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15 julho 2019

Tenho cancro, e depois?


Tenho cancro, foi-me diagnosticado há 6 anos. Fiz quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia, após ter feito mastectomia da mama direita.
Tenho cancro e depois?
Não há limites de anos para haverem recidivas, assim como não ficamos curadas após os tratamentos, pois nenhum tratamento mata a célula mãe, responsável pelo cancro. Ela pode ficar adormecida o resto da nossa vida ou não.
Cada caso é um caso e cada pessoa é única na resposta aos tratamentos e á postura que tem perante a notícia de que é portadora de cancro.
Tenho cancro e depois?
Não deixo de viver a minha vida, pois sei que serei uma doente oncológica até morrer, por isso, procuro viver os meus dias o melhor possível.
Se sofri quando fiz os tratamentos? Claro que sim, mas pior que o meu sofrimento, foi ver quem eu amava, sofrer mais do que eu, porque a minha dor era física, mas a deles era na alma e essa era pior que a minha.
Tenho cancro e depois?
A vida, depois do cancro, é mais saborosa, tem mais cor, aprende-se a valorizar a pequenas coisas que dão cor e cheiro á vida. Um café com os amigos, um jantar com a família, um passeio á beira mar...coisas pequenas, mas que tornam nossos dias mais coloridos.
Tenho cancro e depois?
Sou uma mulher feliz, serena em paz, sorrio mais, amo mais e vivo mais.

angelis

04 fevereiro 2015

Dia Mundial do Cancro


Eu acredito, porque sofri e sofro directamente os impactos da doença oncológica, mas é possível vencê-la. Um ano e alguns dias após a cirurgia que me removeu o cancro da mama, e após os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, acredito que é possível vencer o cancro e continuar a ACREDITAR e continuar a LUTAR 

03 janeiro 2015

Mais uma etapa...

Ontem, 6ª feira, pelas 11h, conclui mais uma etapa deste longo percurso, que tem sido e é a minha luta contra o cancro da mama.
Ontem retirei o cateter, por onde era administrada a quimioterapia.


O cateter estava localizado, conforme ilustra esta foto (não sou eu, como é lógico) que foi retirada da internet.


O mesmo, era idêntico a um destes, que a foto (retirada da internet) ilustra. Confesso que foi um alivio enorme, pois, para todos os efeitos, era um objecto estranho dentro do nosso corpo e como já não era preciso, a Oncologia deu autorização para ser removido.
Tenho que, fazer aqui, um elogio à Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Centro Hospitalar do S. João a funcionar em Valongo, pois para além das excelentes instalações que possui, o pessoal médico, enfermeiros e pessoal auxiliar são de uma simpatia e profissionalismo e dedicação fora de série.
 Fui muito bem tratada, com todo o cuidado, algo que só é habitual ver-se em hospitais privados (porque se paga e muito), e aqui num hospital público vi e senti na pele algo que nunca pensei ver...dedicação, simpatia, profissionalismo e excelentes instalações.
Parabéns a todos os profissionais que lá trabalham. O ano de 2015, para mim, começou da melhor forma e assim irá continuar...sempre positivo, pois depende de mim ser positiva, alegre e lutadora, sempre com Fé, Esperança.
E, irei sempre...OUSAR SER FELIZ!!!

09 novembro 2014

1 ano depois...


A esta hora (14h52m) há 1 ano atrás, aguardava, pacientemente, na minha cama do hospital, pela minha vez para ser operada a um cancro da mama.
Dormia, acordava, e deixava passar as horas, pois sabia que era a última paciente do dia.
Sabia o que me esperava...uma mastectomia total da mama direita, por isso, não valia a pena entrar em histerismos, revoltar-me ou sequer chorar.
No dia em soube que tinha cancro, entreguei minha VIDA nas mãos de Deus e segui em frente.
Claro que não vou dizer que este ano foi fácil, nada é fácil, quando se tem cancro, mas podemos viver o melhor possível e aproveitar os nossos dias e sorrir.
Passei pela quimioterapia (difícil), pela radioterapia (menos difícil), fisioterapia, para me ajudar a recuperar os movimentos do braço direito, mas acima de tudo, passei este ano com muito apoio da Família (meus Pais foram incansáveis) minha irmã, meus Amigos, e vivi momentos de Alegria e Partilha que me deram imensa força e muitos sorrisos de felicidade.
Adoptei a Anita, revisitei o Porto, fiz tantas coisas boas, que, a maior parte dos dias, até me esquecia que tinha cancro, que tenho cancro.
Hoje, faz 1 ano que fui operada, mas ainda não estou livre da doença, apenas dei muitos passos em frente no seu combate e sinto-me feliz por isso.
Ainda tenho o cateter, mas esse é o mal menor.
O que interessa é acreditarmos que somos capazes de VIVER com a doença e que somos capazes de a VENCER.
Um dia de cada vez com FÉ e ESPERANÇA.
E não deixemos de...OUSAR SER FELIZES!!!

