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02 junho 2026

Decisões



 

Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos outros.

Se tal nos dá paz de espirito? Com o tempo dará, embora tenhamos que fazer a nossa parte para podermos ter paz, termos serenidade e não nos arrependermos das decisões que tomamos.

O tempo nos ensinará se tal foi benéfico ou não, como tal, deixemos o tempo fazer aquilo que ele sabe fazer melhor…dar-nos a devida lição de vida.

Até lá…vivamos o melhor possível com as decisões que tomamos.

angelis

21 janeiro 2026

Caminhos cansados…

(foto retirada da net)

Será que podemos dizer que trilhamos caminhos cansados? Ou será que somos nós que estamos cansados dos caminhos que trilhamos?

Será um dilema? Ou apenas uma questão de português?

Ás vezes questiono-me se os caminhos que percorro há anos não estão a cansar-me, mas não tenho alternativa a não ser continuar a percorre-los, pois só quem é cuidador de alguém que sofre de Alzheimer conseguirá entender este trocadilho dos caminhos cansados que se trilham por amor a alguém.

A verdade é que percorro esses caminhos cansados e vejo, todos os dias, que apesar desse cansaço, não posso abandonar esses caminhos, simplesmente, porque alguém precisa que eu percorra esses caminhos.

Nunca, mas nunca é fácil tomar a decisão, em plena consciência, de percorrer esses caminhos, mesmo sabendo que não há qualquer apoio para quem faz esta caminhada, no entanto, por mais difícil que sejam estes caminhos, abandona-los, está fora de questão.

Todo o cuidador faz/percorre estes caminhos cansados, mesmo sabendo que não tem apoio, especialmente da família, depois de todos os outros, mas não abandona quem cuida, pois o seu amor por quem depende dele é maior que os caminhos que percorre e o cansa.

 angelis

 

28 dezembro 2025

Feliz 2026


2026

Que este novo ano seja uma jornada de reflexão e crescimento, onde possamos aprender com as experiências passadas e construir um futuro cheio de esperança e oportunidades.
Que a prosperidade e a abundância acompanhem cada passo que você der em 2026 e que este ano seja repleto de realizações e sucesso em todos os aspectos da vida. 

Que a saúde seja sua maior riqueza e que você encontre equilíbrio e bem-estar em todos os momentos deste novo ano. Cuide de si mesmo e daqueles que ama. 

Desejo que o amor e a amizade aqueçam o seu coração em 2026. Que você cultive relacionamentos significativos e encontre alegria nas conexões com os outros. Feliz Ano Novo! 


 

02 dezembro 2025

Talvez um dia…


(imagem retirada da net)


Talvez um dia fale de tudo o que me vai na alma, o que me me cansa física e mentalmente, o que me desgasta o espirito, me leva ao cansaço e a quase desistir de tudo.

Não, não penso em suicídio, longe disso, sou, absolutamente, contra o suicídio…mas…estou num caminho que escolhi, que tenho plena consciência que era o caminho que tinha que ser trilhado por mim e que se não o escolhesse, que se o renegasse, seria renegar a minha alma.

É fácil? Nada disso, é um caminho tortuoso, pleno de sacrifícios e, extremamente solitário, pois quando família e amigos sabem…simplesmente esquecem que existimos.

Não sou vitima, não me faço de vitima, e NUNCA serei vitima do caminho que escolhi percorrer, e, talvez um dia, fale das escolhas que fiz.

Porque, ser cuidadora 24h…é e será sempre, uma escolha feita de AMOR e por AMOR!!!

angelis

 

06 outubro 2024

Reencontros ou…partidas da vida?





 

(foto de Álvaro Rocho)


Há uns dias, reencontrei alguém que não via há 18 anos…

Fiquei admirada, pois não esperava esta surpresa da vida, e muitas vezes a vida surpreende-nos quando menos esperamos.

No início pensei, não pode ser, será? Mas a verdade é que era mesmo a pessoa que eu não via, nem sabia de nada há tanto tempo.

