Espreitem o Pé de Vento [23/Março/04] sem medo ou sustos, pois é apenas uma leve brisa que sopra do coração.
11 junho 2023
05 janeiro 2023
Como enfrentar a difícil tarefa de sermos pais dos nossos pais
Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por
seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores.
Durante
nossas vidas, somos ensinados a cuidar de nós mesmos e posteriormente de nossos
filhos, quando estamos preparados para constituir nossas próprias famílias. No
entanto, nunca nos preparam para cuidar das pessoas que nos deram a vida em sua
velhice, momento em que mais precisarão de nós.
Não é fácil
testemunhar as principais pessoas de nossas vidas, aquelas que nos ofereceram
amor, cuidado, conselhos, exemplos perdendo para o tempo. Dói nossa alma
presenciar os braços que nos confortaram por tanto tempo fraquejando, os
olhares protetores e firmes se tornando mais apagados, esquecidos. As vozes,
que nos transmitiam tanta segurança e confiança, tornando-se mais baixa.
Assim
como nós, nossos pais crescem, e nunca estamos preparados para isso.
Quando
nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos
responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores.
A vida é cheia de reviravoltas, e essa é uma das mais importantes. Os nossos
heróis se tornam nossos protegidos, e assim emerge uma das maiores
responsabilidades que deveremos assumir.
Ao presenciarmos
os últimos momentos de nossos amados pais, somos confrontados com nossa própria
finitude.
Quando esse
momento tão doloroso de nossas vidas chega, independentemente de como tenha
sido o nosso relacionamento com nossos pais, existem 3 maneiras principais de
encarar a situação:
- Entrar em um estado de negação, não aceitando que
um momento muito triste e doloroso está para acontecer;
- Deixar de lado nossa vida pessoal e nos
dedicarmos totalmente aos nossos pais;
- Tentar manter um equilíbrio entre a dor (sentimento
de perda) e a presença na vida dos pais, fazendo o seu melhor para tornar
os seus últimos momentos memoráveis.
Quando o
relacionamento com os pais não é fácil
Nem todos nós temos relacionamentos
saudáveis com nossos pais, podemos ter sofrido muito com suas atitudes e com
isso criamos um certo afastamento. Para essas pessoas, costuma ser muito
difícil saber lidar com essa situação. Elas não sabem como devem fazer para se
relacionarem com seus pais ou se realmente querem isso.
A falta de amor e carinho dos pais é
algo que afeta todas as áreas da vida de uma pessoa. E nem todo mundo está
disposto a deixar isso para trás. Mesmo sabendo disso, é essencial fazermos o
nosso melhor para resolver os conflitos enquanto ainda temos a oportunidade. É
impossível se resolver com mortos e ninguém gosta de sentir culpa.
Para
fazermos o melhor para nossos pais, precisamos seguir algumas diretrizes:
- Paciência. Nesse momento, precisamos retribuir
tudo o que nossos pais fizeram por nós quando éramos pequenos. Tenha calma
quando ele demorar para se arrumar, para quando esquecer algo ou não saber
executar tarefas simples com a mesma precisão. Não é fácil, assim como não
foi fácil para eles.
- É importante encontrar soluções criativas e
saudáveis para lidar com essa nova situação de vida. Converse muito, faça
perguntas, compartilhe conhecimento, tudo o que ajudar a deixar a situação
mais leve.
- Identificar e diferenciar suas emoções. Dessa
maneira, terá mais recursos para lidar com esses sentimentos de forma
saudável.
A
despedida dos pais é um momento doloroso, mas nós temos o privilégio, a
oportunidade de dividir com eles os últimos momentos de suas vidas. Façamos o
nosso melhor por eles e por nós mesmos!
(fonte https://osegredo.com.br/como-enfrentar-a-dificil-tarefa-de-sermos-pais-dos-nossos-pais/)
23 novembro 2021
Carta...
Carta de uma idosa trancada em um lar de idosos.
Esta carta representa o balanço da minha vida.
Tenho 82 anos, 4 filhos, 11 netos, 2 bisnetos e um quarto
de 12 metros quadrados.