01 outubro 2014

Descansa em Paz LILI


Hoje, sinto-me abalada com a partida da minha familiar Lili, pois não conseguiu vencer a sua luta contra o cancro da mama.
Foram anos de sofrimento, de luta, de perdas e conquistas e bastou uma única célula cancerígena escapar para onde não devia e o “monstro” alastrou-se para outras partes do corpo.
Mas, ela, como grande Mulher que era, foi à luta, acreditou que era possível vencer, até que o corpo cedeu e não aguentou mais.
Como lidamos com situações destas, quando nós próprios estamos na mesma luta?
Como lidamos com situações destas quando nós próprios conhecemos a pessoa que partiu, que lutou, quando sabemos que neste combate nada é garantido?
Sinto-me triste, não sou pela notícia, mas porque também passei parte do meu dia de hoje no hospital e, apesar de tudo estar a correr bem, fiquei com um enorme hematoma no braço esquerdo (da recolha de sangue para análise) esperei horas pela consulta de Oncologia e saber que uma Lutadora como a Lili, perdeu a batalha da VIDA, deixou-me sem forças.
Claro que não vou desistir de lutar, de ter Esperança e Fé, pois cada caso de cancro da mama é especial e único e tenho a certeza que amanhã ou quando esta tristeza passar, tudo ficará, novamente bem.
Para ti, LILI, a luta terminou, por isso, descansa em PAZ!

26 novembro 2013

Keep calm…

Manter a calma, pois estou a combater o cancro da mama, é palavra de ordem.
Será esta a minha bandeira, agora que sei quais as próximas batalhas, quais os próximos passos a dar.
Espera-me a quimioterapia, de seguida a radioterapia, mas, sinto-me feliz pois não preciso fazer o esvaziamento axilar, por isso, foi como me tivesse saído o euro milhões.
Difícil de acreditar?
Penso que sim, para quem não está na minha situação, mas um esvaziamento axilar, após a mastectomia, iria prejudicar a minha recuperação, iria ser sujeita a nova cirurgia e a minha mobilidade, do braço direito, iria ficar, para sempre, afectada.
Saiu ou não o euro milhões?
Tenho motivo ou não para estar feliz e optimista?
Manter o optimismo, o pensamento positivo e ver o lado bom da VIDA e do cancro é, como o código postal…meio caminho andado para a cura.
Claro que, ainda tenho que colocar o cateter para poder fazer a quimioterapia, mas isso, é feito em regime ambulatório e nada demais, comparado com uma nova intervenção cirúrgica.
Entretanto, VIVAMOS…
Dancemos…
Abracemos…
Distribuamos sorrisos…
Não nos inibamos de dizer: “amo-te”
E, NUNCA, mas NUNCA, nos esqueçamos de…OUSAR SER FELIZES!!!

 

23 novembro 2013

15 dias depois…

Shante posa sem a mama direita 
Foto: David Jay/The SCAR Project 

Fazer um balanço destes 15 dias após a cirurgia não é difícil.
Muitos/as perguntar-se-ão o porquê de não ser difícil, pois não fui fazer uma cirurgia estética, nem uma cirurgia simples, fui sim, fazer uma mastectomia total da mama direita, onde me removeram 3 tumores.
Mas, não é difícil fazer esse dito balanço, por algumas questões simples.
Tive sempre uma atitude positiva perante a cirurgia e perante a doença em geral (cancro da mama), fui operada por uma excelente equipa médica, fui muito bem tratada durante o internamento no Hospital de S. João, tanto pela equipa de enfermagem, passando pelas auxiliares e pela minha médica e depois no Centro da Mama, a equipa de enfermagem, é digna de uma palavra de agradecimento pelo seu profissionalismo e pela forma humana como nos tratam.
São enfermeiras, psicólogas, amigas, confidentes, são mães, companheiras, pacientes, com um humanismo, carinho e amor por todas as pacientes que é digno de homenagear, pois há poucos profissionais assim.
Limpam-nos as feridas do corpo e da alma, levantam-nos o ânimo, fazem-nos rir e dão-nos uma força fora de série.
Para essas profissionais fora de série (para ti AMIGA especial e única) o meu Bem Haja e continuem assim sempre, com essa força e animo para com todas as Mulheres que vos vão bater à porta da Sala de Enfermagem.
Já sem pontos e esperando pela consulta em que vou saber a próxima etapa desta luta, estou tranquila e em paz, recuperando, serenamente da cirurgia.
Acima de tudo e para além de tudo, Atitude positiva, Fé, Esperança e NUNCA desistir de mim, da VIDA é o caminho certo a percorrer.
Até lá…OUSO SER FELIZ!!!

