29 dezembro 2005

Imagine

Imagine
Se não houvesse o céu
É fácil se você tentar
Nenhum inferno
Abaixo de nós
Acima de nós
Somente o infinito

Imagine todo mundo
Vivendo para o presente....
Imagine
Se não houvesse países
Não é difícil de imaginar
Nada para matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todo mundo...
Vivendo a vida em paz...
Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que algum dia
Você se una a nós
E o mundo será um só

Imagine
Se não houvesse propriedades
Eu acho que você
Pode imaginar
Se não houvesse
Ganância e fome
Se houvesse fraternidade entre os homens
Imagine
Todo o mundo
Dividindo
O mundo inteiro...


J. Lennon

26 dezembro 2005

Votos e Desejos

Novo ano à porta, e com ele os votos e desejos de sempre, as promessas do costume, os objectivos habituais…
Fazemos promessas que acabamos por não cumprir…
Traçamos objectivos que acabamos por não concretizar…
Fazemos votos e desejos para os quais não nos sentimos motivados…
Então porquê desejar?
Então porquê fazer votos?
Hábito? Tradição? Sem sombra de dúvida!!!
Mas, estou para aqui a escrever sobre votos e desejos…isto quer dizer que os vou fazer?
Sim…e não!!!
Sim, porque irei desejar-vos algo…não, porque não farei da forma tradicional e convencional…

No virar de novo ano, façam uma pequena analise ao ano que agora termina.
O que realizaram, que metas atingiram, na família, no trabalho, com os amigos.
Façam uma análise objectiva, sem receios, sem culpas e sem medos…somos humanos, falhamos, nem sempre conseguimos dar o nosso melhor.
Mas…temos obrigação de reconhecer os nossos erros e por eles, pedirmos desculpa a quem ofendemos, a quem magoamos a quem hostilizamos.
Depois…depois tracem metas, objectivos para o novo ano.
Mas…metas e objectivos realistas, sinceros, ao alcance das vossas mãos, das vossas possibilidades enquanto seres humanos, enquanto homens e mulheres, trabalhadores, pais, mães, filhos, tios, enquanto pessoas inseridas na sociedade, na família.
Difícil? Claro que não…apenas trabalhoso, mas o que se faz sem trabalho e esforço?

Sejam alegres, um sorriso vale por mil palavras…
Sejam responsáveis, sinceros, leais…
Saibam perdoar, saibam pedir desculpa, saibam reconhecer vossos erros e falhas, assim como os dos outros.
Trabalhem, independentemente do tipo de trabalho, todos precisamos de um meio de subsistência, e todo o trabalho é honesto e válido, desde varrer ruas, conduzir um autocarro, até cargos de chefia, pois nem sempre quem está lá no alto é mais feliz e realizado, tem apenas mais dinheiro e preocupações.
Abracem, dancem, riam, chorem, manifestem vossas emoções, vossos sentimentos.
Amem…pois sem a força do Amor o Mundo fica perdido e frio.
Tenham Esperança e Fé.
Sejam solidários, não dói nada!!!
E…ousem ser Felizes!!!
Estes são os meus votos e desejos para 2006!!!