Eu não tenho mais casa e nem minhas coisas amadas, mas eu
tenho quem arrumar meu quarto, me faça comer e me faça cama, me controla a
pressão e me pesa.
Não tenho mais risadas dos meus netos, não posso mais
vê-los crescer, abraçar e brigar; alguns deles me visitam a cada 15 dias;
outros a cada três ou quatro meses; outros, nunca.
Eu não faço mais nuggets ou ovos recheados e nem rolos de
carne moída nem ponto cruz. Ainda tenho passatempo para fazer e o sudoku que me
entretém um pouco ".
Não sei quanto tempo me resta, mas preciso me acostumar
com essa solidão; faço terapia ocupacional e ajuda no que posso quem está pior
do que eu, embora não queira me apegar muito: eles desaparecem frequentemente.
Dizem que a vida é cada vez mais longa. Por quê? Quando estou sozinha, posso
olhar para fotos da minha família e algumas memórias que trouxe de casa. E isso
é tudo.
Espero que as próximas gerações entendam que a família se
constrói para ter um amanhã (com os filhos) e retribuir aos nossos pais com o
tempo que nos presentearam para nos criar.
Autor desconhecido.
14 setembro 2021
Vida de Aposentada
Há quem diga que quando nos aposentamos (reformamos) a
nossa vida melhora, vamos, finalmente, viver aquilo que não vivemos enquanto
trabalhamos, vamos, finalmente, fazer aquela viagem que adiamos para quando nos
reformarmos, realizar aqueles projetos que adiamos, enfim…
Que ilusão, digo eu, por experiência própria, que me
encontro reformada, há 2 meses e…nada.
Aposentei-me voluntariamente, porque, para além de não
conseguir dar mais de mim ao Ensino Público, tenho uma mãe idosa ao meu
cuidado, então, sonhos, viagens e projetos, ficaram em standby, aguardando dias
melhores, porque, em primeiro lugar e para além de tudo, está quem precisa de
mim…minha mãe, que só me tem a mim.
E…convenhamos, nunca estamos preparados para sermos mães de
nossas mães.
Já é complicado aposentarmo-nos antes do tempo, porque
trabalhar em Monodocência, nunca foi valorizado pelo Ministério da Educação e
pelos nossos pares dos outros graus de ensino. Ser uma doente oncológica que
trabalhava e dava o seu melhor pelas crianças, mesmo não conseguindo fazer
muita coisa, pelas crianças fazia tudo e vê-las sorrir era o meu melhor prémio,
mesmo com dores e indisposições diárias.
Sinto saudades dos abraços e dos sorrisos das crianças, mas
não me arrependo de me ter aposentado, porque dei sempre o meu melhor, mesmo
quando não podia.
Hoje, aposentada, sou mãe de minha mãe e por ela, dou o meu
melhor todos os dias.
Sonhos e projetos???
Quem sabe? Um dia…
angelis
05 maio 2021
Declaração de amor
Moncorvo, 3 de Abril de 1956
Branquinha
Decerto que ao abrir esta carta, ficará admirada ao
verificar, por quem ela é escrita, mas o caso é que não posso esconder por mais
tempo, o que o meu coração desde há muito ambiciona.
Só longe de si, é que avalio o grande amor que lhe tenho, e
como não podia deixar para mais tarde, o que já há muito sinto por si, formulei
esta hoje, desejando que, a resposta venha de encontro aos meus desejos.
Bem sei que ao ler esta carta dirá, este rapaz não terá
juízo, o caso não é para menos, pois que dirá logo namora com outra e vem
declarar o seu amor por mim.
Mas não, o que sinto por si, já não é de hoje, talvez por
acanhamento nunca lhe disse, julgo que, deve ter notado, já quando estava no
Fortunato, mesmo pelos meus colegas, já sabia o que eu sentia.
Nunca lhe o quis dizer que a amava, para que não julgasse
que era brincadeira.
Mas a brincadeira tomou proporções de tal ordem, que hoje,
dentro do meu coração não cabe outro amor, que não seja aquele que sinto por
si.
