor e sabor á vida.
Olhando para fora, para a paisagem que percorrem, vêem a natureza em festa, sorrindo para eles, dando-lhes forças e coragem, dizendo-lhes que vale a pena o esforço de nos aproximarmos dos outros, de escutarmos seus corações , de darmos sem reservas...
Vale a pena amar...
Vale a pena partilhar...
Vale a pena viver...
E a viagem prossegue , imparável no seu destino...
Para onde?
Para a felicidade...
Para o crescimento ....
Para a perfeição...
Para o amor...

angelis (agosto/2000)

15 julho 2006

08 julho 2006

Conheço


(imagem daqui)

Conheço de cor
Os caminhos que me levam até ti
Conheço de cor
Todos os sinais que me levam até ti
Conheço de cor
O cheiro do teu perfume,
O calor da tua pele,
A intensidade do teu beijo.
Conheço de cor
Os contornos da tua alma,
As cores do teu desejo.
Conheço de cor
O que te faz rir e chorar,
O que atormenta teu coração,
O que aspira tua alma.
Conheço de cor
O sabor do teu amor,
E nele me perco,
E nele me encontro,
E nele vivo e respiro.
Conheço de cor
O teu ser, o teu corpo.

angelis

06 julho 2006

O Nada


(imagem de X. Maia)


Sentei-me no chão , apaguei a luz e rodeei-me dos nadas que preenchem , diariamente , a vida de cada um.
Saltitantes , à minha volta , os nadas estavam contentes por poderem conversar comigo.
Pressenti que seria uma longa e interessante conversa. Realmente ,é apaixonante tentarmos pesquisar o nada em toda a sua essência plena de uma carga emotiva e psicológica que tenta , dia após dia , arrasar o indivíduo. Talvez o nada seja o desconhecido , o perplexo , a fronteira entre o sonho e a realidade , o possível e o impossível , talvez seja a única cambiante existente , talvez seja aquilo que toda a gente deseja.
O nada é doce , implacável , irresistível e atrai ferozmente para o abismo. A inspiração solta-se. É horrível a sensação de abandono. A loucura apodera-se de tudo.
O nada é o tempo , o espaço , aquilo que não fomos , aquilo que sonhámos , o irreal , o inatingível , o caminho palpável , a quimera irrealizável. Ser tudo e nada...
Já Protágoras dizia :« O homem é a medida de todas as coisas» . Talvez tivesse razão e talvez não. O homem pode ser um dos nadas que povoam o nosso planeta.
Talvez o nada esteja no empirismo. Talvez o espírito « tábua rasa » de Locke que se opõe à teoria das ideias inatas de Descartes, afirmando que o nosso espírito é inicialmente uma tábua rasa ou papel branco , onde nenhuma ideia está escrita antes de ser impressioNADA pelos sentidos , seja o princípio do « nada ».
Mas , se passarmos por Platão que diz: « conhecer é recordar , embora nunca se atinja a recordação total dos objectos porque estes são imperfeitos ou simples sombras dos objectos reais » ,talvez aqui o «nada» seja realmente importante ou talvez eu não queira dizer nada com o que escrevi até aqui.
Mas quem sabe se encontraremos um nada hereditário no comportamento actual do homem enquanto ser humano pensante.
Quem me diz a mim que a frustração actual do homem não é resultante dum nada conflituoso ao nível duma motivação individual (instintos e hábitos) e duma motivação social , nem sempre concreta e aceitável segundo as regras vigentes e caducas de cada sociedade.
Talvez o nada seja o passo de cada dia , repetido a cada hora. A solidão de um olhar suspenso em cada fantasma que nos rodeia. O nada pode ser um viajante do tempo , um retardado da vida no seu caminho errante.
O nada pode estar numas mãos brancas e impávidas , trémulas , inquietas , que incrédulas limpam uma lágrima e estão vazias e cheias de nada, nada que se encontra à sua volta.
Talvez tudo isto não seja nada, uma simples ilusão óptica , duma esferográfica que risca o papel branco e imaculado.
Nada pode ser nada e nada pode ser tudo...depende de cada um preencher os pequenos nadas que compõem a sua vida.
E já António Gedeão dizia:
«Eles não sabem , nem sonham,
que o sonho comanda a vida;
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança» .
Que o nada seja sonho , cor , fantasia. Tudo aquilo que se desejar , que o nada não seja só nada , sem nada mais para dizer.

angelis


01 julho 2006

O regresso


(foto de Zacarias Pereira Da Mata)


"Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar.
Ouvi, agora, Senhores
Uma história de pasmar..."
A Mãe correu à varanda,
Bem longe de imaginar
Que o alarme desejado
Vinha dum cego a cantar:
"Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar..."
A Mãe abriu num soluço
O coração a sangrar,
Porque a sola era tão rija
Que a não podiam tragar...
"Deitam sortes à ventura
Qual se havia de matar".
(A Mãe tinha pão na arca
E não lho podia dar!)
"Logo foi cair a sorte..."
(Que sorte tão singular!).
O gageiro olhava, olhava,
Mas só via céu e mar...
"Alvíssaras, Capitão..."
E o vento a enrodilhar
A voz do homem da gávea
Na do ceguinho a cantar!
"A minha alma é só de Deus,
O corpo dou-o eu ao mar..."
A Mãe, que nada podia,
Já só podia rezar...
"Deu um estoiro o demónio,
Acalmaram vento e mar."
E quando o cego acabou
Estavam em terra a varar...