A verdade é que a vida tem destas coisas, ao virar da esquina traz-nos surpresas inesperadas, pessoas do nosso passado, reencontros que pensávamos nunca mais acontecerem e afinal, estavam ali, ao alcance de nós.

Se fiquei surpreendida?

Claro que sim!!!

Se abracei com sinceridade esse reencontro?

Claro que sim!!!

Pois nesta vida não há acasos, como tal, “bora lá” viver a vida e…

OUSEMOS SER FELIZES!!!

angelis

13 maio 2024

Como gostaria…


 

Como gostaria que só houvessem dias de sol, risos e gargalhadas, abraços sentidos e muita alegria.

Como gostaria que a chuva varresse o mal da alma, limpasse a sujidade do mundo e lavasse os homens das suas loucuras.

Como gostaria que a tristeza e o cansaço tirassem férias permanentes e fossem habitar um planeta distante e nunca mais nos batesse á porta.

Como gostaria que os ventos fortes levassem a guerra, a fome, a dor e nunca mais voltassem a habitar a alma da gente.

Gostaria que tanta coisa fosse diferente, mas será que a Humanidade também o quer e deseja?

Olho para o mundo atual e vejo o que não quero, sinto o que não quero e dói-me a alma por todos nós, pobres de espírito que pensamos que a Terra é nossa e a podemos destruir, que os outros são seres descartáveis que podemos matar a nosso belo prazer.

A nossa passagem por este planeta é curta, como tal, porque não amar, perdoar, construir, abraçar e ter dias imensos de sol?

Como gostaria que fossemos menos egoístas, pois todas as vidas importam…

02 abril 2023

Tu...


Tu foste a minha maior alegria e a minha maior desilusão.

Ainda me lembro, como se fosse hoje, o nosso encontro, o nosso abraço, aquela sensação única de que tinha encontrado a minha alma gémea.

Contigo descobri sensações únicas, descobri o amor, descobri e vivi coisas que nunca tinha vivido. Entreguei-me por inteiro, dei-me a alguém como nunca me tinha dado.

O que vivemos foi único, mas também vivi as maiores desilusões, as maiores sensações de abandono, a traição, e acima de tudo o saber que só eu amei, que foi uma via de sentido único.

Depois deste tempo todo, questiono-me se valeu a pena, se me devia ter entregue assim, se devia ter amado como amei

Talvez sim, talvez não, mas a verdade é que não me arrependo, apesar das lágrimas que chorei, do abandono que senti, das noites de solidão, sempre pensei no que vivi de bom, dos risos, dos abraços, das alegrias partilhadas e foi tudo isso que me fez seguir em frente.

Hoje, não tenho arrependimentos no coração, no entanto, com o conhecimento e a experiência que tenho e transporto, não viveria, novamente, o que vivi contigo.

Porque, tu foste o meu sol, mas também, foste o meu lado negro que me fez sofrer como ninguém.

E, tu, continuas a viver no meu coração, apesar de tudo…


 

30 janeiro 2023

Flor do Adro


Ao lembrar-me do tão icónico café da minha juventude, as memórias e lembranças misturam-se a uma velocidade impressionante

Na altura em que abriu foi um furor incrível, diferente de tudo o que existia na época e logo se tornou uma referência e reuniu a juventude em alegres convívios

Tal como a placa em sua homenagem diz, muito se viveu no seu interior, sem telemóveis, sem distrações, apenas as gargalhadas, a amizade, os amores e desamores, os olhares, e tudo o que um café e conversas despretensiosas traziam na época

Fiquei triste (embora já não vivesse cá) quando soube que um incêndio destruiu tão popular e diferente café, numa cidade habituada a tudo igual.

Lamento não ter fotos do seu interior, mas tenho, guardado para sempre, o quanto ri, vivi e sorri no seu interior e isso ficará para sempre.

05 janeiro 2023

Como enfrentar a difícil tarefa de sermos pais dos nossos pais


 

Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores.