angelis

13 dezembro 2005

Carta vencedora

Em primeiro lugar, quero agradecer a todos os que participaram neste meu desafio, quer escrevendo a carta ao Pai Natal, quer participando na votação e comentando as cartas.
Claro que, este desafio era um exercício, um apelo à criança que somos, e que no nosso dia a dia não damos espaço para respirar, sentir, agir.
Todas as cartas estão muito bonitas, carregadas de sentimentos e emoções e como tal, todas são vencedoras.
Mas…há sempre um “mas”, eu pedi que votassem na carta que mais gostassem, que mais os comovesse e como tal…há uma carta que se destacou e venceu, a CARTA NÚMERO UM.
O resultado das vossas escolhas e votação, expressas nos comentários do artigo anterior, ou seja, no artigo onde estão transcritas as cartas, foi a seguinte:
CARTA NÚMERO UM - 9 VOTOS
CARTA NÚMERO DOIS - 0 VOTOS
CARTA NÚMERO TRÊS - 0 VOTOS
CARTA NÚMERO QUATRO - 5 VOTOS
CARTA NÚMERO CINCO - 1 VOTO
CARTA NÚMERO SEIS - 1 VOTO
CARTA NÚMERO SETE - 2 VOTOS
A escolha foi vossa, mas mais do que uma carta vencedora ou um prémio para a mesma, é fundamental o espirito de participação, de aderência a esta iniciativa e a vossa disponibilidade para me aturarem, a Amizade, o Respeito que aqui prevaleceu deram côr e alegria a este desafio.
Parabéns Berto, pois a tua cartinha venceu e há um prémio para ti, este que está aqui na foto. Só tens que me dizer como te posso fazer chegar o prémio…ou então podes vir buscá-lo à sede do Pé de Vento, que tal?


O que é o prémio? Seus cuscas…querem saber? Perguntem ao autor da carta vencedora…ele, se quiser, vos dirá o que é…isso, claro está, depois de o receber.
Até lá…

angelis

01 dezembro 2005

Cartas ao Pai Natal

O prometido é devido, e como tal...aqui publico as cartas recebidas, em resposta ao meu desafio.
Estão numeradas por ordem de chegada, e são publicadas na integra.
Como se efectuará a votação da carta mais original ou mais emotiva?
De forma muito simples e directa...comentem as cartas publicadas e digam de qual gostaram mais...simples, directo e eficaz.
Assim, todos ficarão a par da votação e das preferências dos leitores.
Vá lá...não se inibam...é só soltar a criança que existe em vós


CARTA NÚMERO UM

Pai Natal

Espero que ao receberes esta carta, estejas de óptima saúde e excelentes condições físicas para enfrentares o trabalho que nesta altura do ano aparece.
Confesso que é a 1ª vez que te escrevo. Nos anos anteriores tenho escrito ao Menino Jesus, mas, das duas uma, ou a minha mãe engana-se ao colocar a morada no envelope, ou então o Menino Jesus não existe (ou não gosta de mim).
Por isso, este ano decidi, com a ajuda de um amigo mais velho por causa dos erros ortográficos, tomar a iniciativa de te escrever. Se a minha mãe decidir na mesma que devo escrever ao Menino Jesus eu faço de conta, e tu não lhe digas nada.
Para este ano eu gostaria de ter (e volto a pedir) simplesmente uma caixa de guardar os lápis, mas daquelas de dois andares. Sabes quais são? Igual à do meu amigo Francisco (aquele dos cabelos aos caracóis e que canta no coro da escola), mas, para não haver trocas ou enganos na sala, a minha caixa pode ser com tampa sem cor porque a dele é amarela.
E pronto, é só isto que eu gostava de ter no Natal. Claro que a minha mãe diz que devemos pedir sempre saúde, paz e bem estar, mas acho que todos pedimos e queremos isso, por isso não me vou repetir.
No entanto, se as caixas estiverem esgotadas, podes sempre arranjar um livro do Príncipe Valente, Zorro ou Mascarilha que são os meus preferidos e por favor Pai Natal, não quero carros da polícia, pijamas, meias ou cuecas. É tudo Pai Natal. Tem cuidado contigo e podes deixar a minha prenda junto ao meu sapato que na manhã do dia 25 eu vou buscar.

PS: - Pai Natal, tu mandas alguma coisa no mundo dos mais velhos? Se tens alguma influência peço-te que faças com que a minha mãe não ponha muitas vezes na marmita do almoço (que levo para a escola) arroz de legumes….se é complicado almoçar todos os dias à frente da Professora (D. Sofia), comer arroz que não gosto ainda é pior.
- Outra coisa que já me esquecia: Quanto ao pedido que faço todas as noites antes de adormecer (tornar-me rapariga para não ir para a guerra) esquece. O meu amigo João disse que nessa altura, a guerra já deve ter acabado e se não acabar…fugimos os dois para França, mas não digas a ninguém pois caso contrário aqueles homens maus que andam na rua de gabardina e chapéu preto que já prenderam uma vez o meu avô, podem vir buscar-me também e não posso ser preso porque logo que acabe a escola vou trabalhar para ganhar dinheiro.
Pronto, está tudo. Bom Natal para ti e teus ajudantes e muito obrigado.