Miguel Torga, Poemas Ibéricos

27 junho 2006

Prisioneiros

Prisioneiros, até quando?
(foto de Afonso Duarte)

A vida é uma sequência ilógica de sentimentos, de sensações que nos perturbam, nos transformam ou nos anulam a razão.
Olho á minha volta e vejo olhares vazios, gestos suspensos no ar, beijos perdidos na vergonha de mostrar que amamos.
Suspendo um abraço terno...
Não encontro a quem o dar...
Não há receptividade...
Presos num dia-a-dia sem sentido, vivemos alheios aos outros.
Não vemos o companheiro, não beijamos o filho pequeno, não apreciamos a beleza singela da Natureza que se enfeitou para nós.
Prisioneiros...
É isso que somos...
Prisioneiros...
Encarcerados na vida ideal que construímos, mas á margem da própria vida.
Construímos celas para aprisionarmos os sentimentos...
Erguemos muros para nos protegermos dos outros...
E acabamos prisioneiros de nós mesmos, numa vida triste e cinzenta, rodeados de medos...
Rodeados de fantasmas que alimentamos com os restos de uma vida sem sentido.
Prisioneiros, até quando?
Derrubemos os muros...
Derrubemos angústias e desânimos...
Soltemos o sentimento...
Pintemos a amizade...
Aprendamos a amar...
Prisioneiros, até quando?


angelis

24 junho 2006

19 junho 2006

"Somos..."

Loucura até ao fim?
(foto de Pedro Miguel Costa)


Na espiral do sonho,
Caminha lentamente a loucura.
Doce,
Implacável,
Irresistível.
Atrai-me ferozmente para o abismo.
E a inspiração solta-se.
Esqueço-me de tudo.
Mergulho profundamente.
É horrível a sensação de abandono.
Esqueço-me de mim
E entro em ti…
Violentamente.
Fundimo-nos…
Obsessivamente.
E a loucura apodera-se de nós.
Não temos nome
Nós somos o Tempo,
O Espaço.
Nós somos aquilo…
Que não fomos.
Nós somos aquilo…
Que sonhamos.
Nós somos o irreal,
O inatingível.
A loucura é o nosso meio,
Para atingirmos a felicidade.
Loucura até ao fim?

angelis

17 junho 2006

13 junho 2006

Histórias tristes...ou a triste história de uma mulher

trilho solitário

A natureza humana não pára de me surpreender, e sempre que ouço histórias verídicas de mulheres, fico triste e pergunto-me como é possível...
Esta é a história da “mulher dos € 5”, ou a triste sina dos seus 2 filhos, ou mais uma história das mulheres galegas.
M. é casada e mãe de 2 crianças, um menino com 7 anos e uma menina com 4 anos e a historia dela começa com um episodio caricato no centro de saúde local.
Um belo dia, de manhã, em horário de consultas, entra o marido da M. muito zangado, pelo centro de saúde, e aos berros comenta: “ Era só o que me faltava, cheguei a casa e encontrei a minha mulher na cama com outro.”
O espanto dos utentes foi geral e os sussurros e comentários não paravam. O homem continuou: “Mas o que mais me chateia é que a “vaca” estava a beber o meu melhor uísque.”
Ai, não se contiveram...e as gargalhadas foram gerais. O homem era doido, então não queria saber do que se passava e apenas o preocupava a garrafa de uísque?
A partir dai, as bocas do povo nunca mais se calaram...e a M. fez jus á sua fama e começou a “aviar” clientes a €5.
A fama espalhou-se e a clientela aumentou. Mas, cada um faz o que quer da sua vida, o que revoltava as bocas populares era ela arrastar os filhos para as suas andanças e as pobres crianças assistirem a tudo. O que dizia o marido? Rigorosamente nada. A mulher trazia dinheiro para casa, e ele perdoava tudo pois gostava dela.
Um dia, pega nos 2 filhos e foge para outra terra, atrás de um homem. Por lá ficou cerca de 1 ano, até que voltou novamente a casa e retorna à mesma vida de sempre.
Queixas e tareias pelo meio, a policia metida ao barulho e o ultimo acto acontece quando, a família, preocupada com as crianças, resolve segui-la e descobre que ela os leva, quando vai atender os clientes e os deixa a dormir no seu carro.
Queixa formalizada à Protecção de Menores e os filhos são-lhe retirados.
E isto demoveu-a de continuar na vida que levava?
Nem pensar...vem novo filho a caminho de um qualquer cliente, e os outros 2 filhos, entregues aos cuidados de uma tia, sofrem a ausência da mãe e a pequenita diz que não gosta da mãe, que ela tem muitos homens e não quer saber dela.
Invenção? Nem pensar...esta é a triste história de 2 crianças cuja mãe trilha o caminho que escolheu, esquecendo-se dos sagrados deveres de mãe.
Conheço-os, conheço a sua triste realidade, e lamento a sua sorte, a das crianças que não pediram para nascer, que não escolheram a mãe que têm e, de certa forma, lamento as más escolhas daquela mulher, que se esquece dos filhos e que apenas pensa no seu triste vicio, que lhe dá €5 por cliente.

Para pensar...sem sombra de duvida!!!


angelis

08 junho 2006

Guerra

Será que eles tiveram escolha...!?

Olhei a guerra de fora
E disse:
- Não quero entrar!
Alguns olharam a guerra de fora
E disseram:
- Não queremos entrar!
Se todos olhassem a guerra de fora
E dissessem:
- Não queremos entrar!
Será que a guerra morreria?

angelis

04 junho 2006

Costumes portugueses...

Será assim o futuro?

Será que é este o cenário futuro?
Aguardemos para ver...mas entretanto, é melhor começarmos a criar uns porquitos e aprendermos a fazer fumeiro para qualquer eventualidade!!!
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