Durante nossas vidas, somos ensinados a cuidar de nós mesmos e posteriormente de nossos filhos, quando estamos preparados para constituir nossas próprias famílias. No entanto, nunca nos preparam para cuidar das pessoas que nos deram a vida em sua velhice, momento em que mais precisarão de nós.

Não é fácil testemunhar as principais pessoas de nossas vidas, aquelas que nos ofereceram amor, cuidado, conselhos, exemplos perdendo para o tempo. Dói nossa alma presenciar os braços que nos confortaram por tanto tempo fraquejando, os olhares protetores e firmes se tornando mais apagados, esquecidos. As vozes, que nos transmitiam tanta segurança e confiança, tornando-se mais baixa.

Assim como nós, nossos pais crescem, e nunca estamos preparados para isso.

Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores. A vida é cheia de reviravoltas, e essa é uma das mais importantes. Os nossos heróis se tornam nossos protegidos, e assim emerge uma das maiores responsabilidades que deveremos assumir.

Ao presenciarmos os últimos momentos de nossos amados pais, somos confrontados com nossa própria finitude.

Quando esse momento tão doloroso de nossas vidas chega, independentemente de como tenha sido o nosso relacionamento com nossos pais, existem 3 maneiras principais de encarar a situação:

  • Entrar em um estado de negação, não aceitando que um momento muito triste e doloroso está para acontecer;
  • Deixar de lado nossa vida pessoal e nos dedicarmos totalmente aos nossos pais;
  • Tentar manter um equilíbrio entre a dor (sentimento de perda) e a presença na vida dos pais, fazendo o seu melhor para tornar os seus últimos momentos memoráveis.

Quando o relacionamento com os pais não é fácil

Nem todos nós temos relacionamentos saudáveis com nossos pais, podemos ter sofrido muito com suas atitudes e com isso criamos um certo afastamento. Para essas pessoas, costuma ser muito difícil saber lidar com essa situação. Elas não sabem como devem fazer para se relacionarem com seus pais ou se realmente querem isso.

A falta de amor e carinho dos pais é algo que afeta todas as áreas da vida de uma pessoa. E nem todo mundo está disposto a deixar isso para trás. Mesmo sabendo disso, é essencial fazermos o nosso melhor para resolver os conflitos enquanto ainda temos a oportunidade. É impossível se resolver com mortos e ninguém gosta de sentir culpa.

Para fazermos o melhor para nossos pais, precisamos seguir algumas diretrizes:

  • Paciência. Nesse momento, precisamos retribuir tudo o que nossos pais fizeram por nós quando éramos pequenos. Tenha calma quando ele demorar para se arrumar, para quando esquecer algo ou não saber executar tarefas simples com a mesma precisão. Não é fácil, assim como não foi fácil para eles.
  • É importante encontrar soluções criativas e saudáveis para lidar com essa nova situação de vida. Converse muito, faça perguntas, compartilhe conhecimento, tudo o que ajudar a deixar a situação mais leve.
  • Identificar e diferenciar suas emoções. Dessa maneira, terá mais recursos para lidar com esses sentimentos de forma saudável.

A despedida dos pais é um momento doloroso, mas nós temos o privilégio, a oportunidade de dividir com eles os últimos momentos de suas vidas. Façamos o nosso melhor por eles e por nós mesmos!

(fonte https://osegredo.com.br/como-enfrentar-a-dificil-tarefa-de-sermos-pais-dos-nossos-pais/)

 

29 outubro 2022

Memórias...


                                                (foto retirada da internet)

Já não me lembrava como era caminhar pelas ruas da minha cidade natal e cruzar-me com pessoas e rostos conhecidos

Memórias assolam-me em catadupa, como se quisessem apoderar-se de mim.

-Olá menina, então por aqui? – pergunta a D…

- Ohhh, por aqui?!! Aos anos que não a via!!! – exclama a B...