Teu amigo sincero e que gosta muito de ti.

Berto


CARTA NÚMERO DOIS

Querido Pai Natal,
este Natal, eu não devo merecer grande coisa, pois fui mauzito para a minha mamã e para o meu mano, mas como tu és misericordioso, tem pena de mim e dá-me o que abaixo te peço:

Quero deixar de fantasiar
Quero um cavalo de verdade
Para passear na minha cidade
Como passo a vida a imaginar

Um cavalo castanho e lustroso
Igual àquele do qual falo
Para seu espanto e regalo
Ao meu amiguito Barroso

Quero um cavalo bem verdadeiro
Para trotar pelos verdes montes
Para me portar melhor comigo contes

Pois depois de me tornar cavaleiro
Serei o melhor entre os primeiros
Não hesites nem te amedrontes.

Paulo César Nunes


CARTA NÚMERO TRÊS

Querido Pai Natal:
Eu sei que não me conheces, pois nunca te escrevi. Contudo, na minha infância, o meu Pai Natal sempre me deu mais do que pedia. Era ( e sou) guloso por isso não me esquecia de pedir um chocolate em forma de sombrinha, mais outro em forma de gato e um outro em forma de Pai Natal; depois lá vinha sempre mais uma camisolinha, pois aqui para as bandas da Covilhã faz um frio de rachar, mais umas peúgas e um par de botas verdadeiras e boas e não daquelas que, mesmo já de adultos, não sabemos como havemos de descalçá-las...
Mas hoje resolvi aceitar o desafio de uma boa amiga e escrevi-te pela primeira vez. Não venho pedir-te chocolates, pois a glicemia parece querer entrar comigo, nem espero que me mandes camisolas ou peúgas. Sabes, o meu Pai Natal resolveu partir há um ano atrás e desde então os dias para mim deixaram de ser Natal; por isso na minha crença de menino - adulto venho pedir-te tão somente isto: Ajuda aí o meu Pai Natal pois ele ainda é tão pequenino e ensina-lhe o caminho mais directo para Deus. Faz-me este favor, pois tenho a certeza que quando chegar a minha vez, o meu Pai Natal me vai dar como prenda o ensino deste caminho desejado.
Um bom e feliz Natal para todos os amigos e amigas da Angela. Para a Ângela um grande beijinho e um xi coração muito amigo.




CARTA NÚMERO QUATRO

Querido Pai Natal.

Não me reconheces.
Não te escrevo à tanto tempo, que até te esqueci.
Apenas me lembro vagamente de ti nesta quadra que agora atravessamos
e apenas porque os meus filhotes fazem questão de recordar da tua existência.
Sabes,
Estou mudado.
Mais alto.
Mais gordo.
Mais careca.
Mais atarefado.
Mais cansado e mais triste e sisudo.
Não me reconhecerias.

Lembro com saudades quando, apareciam na base do pinheirinho,
aqueles carrinhos de bombeiros, com escada extensível e tudo!
Diziam-me que eras tu, durante a noite de consoada, que entravas pela
chaminé e os depositavas com carinho, por me ter portado bem durante o ano.
Mas esqueciam-se de um detalhe.
Nós não tinhamos lareira nem chaminé.
Desconfiado, calava-me e deixava os meus pais, com um sorriso nos lábios,
contarem-me as tuas aventuras.
Que vivias no Pólo Norte.
Tinhas as renas para puxar o trenó.
Os duendes para fabricar os brinquedos.

Balela, pensava eu.
Porque, como sabes, sempre fui muito curioso e gosto de perguntar tudo quando não compreendo.
Nunca me respondiam... furtavam-se em evasivas inconsistentes e ocas.
Deixei de perguntar.
Assassinei-te na minha inconsciência.
Ouvia apenas, as renovadas historietas.
A minha opinião estava já formada.
E assim continuou a minha meninice, até me esquecer completamente da tua existência.

