31 março 2007

Jantar de Páscoa

Numa altura, em que se vivem tempos dificeis e conturbados na educação, em que o desânimo e o desencanto andam de mãos dadas, o que nos anima e dá forças é a equipa onde estamos inseridos e com quem trabalhamos diariamente e com quem passamos muitas horas dos nossos dias.
Por isso, e porque, no jardim de infância onde trabalho, a equipa que lá está, desde as educadoras, auxiliares de acção educativa, passando pelo animador e tarefeiras, é excepcional, dinâmica e tem um enorme sentido de responsabilidade e interajuda, nos permite fazer convivios como este e como o que fizemos no Natal.

Aqui estamos, alguns de nós, à espera do repasto, e claro que, como gostamos do local onde fizemos o nosso jantar de Natal, voltamos...à Fábrica dos Sabores, no Suzão, Valongo.


Mais 2 elementos da nossa equipa, em alegre e salutar convivio.


Esta, foi uma das delicias do jantar, um divinal bacalhau com natas...com água na boca? Ficariam babados se vissem as fotos das deliciosas francesinhas, com que alguns de nós nos atrevemos...aiiii...que são divinas...


Mais palavras para quê? É dificil encontrar pessoas assim numa escola, em que para além do trabalho, existe uma forte relação de Amizade, interajuda e partilha.


Não podia terminar este post, sem deixar aqui o meu (e de toda a equipa) agradecimento à Aida, a auxiliar de acção educativa, que se despediu ontem de nós e que vai deixar imensas saudades em todos nós.
Felicidades na sua nova escola e na sua vida.


A escola é o espelho do que somos, da nossa maneira de ser e estar na vida. E, todos nós, nos podemos orgulhar de trabalharmos num jardim de infância onde pervalece a Amizade, o Respeito e a Partilha entre todos e nos considerarmos uma familia, que está no mesmo barco e que rema no mesmo sentido e com os mesmos objectivos.
Até já...

23 março 2007

Um desafio com 3 anos



O que é um blog? – Questionei, ávida em saber tudo.
Tem calma, que te explico tudo, direitinho e ajudo-te a criar um. – Respondeste tu, sereno e a rir-te.

Na verdade, foste tu que me desafiaste, que me disseste que um blog, seria um óptimo meio para eu poder divulgar a minha escrita.
Bom…mas, também é verdade que, nem esperei que me ajudasses e apressada fui logo ao Sapo, registei-me e criei o 1º Pé de Vento e quem diria…já lá vão 3 anos de permanência, de dedicação, de desafios e de partilhas.
Muitos chegaram até aqui. Muitos chegaram e partiram de imediato. Muitos não voltaram mais e…poucos, muito poucos permaneceram.

Lembras-te das conversas sobre o fenómeno visita/comentários? – Volto eu à carga rindo.
Claro que lembro. Não visita e comenta não tem visita e comentário de volta. – Respondes tu de imediato.

Já nos questionamos sobre o que nos leva a permanecer e chegamos à mesma conclusão…enquanto nos der prazer manter o blog, escrever e partilhar com os Amigos que permaneceram ao longo do tempo…por aqui continuaremos.

Mas – volto a interpelar-te, novamente – o que faz as pessoas viverem tão intensamente este fenómeno?
Caramba, rapariga, és mesmo melga – respondes tu, enquanto seguras a barriga de tanto rir com as minhas divagações e perguntas.
Afinal – continuas tu – chegaste até aqui pelo teu mérito e conseguiste caminhar sem a minha ajuda e tens um blog fiel ao que tu és e ao princípio que te levou a criá-lo e mantê-lo. Que continues por cá enquanto te apetecer, que eu voltarei sempre para te ler.

Este é o Pé de Vento…entrem sem medo…pois é apenas uma leve brisa que sopra do coração e que hoje faz 3 anos


angelis

18 março 2007

Sem nome



Sem nome é o caminho que trilho
Sem rumo é o caminho que percorro
Aqui e agora procuro-te
Neste caminho infinito
Que me leva a lado nenhum

Olho à minha volta
Na encruzilhada em que me encontro
Procuro o caminho
O caminho que me leva a ti
Mas todos os caminhos
Se perdem
Me perdem
Nenhum tem nome

Sem nome
É a estrada à minha frente
Sem nome
É o caminho atrás de mim
Onde estás?

Que caminhos preciso percorrer
Para te encontrar?
Dá-me um sinal
Dá-me o nome do caminho
Pois sem nome
São os caminhos que percorro
Onde me perco de mim
E tento chegar a ti

angelis

12 março 2007

Azul




Vesti-me de azul
Reflecti-me no céu
Perdi-me no mar
E…achei-me em ti
Azul é a cor da minha alma
Azul é a minha roupagem
As minhas asas
O meu sorriso
Perdida em ti
Vejo o reflexo de mim
Tão azul quanto o céu
Tão límpido quanto o oceano
Tão intenso quanto o teu beijo

Caminho para ti
Segura
Estendo as mãos
E agarro o azul da tua alma
Hoje
Vesti-me de azul
Reflecti-me no teu olhar
Perdi-me no teu amor

angelis

06 março 2007

Cântico Negro



"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
– Sei que não vou por aí!

José Régio

01 março 2007

Pensamento...

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e
pessoas incomparáveis".

(Fernando Pessoa)
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