Talvez diga para si, o mesmo já disse a outras, comigo não
levas a melhor.
Mas não Branquinha, sabe muito bem, que com as outras era
uma brincadeira, o que consigo não será, pois que já tenho idade para pensar na
vida a sério, e o que procuro é uma mulher que me compreenda e seja para mim a
futura mãe dos meus filhos.
Nada mais ambicioso nesta vida, pois é para o que todos os
nós homens lutamos, construir um lar.
Não quero deixar de não falar no namoro que tive, para que
não julgue que ainda namoro com ela, no domingo de Páscoa ficou acabado entre
nós, pois que já eram horas de terminar com um namoro, de onde não podia tirar
proveito, visto que não reunia o ideal, que para mim representaria no futuro.
Espero que não leve a mal esta minha ousadia, aguardo pois
correspondência sua, para a direção que abaixo menciono, onde me devo encontrar
sábado.
Se não me julgar merecedor do seu amor, peço-lhe que queime
esta, no entanto, conto na mesma com a sua amizade.
Aguardando a sua resposta com a maior ansiedade, assino-me
Jorge
PS: esta carta foi escrita pelo meu Pai á minha Mãe e estiveram casados 58 anos, até o meu Pai falecer. Já não há amores assim.
13 novembro 2016
Estás de partida…
Estás de partida e eu gostaria de te dizer tanta coisa, de parar o tempo, de ter um tempo e espaço só nosso em que pudesse abraçar-te e pudesses descansar dessa VIDA desgastada.
Estás de partida e eu não sei como me despedir, como te deixar partir, como preencher esse vazio que vai ficar depois de partires.
Sei quem és, como viveste, reconheço teus defeitos e valorizo tuas qualidades.
Fizeste de mim a Pessoa e Mulher que sou hoje, e não to disse vezes suficientes, mas tu sabes disso. Estás de partida para a tua condição Ser Espiritual, liberto da carne e dos grilhões que te prendem a este Mundo, no entanto a Saudade já se faz sentir e ainda cá estás.
Estás de partida e tudo farei, enquanto cá estiveres, para te sentires bem, feliz e reconfortado.
E, quando partires, sentir-me-ei feliz por regressares á Pátria Espiritual e sei que um dia te verei novamente.
Estás de partida e celebrarei, todos os dias a tua VIDA e a oportunidade de contigo poder caminhar esta, e quem sabe, as próximas VIDAS.
09 novembro 2016
Viver com cancro
05 novembro 2015
E vão 2…
Neste dia, 5 de Novembro de 2013, a esta hora, aguardava, no Hospital de S. João, pela minha vez, para ir para o bloco operatório, para fazer uma mastectomia á mama direita e assim remover os tumores malignos.
Sempre encarei com optimismo, esperança e fé todo este processo e dizia a brincar (o tempo todo que estive internada), que estava lá para fazer uma cura de sono e tratar da minha beleza, pois passava a maior parte do tempo a dormir.
Acho que nunca dormi tanto na minha VIDA, como nos dias em que estive internada.
Não tinha dores, mau estar, ou outra coisa qualquer, sempre estive bem disposta e como tal, era um processo que tinha que passar para curar o cancro e salvar a minha VIDA.
Apesar de ainda não poder dizer que estou curada, posso dizer que sou uma sobrevivente e acredito que nada, na nossa VIDA, acontece por acaso e a forma como encaramos o que nos acontece, determina, em grande parte o resultado das coisas.
Sempre acreditei nos tratamentos, nos médicos e em mim, e acima de tudo, no poder da Fé e em Deus e cá estarei, por muitos e bons anos, se continuar a acreditar que tal é possível e me esforçar por ter um pensamento positivo.
E que venham mais anos bons, alegres, com saúde, Amigos e que a VIDA nos surpreenda sempre com o que ela tem de melhor.
E…OUSEMOS SER FELIZES!!!
22 novembro 2012
O menino que Gaspar não conhece
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Supermercado do centro
comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe,
acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez:
leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.
Quando chega ao fim, a
empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para
o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho
70 euros.