E eu, vou respondendo, por um lado, feliz por me reconhecerem, assoberbada por outro, porque reconheço os rostos, mas não me lembro dos nomes…

As ruas, os locais, os cheiros permanecem iguais. As pessoas mais velhas, tal como eu, mas algo mudou…algo não é igual, algo ficou perdido neste tempo todo.

Não se recuperam os anos de ausência, não se preenche o tempo que estivemos vivendo a nossa vida noutros locais, mas…é bom voltar e sentir que somos bem vindos, que nos acolhem com carinho, que ainda nos conhecem e que, apesar de mais de 3 décadas de ausência, as memórias não se perderam naqueles que nos reconhecem e nos acolhem

12 julho 2022

QUANDO A GENTE VAI EMBORA


“A GENTE VAI EMBORA...e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.

A GENTE VAI EMBORA...sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.

A GENTE VAI EMBORA...se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.

A GENTE VAI EMBORA...as brigas, as grosserias, a impaciência, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.

A GENTE VAI EMBORA...e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas. Os problemas moram dentro de nós. As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.

A GENTE VAI EMBORA...e o mundo continua normal , como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz. Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.

A GENTE VAI EMBORA...pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai...O cachorro é doado e se apega aos novos donos.

Os viúvos se casam novamente, andam de mãos dadas e vão ao cinema.

A GENTE VAI EMBORA...e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora. Quando menos se espera...

A GENTE VAI EMBORA.

Aliás, quem espera morrer?

Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.

Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço. Talvez a gente esperasse menos dos outros...

Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, o pôr do sol, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.

Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.

O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim e ainda há aqueles que vivem com pressa! Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque...

A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!

Que possamos ser cada dia melhores, amorosos, humildes, e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!

Até porque...

A GENTE VAI EMBORA...”

Sergio Cursino

 

23 novembro 2021

Carta...


 (imagem retirada da internet)

Carta de uma idosa trancada em um lar de idosos.

Esta carta representa o balanço da minha vida.

Tenho 82 anos, 4 filhos, 11 netos, 2 bisnetos e um quarto de 12 metros quadrados.

Eu não tenho mais casa e nem minhas coisas amadas, mas eu tenho quem arrumar meu quarto, me faça comer e me faça cama, me controla a pressão e me pesa.

Não tenho mais risadas dos meus netos, não posso mais vê-los crescer, abraçar e brigar; alguns deles me visitam a cada 15 dias; outros a cada três ou quatro meses; outros, nunca.

Eu não faço mais nuggets ou ovos recheados e nem rolos de carne moída nem ponto cruz. Ainda tenho passatempo para fazer e o sudoku que me entretém um pouco ".

Não sei quanto tempo me resta, mas preciso me acostumar com essa solidão; faço terapia ocupacional e ajuda no que posso quem está pior do que eu, embora não queira me apegar muito: eles desaparecem frequentemente. Dizem que a vida é cada vez mais longa. Por quê? Quando estou sozinha, posso olhar para fotos da minha família e algumas memórias que trouxe de casa. E isso é tudo.

Espero que as próximas gerações entendam que a família se constrói para ter um amanhã (com os filhos) e retribuir aos nossos pais com o tempo que nos presentearam para nos criar.

Autor desconhecido.


08 outubro 2021

Almas velhas...


 

"ALMAS VELHAS: SAIBA PORQUE ELAS TÊM DIFICULDADE DE ENCONTRAR UM AMOR”

ELAS QUEREM UM AMOR PARA EVOLUIR JUNTOS

As almas velhas não querem ter um relacionamento apenas para ter uma companhia, elas necessitam de um amor para crescer juntos. São almas que já viveram muitas experiências anteriores e por isso querem utilizar dessa passagem pela terra para evoluir em sua jornada, não gostam de perder tempo em namoricos.

