30 dezembro 2006

Feliz Ano Novo

Faço minhas, as palavras deste poema, recebido por email.
E, desejo a todos um Feliz Ano Novo, pleno de Sonhos, Sorrisos, Abraços, Paz, Harmonia e muito Amor.


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já ri quando não podia,
fiz amigos eternos, amei e fui amada,
mas também já fui rejeitada,
fui amada e não amei.

Já gritei e saltei de felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
desiludi-me muitas vezes!

Já chorei a ouvir música e a ver fotografias,
já telefonei só para ouvir uma voz,
já me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de saudades
já tive medo de perder alguém especial
(e perdi...)!

Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida...

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante"

(desconheço a autoria)

27 dezembro 2006

A melhor prenda de Natal

Em 1994, dois americanos responderam a um convite do Departamento de Educação da Rússia, para ensinar Educação Moral nas escolas públicas. Foram convidados a ensinar em prisões, quartéis dos bombeiros e também num grande orfanato. Nesse orfanato havia perto de 100 meninos e meninas que tinham sido abandonados, maltratados e deixados ao cuidado do governo. São os dois americanos que nos contam a história.

Aproximavam-se os dias do Natal, tempo que os nossos órfãos escutassem, pela primeira vez, a história do Natal. Contámos-lhes como Maria e José chegaram a Belém. Não encontraram nenhum sítio que os acolhesse e foram recolher-se num estábulo, onde nasceu o menino Jesus que foi depois posto numa manjedoura.

Enquanto contámos a história, os meninos e os funcionários do orfanato estavam muito atentos enquanto escutavam. Quando terminámos a história demos a cada menino três pedaços de cartolina para construírem um presépio. Seguindo as instruções os meninos construíram a casinha do presépio com muito cuidado. E com alguma roupa já usada e muito talento lá fizeram as imagens.
Os orfãozinhos estavam ocupados na construção do presépio enquanto eu ia caminhando pelo meio da sala para ver se alguém precisava de ajuda.

Parecia que estava tudo bem até que cheguei a uma mesa onde estava sentado o pequeno Misha. Devia ter uns seis anitos e já tinha terminado o seu projecto. Quando olhei para o presépio deste menino fiquei surpreendido porque em vez de um menino Jesus havia dois. Chamei o tradutor para que lhe perguntasse porque é que havia dois bebés no presépio. Cruzando os braços e olhando para o seu presépio já terminado, começou a repetir a história muito seriamente.
Para um menino tão pequeno que só tinha escutado a história do Natal uma vez, contou a história com exactidão… até chegar à parte onde Maria coloca o Menino Jesus na manjedoura. Então o Misha começou a acrescentar.

Inventou o seu próprio fim da história, " e quando Maria colocou o bebé na manjedoura, Jesus olhou para mim e perguntou-me se eu tinha um lugar para ir. Eu disse-lhe: não tenho mãe nem tenho pai, por isso não tenho com quem ficar. Então Jesus disse que eu podia ficar com ele. Mas eu disse-lhe que não podia porque não tinha um presente para lhe oferecer como tinham feito as outras pessoas que o tinham vindo visitar. Mas tinha tanta vontade de ficar com Jesus que comecei a pensar no presente que lhe podia dar. Pensei que se o conseguisse manter quente naquela noite tão fria seria um bom presente.
Perguntei-lhe a Jesus: se eu te mantiver quente durante esta noite tão fria, isso seria um bom presente? E Jesus disse-me: esse era o melhor presente que me podiam dar. Por isso eu também me meti na casinha do presépio e Jesus olhou para mim e disse-me que podia ficar com Ele… para sempre. "

Quando o pequeno Misha estava a terminar a história começou a chorar. Inclinou-se em cima da mesa e começou a chorar e a soluçar. O pequeno órfão tinha encontrado alguém que nunca o abandonaria, que estaria sempre com ele. Para sempre. Graças ao Misha aprendi que aquilo que importa não é as coisas que temos na vida mas sim as pessoas. Não acredito que o que se passou com Misha fosse imaginação. Acredito que Jesus o convidou mesmo a estar com ele para sempre. Jesus faz esse convite a todas as pessoas, mas para o escutar é preciso ter um coração de criança.

(recebido por email)

22 dezembro 2006

Feliz Natal

Feliz Natal

Que cada um de vocês tenha um Feliz Natal, com muita Paz e Amor.

Que em 2007 a Esperança se renove e que a Paz e o Amor se façam sempre presentes em vossas vidas.

Que as dificuldades possam ser vistas como oportunidades de crescimento pessoal e profissional e que o aprendizado nos torne pessoas cada vez melhores.

"Quero ver você não chorar,
Não olhar para trás,
Nem se arrepender do que faz.
Quero ver o amor vencer
Mas se a dor nascer,
Você resistir e sorrir.
Se você pode ser assim,
Tão enorme assim eu vou crer
Que o Natal existe
E ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor.
Bom Natal, um Feliz Natal,
muito amor e paz pra você,
pra você."


17 dezembro 2006

Jantar de Natal

Quando o ambiente no local de trabalho é de respeito mútuo, de entendimento, de partilha, acontecem momentos como este, o jantar de Natal do jardim de infância onde trabalho.
Naquela noite, não há educadoras, auxiliares, tarefeiras, animador, há gente que está unida pela Amizade, pelo Respeito e claro, pelo espirito natalicio.
Assim sendo, fomos até à Fábrica dos Sabores, um simpático e acolhedor restaurante, na Quinta da Lousa, no Suzão/Valongo, onde nos deliciamos com um bacalhau à Fábrica, de comer e chorar por mais, regado com um excelente vinho e um ainda melhor convivio, onde não podia faltar a troca de prendas.