Hoje, a expensas de uma amiga chamada Anjo, tive de forçar a minha razão para te visualizar e recordar.
Neste esforço de memória, analisei a minha infância e o quanto estiveste presente, até te desacreditar.
No entanto, aprendi uma lição.
Só tenho um pedido a fazer-te.
Se puderes...

Faz-me novamente criança... mas mais crédulo!
Protege-me da emancipação precoce, a que fui incentivado pelos parentes.
- "... tão esperto! Tão novo e já pensa como um homenzinho. Tem atitudes e pensar de adulto."

Deixa-me brincar e viver, o que não vivi enquanto criança que não teve tempo de o ser!
Deixa-me crer!
Faz-me ser humano por completo, na vivência infantil e na temperança do ser adulto.

Deixa-me acreditar-te.!
Sabendo que não existes como ser físico.
Mas deixa-me compreender também, o quanto és necessário para complemento
do imaginário infantil!
Em suma!
Deixa-me tentar alcançar a minha felicidade.

Quero a minha meninice de novo!

Deste que te recorda vagamente...

E só agora compreende, qual o teu papel no imaginário infantil...

Hohohoho
BOM NATAL
Luís
DEZ-2005


CARTA NÚMERO CINCO

Cartinha ao Pai Natal

Querido Pai Natal,
que és tanto barbudo,
escrevo esta carta
não vou pedir tudo:
Quero lápis p’ra colorir
um mundo especial
de cores a bom sorrir.

Se tiveres mais caixinhas
a Pipoca vou convidar.
Sei que ela vem logo
está pronta p’ra pintar.
Também queria pedir:
(Vê lá se adivinhas?)
Camisinhas de dormir...

Mas não é para mim
é para quem tem frio
e vive sem pai nem mãe
[até me dá um arrepio].
Agora não peço mais,
a carta está no fim.
Com beijinhos especiais!

Azoriana


CARTA NÚMERO SEIS

Querido Pai Natal
Já há muito tempo que não te escrevo, não por te ter esquecido, pois na minha profissão, tu és lembrado a cada Natal, através da inocência das crianças com quem trabalho, mas porque, agora adulta…às vezes, esqueço-me que tu existes no meu imaginário, todos os dias da minha vida.
Lembro-me dos Natais da minha infância, em que ia pôr o sapatinho na chaminé da casa dos meus avós maternos, em casa da minha tia Lucília, e em casa do meu avô paterno. Lembro-me dos meus primos, trazerem, também eles, o sapatinho para porem na chaminé de minha casa.
Lembro-me de pensar, como é que tu adivinhavas o que pedíamos, como tinhas tempo de comprar todos os presentes, de atenderes a todos os pedidos de todas as crianças do mundo.
Lembro-me das rabanadas acabadas de fazer, do jantar em família (confesso que na altura não gostava das batatas cozidas com bacalhau), de jogar o loto com o meu tio Mário (a feijões, é claro, pois as crianças não jogam a dinheiro), da árvore de Natal. Íamos sempre com o meu pai, cortar um pinheiro para enfeitar, na altura ainda havia imensos pinheiros e podíamos fazer isso. Ele barafustava sempre, mas acabava por nos fazer a vontade, a mim e à minha irmã. De apanharmos musgo para fazermos o presépio com a minha mãe e a minha irmã.
Hoje, todas essas lembranças afloram á minha mente, ao meu coração, deixando uma saudade incrível, mas também a alegria de recordar os Natais da minha infância, onde imperou sempre o amor e a união familiar.
A hora de ir dormir, era a pior, pois queríamos ficar acordadas, queríamos ver-te chegar, queríamos dar-te um abraço.
A noite era longa, a excitação tomava conta de nós e quando, finalmente o dia raiava…lá íamos nós a correr para a chaminé e agarrar os presentes que tu tinhas deixado para nós, direitinhos nos respectivos sapatinhos, sem te enganares ou trocares presentes.
Que alegria, que confusão de papéis de embrulho e laços espalhados pelo chão, e acima de tudo, que satisfação por termos os nossos pedidos e sonhos atendidos.
Esta magia, desses Natais passados, não volta mais, eu cresci, e alguns familiares já morreram, mas ficará sempre a saudade, a lembrança, dessa partilha, que enquanto menina – mulher revivo em cada Natal com as crianças na escola e em família (com aquela que ainda permanece entre nós) e sorrio, porque só posso sorrir, por ainda acreditar, por permanecer viva a criança que sou e serei sempre.
Tu, Pai Natal, serás sempre parte integrante do meu imaginário de menina e de mulher, serás sempre o velhinho de barbas branquinhas que atende os sonhos inocentes de todas as crianças.