Começa a pôr de lado vários
produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não.
Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este
pacote de bolachas também fica.
Aí o menino agarra na manga
do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que
eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás
dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de
lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.
O momento embaraçoso é
quebrado pela senhora atrás da jovem mãe. Quanto são as bolachas, pergunta à
empregada da caixa. Ponha na minha conta. O menino sorriu. Mas foi um sorriso
muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais envergonhada. A pobreza de
quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de vergonha e pudor os que a
sofrem.
Tenho a certeza que o
ministro Vítor Gaspar não conhece este menino, o que seria obviamente muito
improvável. Mas desconfio que o ministro Vítor Gaspar não conhece nenhuns
meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou se conhece considera que
esse é o preço a pagar pelo famoso ajustamento. É isso que é muito
preocupante.
(Nem me atrevo a fazer qualquer comentário ao que o autor escreveu. E assim vai este país...) |
13 abril 2009
Tempo limite!!!

Luisa estava preocupada, e o seu olhar distante não passou despercebido ao seu marido.
Afinal, 20 anos juntos, é uma vida, é um percurso longo, nem sempre fácil, nem sempre feliz. Mas, apesar disso, consideravam-se um casal realizado, com 2 filhos lindos.
Pedro, com carinho, aproxima-se de Luisa, e pergunta: - que se passa querida? Estás com um ar tão preocupado!
Ela repara, então, que, sem querer, deixou transparecer algo que não queria e, apressadamente, responde: - está tudo bem, são apenas preocupações do trabalho, nada mais.
Bom, tenho que esconder melhor o que se passa – pensou Luisa consigo mesma. E, dirige-se para a cozinha para tratar do jantar.
Nessa noite, Luisa tem um sono perturbado, agitado e as palavras do médico não lhe saem da cabeça.
- Minha senhora, lamento informá-la, mas os exames são conclusivos, tem cancro e tem pouco mais de 3 meses de vida.
Palavras fatidicas que ecoam na sua cabeça. E agora? Como dizer à familia que o tempo dela se esgotou? Tantos projectos, tantos sonhos ainda por realizar e tudo se desmorona.
Acordou alagada em suor, mas, tinha tomado uma decisão. Se eram, somente, 3 meses que lhe restavam, iria aproveitá-los ao máximo, viver nesse tempo o que lhe faltava viver e concretizar, estar com a familia, os amigos e sonhar, continuar a sonhar.
Iria contar à familia o que passava com ela e pedir-lhes que a acompanhassem nesse tempo como ela desejava e assim, seriam essas lembranças que lhes deixaria, com um sorriso de esperança e amor.
Se iria ser fácil? Nem por sombras, mas, seria isso ou deixar-se abater pela doença e pelo tempo que ainda lhe restava.
Conheci a Luisa nessa altura e, se não soubesse o que se passava com ela, diria que era a mulher mais realizada e feliz, com uma vida plena pela frente.
Foi, e será um exemplo de coragem e determinação e, só posso dizer que a atitude dela perante a vida me marcou profundamente,
Todos podemos ter 2 atitudes perante as adversidades da vida…deixarmo-nos vencer por elas e baixarmos os braços, ou…lutarmos até ao último fôlego, com um sorriso de esperança.
Afinal a vida é o que fizermos dela, com as nossas atitudes, nossas decisões, sem esquecermos que…”A Vida também se diz e faz…!!!” e está nas nossas mãos fazer com que ela seja sorridente.
Até já…e…OUSEM SER FELIZES!!! (nem que seja por um breve momento, vale sempre a pena)
28 outubro 2007
Recordações

Porque será que, quando vamos mexer no baú das recordações, só trazemos as tristes, as menos boas, aquelas que nos magoaram mais?
Será que o ser humano não consegue reter as lembranças boas, as lembranças que o fizeram feliz, nem que fosse por um segundo apenas?
Hoje, ao arrumar o baú das minhas recordações, lembrei-me de ti!!!
Um doce calor, invadiu meu coração, ao recordar a primeira vez que falamos, o primeiro beijo, os momentos doces que partilhamos.