Estamos ou não animados? Claro que a fotografa de serviço (eu, claro está), esqueceu-se de ligar o flash da máquina e as fotos não sairam lá essas coisas, mas conta a intenção, não acham?


Experimentem este sabor único de um grupo de trabalho que, unido nos mesmos objectivos, consegue ser mais que escola, e é algo bonito de se ver. eu não apareço nas fotos, que iria estragar este bonito quadro natalicio, e alguém tinha que pegar na máquina e disparar, para mais tarde se recordar.

10 dezembro 2006

Desafio...

Começarei meu desafio por um tour por Lisboa, pois como sabem, estive lá este fim de semana.
Revisitar a capital, nesta altura do ano foi algo agradável, pois estava cheia de turistas (essencialmente espanhóis), mas também ingleses, e claro...imensos portugueses, eu incluida. Mas (aqui que ninguém nos ouve) onde quer que entrasse...só me falavam em espanhol ou inglês...tal era a invasão.
Lisboa de dia, e seus monumentos imponentes...vá lá...até são bonitos de se ver e afinal é a capital do nosso país.







E...agora, os mesmos locais, mas cheirando a Natal...iluminados, bonitos. Não acham o Rossio belissimo com esta iluminação natalicia?



Ou então a monumental àrvore de Natal?





Ou ainda a Rua Augusta, festiva, angelical?



Bom, tours lisboetas à parte...aqui está a escritora, à sua chegada à FIL e à exposição Natalis...com muito frio e vento, mas com o sol a dar-lhe um sorriso de boas vindas.



E, aqui, na sua mesa de autografos, esperando os leitores...



E, é aqui que vos lanço o desafio, aliás, ideia expressa aqui, pelo Agostinho, no seu comentário ao post anterior, apoiemos os autores portugueses, apostemos nos novos talentos, e não apenas nos nomes sonantes e conhecidos, e ofereçamos um livro neste Natal.
Não é só a nova autora que vos lança o desafio, é também a educadora, a mulher, alguém que vê os novos autores esquecidos, sem apoios, sem divulgação e que vê um país que não sabe cultivar o hábito da leitura e...é de pequeno que se começa.
Contam histórias aos vossos filhos? Compram-lhes livros?
Pois é...então façam a diferença este Natal...comprem um livro, leiam os novos talentos, comprem os seus livros, divulguem a sua escrita...
Quem aceita o desafio?
Quem se atreve a ser diferente?
Quem vai oferecer um livro este Natal?
Eu apostei em 2 novos autores, e comprei seus livros...pois não estive aqui, somente para divulgar a minha escrita, o meu livro, dei o exemplo e comprei 2 livros...já fiz a minha parte e dei inicio a este desafio.
Quem se segue?

angelis

05 dezembro 2006

Sessão de autógrafos

Irei estar presente, no próximo dia 09 de Dezembro, na FIL, entre as 15h e as 16h, numa sessão de autógrafos do meu livro, onde a IRanimA (empresa de organização, coordenação e divulgação de eventos e projectos culturais, literários e desportivos que tem como princípios fundamentais de organização a dinâmica, a ousadia e a sensatez…) terá a sua Livraria Ambulante na FIL/NATALIS - Parque das Nações ente os dias 2 e 10 de Dezembro, num de dois stands da "Associação Nós". Um dos Stands terá como finalidade a divulgação dos trabalhos da Associação e o outro será cedido à IRanimA para a realização da sua Livraria Ambulante em que 10% das vendas reverterão a favor da "Associação Nós".

Espreitem o site da IRanimA e saibam mais sobre esta associação e sobre os seus projectos, os novos autores que apoiam e divulgam e também sobre a NATALIS.
Temos tão pouca gente a apoiar os novos autores (sou suspeita, porque me incluo nessa categoria), que todas as iniciativas de divulgação e apoio são bem vindas, assim como o apoio que dão a associações como a "Associação Nós".
Participem, visitem, comprem um livro...afinal o Natal está à porta e porque não comprar livros de presente?

03 dezembro 2006

O único defeito da Mulher

O único defeito da Mulher
(foto de Pedro Costa Pereira)

Texto de Sérgio Gonçalves, redactor da Loducca, publicado no jornal da agência.

"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.

Não sei se hoje isso ainda acontece. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízos.

Mas era assim que a coisa acontecia naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto a observar a paisagem.

Bem, depressa verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatómicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no lado masculino imperava o embate das comparações e disputas. "O meu carro é mais potente, a minha televisão é mais moderna, o meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, a minha equipe de futebol é mais forte, eu dou 3 por noite" e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no lado oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir.
Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimónia que me deliciava.
Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como mexerico. Discordo.


Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, as mulheres já chegam com quase metade da lição estudada.

Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca às casinhas e aprende a pôr um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha a quem chama filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma ideia muito clara do que vem a ser isso. Noutras palavras, ela já nasce a saber. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade a brincar aos directores? Já ouviu falar de algum garoto fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do IRS?
Não, nunca viram e nem hão-de ver. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.

Aí reside a maior diferença. O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia e competição.
Então a fuga acompanha-os o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos.
Falo sem o menor pudor.
Sou assim.
Todos os homens são assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui ver a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque todas as mulheres são lindas. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm a sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones da futilidade, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingénuas, mas por acreditarem.

Porque todas as mulheres acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal.
E esse é o seu único defeito."

(texto recebido por email)
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