TÊM UM PROPÓSITO DE VIDA MAIOR DO QUE ENCONTRAR UM AMOR

As almas velhas vêm para esse mundo com um propósito, uma missão e muitas vezes acreditam que um amor poderia desfocá-las do cumprimento dessa tarefa. Antes de buscar um amor, elas dão prioridade à sua evolução pessoal e ao entendimento da sua função na vida.  Como um amor demanda muita atenção e dedicação, elas acabam por deixar os relacionamentos amorosos um pouco de lado.

ELAS NÃO SE DÃO BEM COM OS ENCONTROS MODERNOS

As almas velhas não se adaptam bem aos encontros modernos, aos encontros combinados em que duas pessoas se dispõe a se conhecer, perguntar sua profissão, idade, o que gosta de fazer, etc. Para elas, tudo isso é muito superficial. Elas gostam dos encontros casuais, de pessoas que se encontram e se conhecem, se conectam, têm energias semelhantes. Infelizmente esse tipo de encontro hoje em dia é cada vez mais raros. As pessoas costumam se falar por aplicativos, sites de encontros, por Facebook e isso irrita as almas velhas e aumenta a dificuldade em encontrar um amor.

ELAS NÃO GOSTAM DE FAZER “JOGUINHOS AMOROSOS”

Aquela velha história de: “vou esperar que ele me ligue, não vou ligar”, ou “vou fingir desinteresse, pois mulher gosta é disso” é algo que irrita muito as almas velhas. “Ficar” com alguém lhes é algo exaustivo. Elas não aguentam encarnar personagens para conquistar alguém, elas são muito instintivas e verdadeiras, não gostam de ficar fazendo charme, vão direto ao ponto e isso assusta muitas pessoas.

TÊM PADRÕES MUITO ELEVADOS

As almas velhas não ficam com qualquer pessoa só por ficar, só para ter uma companhia. Se elas acham que a pessoa não vale a pena, elas nem se dão o trabalho. Muitas pessoas acabam dizendo que elas são “exigentes demais”, mas a verdade é que as almas velhas querem alguém para partilhar a vida, não para dividir um sofá vendo novelas das 8. Elas esperam por alguém muito especial para ter ao seu lado, caso contrário, preferem ficar sozinhas.

ELAS TÊM MUITAS FERIDAS EMOCIONAIS ANTIGAS

As almas velhas carregam em si feridas emocionais dessa e de outras vidas. Normalmente, essas almas vêm fortalecidas pela experiência, mas não encontram uma vida fácil nessa encarnação, têm muitos desafios a vencer, que geram uma bagagem sólida mas dolorida. Por isso, elas sentem-se ressabiadas para se relacionar, pois não querem sofrer à toa. Para ter um relacionamento com alguém, precisam sentir que a pessoa é madura o suficiente para compreender o seu jeito e seu grau evolutivo.

ELAS QUEREM UM COMPANHEIRO COMPROMETIDO

As almas velhas precisam de um companheiro que queira estar ao seu lado, que as respeite e compreenda. Não conseguem estar ao lado de pessoas que traem, que não dão atenção, que fazem pouco caso da relação. Elas sabem que um relacionamento só vai para frente se for ativamente nutrido pelos dois, com muita dedicação e compromisso. Caso o parceiro não se demonstre dedicado a isso, elas pulam fora logo.

ELAS QUEREM UM RELACIONAMENTO AUTÊNTICO

Para as almas velhas, um relacionamento autêntico, onde cada um se sente confortável em ser quem é, sem falsidades ou mentiras é algo muito importante. Elas gostam de amores que incentivam a autenticidade mútua, onde ninguém precisa esconder nada ou fingir ser o que não é.