Lembrado?
Ou já passou assim tanto tempo, que já te esqueceste?
A verdade é que já lá vão muitos anos. Quantos…? Muitos…pois éramos jovens, muito jovens e a vida sorria-nos. Éramos livres, alegres e tínhamos o futuro pela frente.
Um dia, disse-te adeus. Recordado porquê?
Claro que sim. Nunca esquecemos, quando alguém se despede de nós. Quando alguém decide sair da nossa vida. E eu, naquele dia longínquo (não me recordo se era Verão ou Inverno, apenas que passou muito tempo), parti. Deixei-te para trás, segui o meu caminho, sem ti.
Sofri, chorei, esfarrapei a alma, mas segui sem ti.
Que é feito de ti? Onde estás? Que caminhos trilhaste desde então?
Hoje, lembrei-me de ti. Senti a tua presença, o cheiro do vinho do Porto que adorávamos beber, a melodia da tua voz nas minhas lembranças mais doces, de um passado que é isso mesmo…passado!!!
É engraçado como me lembro das coisas boas que partilhamos, e, ao mexer no meu baú, decidi deitar ao lixo o que nos magoou, o que nos fez seguir caminhos diferentes.
Será que tudo seria diferente se eu não tivesse partido?
Não sei, e não interessa, pois não se pode mudar o passado e não me arrependo de nada.
Apenas escrevo pensamentos soltos, lembranças vividas, amores passados.
Trilho meu caminho sem constrangimentos, estou onde quero e como quero.
E tu? Será que te lembras de mim, que me guardaste no teu baú das lembranças?
Afinal o passado é o passado e o presente é o que se vive e constrói a cada dia.
Recordações, quem as não tem?
angelis
10 junho 2007
Nas sombras...

(foto de Luis Mendonça)
Maria Alice vivia atormentada pelas sombras do seu passado, nem sempre claro, nem sempre correcto.
Agora que tinha conseguido estabilizar sua vida profissional e pessoal, os fantasmas do passado batiam-lhe à porta, com uma violência inusitada.
Que fazer?
Que caminho escolher?
Dizer a verdade? Mas a verdade magoava, destroçada, despedaçava.
Torturada por esses pensamentos obscuros, vivia seus dias, respirava no limbo, abraçada pelas sombras tortuosas, implacáveis que lhe sufocavam o coração e a mente.
Lembrava um longínquo dia, na sua adolescência, em que, não aguentando mais as dores do parto, deixou de lutar contra elas e deu à luz Vitória, uma menina rechonchuda e rosada.
Vendo-se a braços com um bebé, teve que tomar a decisão mais difícil da sua vida. Entregar sua menina para adopção. Mas, já que a carregara 9 meses no ventre, e que não podia criá-la (afinal era uma criança ainda, que completara 15 anos, há poucos dias), o justo seria entregá-la a quem pudesse criá-la e dar-lhe um futuro que ela não podia dar.
Porquê agora?
Porque voltava o passado?
Porque tinha que cruzar o seu caminho com António? E ele ter uma filha chamada Vitória?
Ironias do destino? Partidas sem graça da vida?
Ali, à mesa do restaurante, frente a frente com António e Vitória, o que fazer?
Como acabar esta trama?
Este é o desafio que vos lanço.
O final será decidido por vocês, meus fiéis leitores. Aceitam?
É uma história verídica ou fruto da minha imaginação?
Não se esqueçam que trabalho com crianças e como tal…aqui tudo pode ser verdadeiro ou não.
Comentem, digam de vossa justiça e o final será aquele que for mais inesperado, mais incrível e se aproxime mais da verdade…ou se distancie dela.
angelis
Decisões
Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...
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Quando nos escolhemos, conseguimos SER, VER, SENTIR e o Mundo á nossa volta torna-se mais leve, mais tolerável e a caminhada menos pesada. ...
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(imagem retirada da net) Talvez um dia fale de tudo o que me vai na alma, o que me me cansa física e mentalmente, o que me desgasta o espiri...
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Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...


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