16 novembro 2013

1º Round…

Pois é, o 1º round está ganho e 1 semana após a cirurgia, em que me removeram a mama direita e os tumores ai situados, posso afirmar que esta 1ª batalha está ganha.
Se é fácil?
Claro que não, temos uma mastectomia feita.
Esteticamente e fisicamente, estamos diferentes e se, para algumas (muitas) mulheres isso é sinonimo de falta de feminilidade, e não se sentem bem com o seu corpo (o que é perfeitamente natural e aceitável), para mim, é sinonimo de uma batalha ganha.
Estou fragilizada, tenho pontos e pouca mobilidade, afinal, só passou 1 semana desde que fiz a cirurgia, mas, o facto de me terem removido os tumores, é mais importante que não ter uma mama.
Continuo a ser eu mesma, a minha essência não mudou, a minha força de viver e lutar aumentou, e a Ângela de sempre está intacta por dentro e é por dentro que devemos permanecer intactas, e se possível, com forças acrescidas, porque elas vão ser precisas para os rounds seguintes.
Uma mastectomia não deve fragilizar-nos, pois não deixamos de ser MULHERES.
Uma mastectomia é sinonimo de luta contra o cancro da mama e ele tem cura e a cura passa por nós, pela positividade, pela força, pela fé e pela vontade de nos curarmos.
Mas, MULHERES, não se esqueçam da prevenção, pois a detenção do cancro a tempo é que leva a que se trate e cure.
PREVENIR…ESSENCIAL
NUNCA DESISTIR…FUNDAMENTAL
E, venham os rounds seguintes…que serão também e sempre…KO!!!

31 outubro 2012

Finito

(foto de Diego Marcatti)

Acabou…finito…ao fim de 3 longos e penosos anos, finalmente cheguei ao topo da montanha, cheguei ao objectivo principal e consegui!!!
Acabou…finito…
Alcancei a tão desejada, almejada, esperada, ansiada cura, pela qual lutei estes 3 anos.
Passei por penosos tratamentos, exames, idas ao hospital, efeitos secundários que nem é bom lembrar, mas hoje, ouvi o que tanto desejava ouvir:
- Está curada!!! Agora só volta cá daqui por 1 ano para fazer 1 controlo de segurança, mas está curada e está tudo bem.
Feliz eu??? Radiante, a explodir de felicidade é pouco, muito pouco para transmitir o que sinto neste momento e para transmitir o que senti no momento em que a médica falou comigo no hospital. Podemos ter tudo na vida, mas sem saúde nada somos, por isso…vivamos o dia de hoje como se fosse o último, não deixemos para amanhã para dizer “amo-te”, “perdoa-me”, “desculpa-me”, sigamos nossos sonhos, nossas alegrias e nunca desistamos de nós mesmos e de…OUSARMOS SER FELIZES!!!

23 junho 2011

O que é uma Hepatite

A hepatite é uma inflamação no fígado que, dependendo do agente que a provoca, se pode curar apenas com repouso, requerer tratamentos prolongados, ou mesmo um transplante de fígado quando se desenvolvem complicações graves da cirrose como a falência hepática, ou o cancro no fígado, que podem levar à morte
As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite ( Hepatite A, Hepatite B, Hepatite C, Hepatite D, Hepatite E e Hepatite G )
Existem ainda as hepatites auto-imunes resultantes de uma perturbação do sistema imunitário que, sem que se saiba porquê, começa a desenvolver auto-anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem.
Cada uma destas patologias implica sempre uma consulta médica e um acompanhamento adequado.
O fígado é um dos mais importantes órgãos do corpo humano e quando está lesionado perturba todo o funcionamento do organismo, contudo, os doentes com hepatite crónica podem usufruir de uma vida muito próxima do normal.
Pode saber mais informações no site da Roche ou fazer uma pesquisa no Google, porque é sempre bom estarmos informados e não é só aos outros que acontece e há doenças que são, extremamente, silenciosas e cujos sintomas nos podem confundir com simples cansaço. Informação, prevenção e tratamento são passos fundamentais para a cura.