 Espiritismo Brasil Xico Xavier



04 agosto 2021

Que me desculpem os acomodados, mas eu me tornei seletiva

 


Não sou mais a mesma, aliás, não somos mais os mesmos de alguns anos e até dias atrás. Mudamos o tempo todo. E eu, particularmente, acho isso fantástico. Por Thamilly Rozendo

Acontece que, de uns tempos para cá, percebi certo estranhamento de mim para mim. Entende? Percebi que muita coisa havia mudado: gostos, rotina, prioridades, amigos. E, sim, eu percebi que estava me tornando seletiva. Não era a todo lugar que estava disposta a ir e… Nossa, será que estou ficando velha? Eu me perguntava. Depois percebia que não me sentia bem, no sentido de me sentir à vontade com todas as pessoas. O que antes acontecia, agora não acontece mais. Fui ficando “chata”. Não era qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer tempo…

Eu era exigente, e me tornei seletiva.
No começo, eu me culpei bastante, achei que estava sendo chata, mas depois comecei a perceber que, na verdade, eu estava me priorizando. Sim. Primeiro, porque não é com todas as pessoas que nos sentimos bem. E está tudo bem. Segundo, porque não precisamos sempre estar dispostos a sair, às vezes, só queremos a calmaria do nosso lar, uma boa série (e já deixo a deixa para minha série favorita, The Handmaid’s Tale) e uma boa noite de sono. Terceiro, porque precisamos parar de nos cobrar tanto socialmente.

 Depois de um tempo, você percebe que o tempo é realmente algo valioso.
Com tantas coisas para fazer, dar conta, tantos compromissos, rotina (acordar cedo, voltar tarde, trabalhar muito, estudar…), você começa a priorizar o tempo que sobra com o que realmente lhe importa, com quem realmente lhe faz bem. E aí, meu querido leitor, não é qualquer lugar que nos cabe, não é qualquer pessoa que serve e, sim, nós nos tornamos seletivos. Que bom. Uma pena que demoramos tanto tempo para priorizar o que nos importa. Precisamos dedicar tempo, precisamos saber quem nos faz bem, quem não faz, quem nos acrescenta e quem nos diminui. Isso é priorizar a si mesmo também. Aprendi isso. Dói muito, mas aprendi que só se ama os outros amando a si mesmo.

20 fevereiro 2021

Dualidades...

(foto de Ana Filipa Scarpa)

Ás vezes tenho saudades de tempos passados, de alegrias partilhadas, de risos soltos, de abraços apertados.

Outras vezes, quero que me esqueçam, que não se lembrem de mim, que eu seja aquela nuvem chuvosa que passou, descarregou as suas gotas de chuva, vos molhou o coração e partiu para bem longe.

Dualidades existenciais que habitam dentro de mim e que muitas vezes lutam entre si, cada uma tentando vencer e colocando-me num campo de batalha que me retira as forças.

Quem não sente essas dualidades existenciais?

O confinamento a que estamos todos sujeitos, trouxe a cada um de nós fragilidades que o dia a dia escondia, na azafama diária para a qual não tínhamos tempo para pensar, e olhar para essas fragilidades.

Não tenho receio de admitir minhas fragilidades, não tenho medo de falar nas minhas dualidades e batalhas interiores e ninguém deve ter esse receio, esse medo, pois somos Humanos, temos sentimentos, temos forças que estão a ser levadas ao limite de nós mesmos.

Um dia, todos nós iremos rir descontroladamente, iremos abraçar com todas as forças da nossa alma.

Até lá, lutemos e não deixemos que as nossas dualidades levem a melhor sobre nós mesmos.

 angelis


04 agosto 2019

Gosto de...


Gosto de observar as pessoas (discretamente), os seus comportamentos, forma de estar, de vestir, como interagem (de acordo com o local onde estão), como comunicam, etc.
É matéria de reflexão, principalmente, para mim mesma. Uns são arrogantes, mal humorados, mal educados entre si e para com os outros.
Outros são simpáticos, alegres, mas barulhentos, e não respeitam o espaço onde estão, nem os outros que lá estão.
Há os que, com receio que a comida acabe...vão, esfomeados, buscar autenticas “pratadas” de comida e sobremesas, e a olhar para o lado, para que o vizinho da mesa perto, não vá tirar o mesmo que eles.
Quanto ás roupas...autenticas passarelas de mau gosto (embora gostos não se discutam).
As “dondocas” não dispensam as suas malas e carteiras de marca martelada e não a largam, nem para ir buscar a comida, os filhos são barulhentos e “levam tudo á frente”.
Gosto, mas gosto, mesmo de observar as pessoas. No entanto, deixo aqui uma ressalva, esta é uma observação pessoal e muito critica da minha parte e, encontro sempre, mas sempre, pessoas simpáticas, acessíveis e com quem se pode conviver.
Gosto de observar as pessoas, porque se aprende sempre algo.

angelis

15 julho 2019

Tenho cancro, e depois?