Angelis

CARTA NÚMERO SETE

Querido Pai Natal,
Vão longos os anos após os quais deixei de escrever-te, ainda que secretamente sempre te tenha dirigido os meus pedidos, tão característicos desta época que agora vivemos. Os meus pais falavam-me muito de ti, mas cedo descobri que eram eles que te ajudavam a fazer a entrega das prendas, pois apanhei um dia a minha mãe a esconder as prendas em cima da estante do corredor. Fiz de conta que não reparei e deixei-a ficar convencida de não tinha visto nada. Quando entrei para a escola, ela tentou dizer-me que tu não existias (porque eu continuava sempre a falar de ti), antes que algum menino mais expedito o fizesse. Sabes o que lhe respondi? "Eu sei, Mãezinha." E mais nada... Mas sempre exististe no meu coração.
Entretanto, muitos anos passaram e, como acontece com todos nós, a minha vida mudou muito. Cedo comecei a dizer adeus àqueles a quem mais amava e, neste momento, a recordação dos natais da minha infância resume-se unicamente à minha memória, pois já não tenho com quem partilhá-la. Sei que todos eles estão bem aqui, juntinho de mim, vivendo num canto do meu coração. Sei também que, de uma forma mágica, todos eles estão a ajudar-me a escrever-te esta cartinha.
Sabes Pai Natal, nunca mais pensei que fosse possível ter vontade de escrever-te outra vez, pois na correria em que vivemos no mundo de hoje (que cada vez mais sinto não se justificar) é difícil conceber o "gastar tempo" com um acto como este. No entanto, uma menina (na verdade, um anjo) cujos cantinhos virtuais muito gosto de visitar (embora nem sempre deixe por lá marca da minha passagem) desafiou-me. Ignorei o primeiro ímpeto, aquela vontade imediata de responder, mas hoje, sentada à secretária, tendo ao meu lado a luz suave uma vela a aquecer esta noite fria de Inverno e a confortar-me a alma, decidi fazê-lo.
Sabes Pai Natal, não gosto de pedir nada, nem mesmo a ti. Tenho andado muito triste e é-me difícil conceber algo que deseje mais do que voltar a sorrir. Ainda assim, vou fazer um esforço: Por favor, mesmo sabendo que tens a agenda ocupada e muito preenchida, toma conta de todos quantos se encontram sós e abandonados, seja por que motivo for, e ampara-os, nem que seja por uma só noite, para que o seu coração e a sua alma possam conhecer um bocadinho do conforto que tantos de nós desprezamos e ignoramos na nossa inconsciente certeza de o termos como dado certo e adquirido. Protege os idosos e as crianças, dá-lhes saúde e fá-los sorrir. Ilumina o Mundo com um pouco de paz e, nem que por um dia apenas, traz-nos harmonia. Por fim, peço-te, abençoa os meus amigos, o meu amor e respectivas famílias; enfim, todos aqueles que me dão uma razão de viver, e os meus "meninos" felinos, que são a minha companhia e a luz dos meus olhos, mesmo tristes.
Sabes que há ainda algo que muito desejo, mas isso é algo que fica só entre nós, não precisa de palavras escritas e, confio, saberás quando conceder-me esse tão ansiado presente.
Até sempre Pai Natal!

Rosália ***
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