12 agosto 2016

A cidade onde moro…

(imagem retirada do Google)

Não moro nesta cidade (Alfena) porque gosto, ou porque sempre quis aqui viver, moro aqui e vivo aqui pelas circunstâncias da VIDA, que para este artigo não interessam nada.
Confesso que, esta cidade me intriga bastante, pois, mesmo no local onde resido, existe um eco ponto (fantástico, dirão) que muitos utilizam para separação de lixos (óptimo, nada a contrapor) e outros tantos, aproveitam para colocar os mais diversos despejos, desde tanques de cimento, sofás velhos, lixos de obras, etc, etc.
Existe também um moloque (penso que é assim que se chama o contentor redondo e grande de lixo doméstico) junto do eco ponto e estas 2 coisas juntas, geram uma lixeira incrível. O contentor de lixo domestico é despejado diariamente, quanto ao eco ponto e aos lixos adjacentes a conversa é outra e não sei de quem é a responsabilidade, só sei que a sujeira se mantém meses a fio, mesmo quando o eco ponto é despejado, os outros lixos mantém-se.
Na época de férias escolares, pois á minha beira tenho a EB 2 3 de Alfena, não vejo um único varredor da Junta de Freguesia e as ruas acumulam lixo e sujeira, para não falar dos terrenos baldios com vegetação seca e a monte. Afinal, nas férias escolares, os papás dos meninos não vêem as ruas sujas, já que não há aulas.
No geral, é uma cidade rural, mas poderia ser uma cidade limpa e mais bem cuidada e não é pelo facto de a rua por detrás do prédio onde moro não ter saída, que deve estar suja, com lixo e cheia de ervas, os terrenos cheios de mato seco, o eco ponto cheio de lixo e a rua principal, onde tem a escola, só ser varrida (e mal) em altura de aulas.
A quem pedir responsabilidades? Moro cá há pouco tempo e parece-me que, quem vive cá há mais tempo, ou mesmo quem é de cá não quer saber…vou fazer eu o quê?
É um simples desabafo…e estou com sorte de o mato ressequido, dos terrenos baldios aqui á beira de casa, não terem pegado fogo, aí queria ver o pessoal daqui a mexer o traseiro…queria mesmo…

08 agosto 2016

Quando os papéis se invertem…


Nós, filhos, estamos habituados a ver-nos, eternamente, como crianças que precisamos que cuidem de nós. E claro que quem melhor para cuidar e tratar de nós que os nossos Pais?
Estamos habituados a que sejam eles que nos levem ao médico, que sejam eles que nos levem ao hospital quando estamos doentes, que cuidem e tratem da gente/filhos e sabe tão bem, não é verdade? Mesmo reclamando, quando não fazem o nosso prato predilecto, ou aquela sobremesa que faziam quando éramos crianças, é bom termos os nossos Pais a cuidarem de nós e eu que o diga, pois foram eles que trataram e cuidaram de mim quando fiz os tratamentos do cancro da mama.
Agora, quando os papeis se invertem e são eles a precisarem de nós? Como nos sentimos?
 Confesso que, mesmo estando, minimamente, preparada para tal, é sempre um choque, quando nossos Pais chegam a nossa casa debilitados, a precisarem fazer exames médicos e termos que ser nós, filhos a marcar os exames, a termos que ser nós, filhos, a termos que ir, com eles ao hospital, em breve, muito breve, fazer os exames e esperar que não seja nada grave.
Entretanto, olhamos para eles, com “olhos de ver” e, pela 1ª vez (se calhar, não será a 1ª vez) reparamos que estão idosos, perderam as forças, e precisam dos filhos.
E, aí, os papéis invertem-se e nós, filhos, estamos preparados para sermos Pais dos nossos Pais?! Penso que nenhum filho está preparado para essa troca, mas ela é feita, mesmo não estando preparados, pois é a Lei da VIDA e seríamos filhos muito ingratos se, na hora em que nossos Pais mais precisam de nós, os abandonássemos, e não cuidássemos deles com o mesmo Amor e Carinho com que eles cuidaram de nós a VIDA toda.
Mas, convenhamos…não estamos preparados para essa inversão de papéis!!!
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