Tenho cancro, foi-me diagnosticado há 6 anos. Fiz quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia, após ter feito mastectomia da mama direita.
Tenho cancro e depois?
Não há limites de anos para haverem recidivas, assim como não ficamos curadas após os tratamentos, pois nenhum tratamento mata a célula mãe, responsável pelo cancro. Ela pode ficar adormecida o resto da nossa vida ou não.
Cada caso é um caso e cada pessoa é única na resposta aos tratamentos e á postura que tem perante a notícia de que é portadora de cancro.
Tenho cancro e depois?
Não deixo de viver a minha vida, pois sei que serei uma doente oncológica até morrer, por isso, procuro viver os meus dias o melhor possível.
Se sofri quando fiz os tratamentos? Claro que sim, mas pior que o meu sofrimento, foi ver quem eu amava, sofrer mais do que eu, porque a minha dor era física, mas a deles era na alma e essa era pior que a minha.
Tenho cancro e depois?
A vida, depois do cancro, é mais saborosa, tem mais cor, aprende-se a valorizar a pequenas coisas que dão cor e cheiro á vida. Um café com os amigos, um jantar com a família, um passeio á beira mar...coisas pequenas, mas que tornam nossos dias mais coloridos.
Tenho cancro e depois?
Sou uma mulher feliz, serena em paz, sorrio mais, amo mais e vivo mais.

angelis

18 abril 2018

Marimba-te e sê feliz!!!


Li, por aí, que é bom e faz bem, de vez em quando, marimbarmo-nos para aquelas rotinas diárias, aborrecidas e chatas.


Quem gosta de lavar a louça, ou simplesmente, esvaziar a máquina da louça quando acaba de lavar e colocar tudo no sitio? Eu detesto…


Quem, à, hora de sair de casa, para o trabalho, já com tudo pronto e se esquece de pôr a máquina da roupa a lavar? Pois…acontece-me muitas vezes…
Então, porque não, de vez em quando, marimbarmo-nos para a louça, para a roupa, para tudo isso e…simplesmente…sermos felizes?


Sentar no sofá a ver o nosso filme ou série preferido, ou escrevendo no portátil, tal como fiz, ao escrever e partilhar os meus pensamentos no blogue.


Hoje, até me esqueci do telemóvel e já ia a meio do caminho para o trabalho e como não vi o sinal de ligação do Bluetooth ao sistema do carro, lá venho eu para trás, buscar o dito cujo…
Há que me marimbar mais…e ser feliz!!!
E, depois ir descontrair até um local fantástico, que bem mereço!!!


Marimbemo-nos e…OUSEMOS SER FELIZES!!!

18 março 2018

UMA LIÇÃO DE VIDA


Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…
 - Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:
1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
3- Curta coisas simples.
4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
De tanto rir …
De surpresa …
De êxtase …
De felicidade!
Simples assim!!!

Autor desconhecido

05 fevereiro 2018

Chegou ao meio da vida...


"Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar.
Não sabia explicar.
Não era cansaço, nem estava perdida.
Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos.
Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida.
Estava olhando para si mesma e nem notou.
Ali, naquele instante estava recebendo um presente.
Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo.
Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos?
Ela não. Não mais. Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa.
Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez.
Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor.
E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.
A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente.
Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo.
Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais.
Sonha pelo simples exercício de sonhar.
Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida.
Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo.
Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais.
Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar.
Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora.
Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

 - Diego Engenho Novo

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...