(fonte http://www.roche.pt/)

24 maio 2007

Mamografia



Porque nunca é demais informar, e porque, prevenir está nas nossas mãos...eu faço o despiste do cancro da mama, anualmente, e você?

Mamografia: Tudo o que deve saber sobre a mamografia

A mamografia constitui a melhor ferramenta para a detecção precoce do cancro da mama.

A mamografia é o melhor exame que se emprega para o diagnóstico precoce do cancro da mama, trata-se, mais exactamente, de um exame radiográfico capaz de detectar qualquer tipo de alteração na estrutura mamária, tanto benigna como maligna.
Esta prática consta de quatro radiografias: efectua-se uma de cada mama, de frente e de perfil, com prolongamento axilar.


Para que serve?
De acordo com diversos estudos de investigação, a mamografia permite detectar o cancro da mama de forma precoce.
Naturalmente, efectuar o exame não previne a doença, mas graças ao diagnóstico precoce a mortalidade por cancro da mama diminuiu notavelmente.

Quem deve fazer uma mamografia?
Todas as mulheres a partir dos 40 anos devem fazer uma mamografia uma vez por ano. Se existirem antecedentes familiares directos de cancro da mama (mãe ou irmãs), devem começar a efectuá-la a partir dos 35 anos, tenham filhos ou não.
Isto não quer dizer que o exame não possa solicitar-se antes dessa idade ou com mais frequência se o ginecologista tiver algum tipo de dúvidas.
Mesmo assim, todas as mulheres - independentemente da sua idade - devem realizar o auto-exame da mama todos os meses, e anualmente o exame de palpação na consulta ginecológica de rotina. Aí, se o médico reconhecer alguma indicação suspeita, solicitará uma mamografia para confirmar do que se trata.

A ecografia da mama substitui a mamografia?
A ecografia mamária é um estudo complementar que se solicita quando a mamografia apresenta algum sinal de patologia - benigno ou maligno -, mas não a substitui. Muitas mulheres confundem ambos os exames e acreditam que é indiferente fazer um ou o outro.
No entanto, a mamografia permite descobrir algumas lesões não detectáveis mediante a avaliação ecográfica. Quando o resultado oferece dúvidas, pode solicitar-se também uma ampliação, que consiste numa nova mamografia, mas dirigida para a zona que origina as dúvidas.

Dói?
A mamografia pode causar algum desconforto, porque para obter as provas radiográficas é necessário comprimir os peitos e levantá-los; mas de nenhum modo é dolorosa. O grau de desconforto depende basicamente de cada mulher e não - como se costuma pensar - do tamanho do peito.
E também costuma incomodar um pouco mais quando se realiza nos dias anteriores à menstruação, dado que - normalmente - o peito se encontra congestionado. Por isso, recomenda-se sempre efectuar o estudo durante a menstruação ou alguns dias depois.

As mulheres que colocaram próteses mamárias podem fazer uma mamografia?
Sim. As próteses mamárias não constituem um impedimento nem uma contra-indicação para a realização da mamografia. Além disso, existem técnicas especiais para estes casos, de modo que as próteses não afectam os resultados do exame.

Quanto tempo dura o exame?
Trata-se de uma prática muito rápida: dura entre 5 e 10 minutos. O resultado costuma estar pronto 48 horas depois (segundo a modalidade da instituição), tempo que demora a execução do relatório.

As mulheres grávidas podem fazer uma mamografia? E as que estão a amamentar?
Antes de realizar o estudo deve ter a certeza de que não está grávida; caso contrário, convém esperar pela menstruação.
A mamografia nunca deve efectuar-se durante a gestação. Com respeito às mulheres que se encontram a amamentar, salvo excepções, o ideal é esperar seis meses depois de ter terminado a amamentação.

Algumas recomendações
É importante que no momento de efectuar a mamografia a mulher leve consigo o exame anterior. Assim, o técnico que realiza o exame terá elementos para comparar como estava o peito há um ano atrás e como se encontra actualmente.
Do mesmo modo, quando se dirigir para o consultório ginecológico com o resultado do exame, deve levar também o exame anterior. Lamentavelmente, em cerca de dez por cento das mamografias não se consegue detectar lesões apesar da sua existência.
Por isso, além do auto-exame mamário habitual, a visita ginecológica de rotina torna-se imprescindível.

(fonte: mulher.sapo)

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...