02 julho 2015

Prisioneira


Hoje, sinto-me prisioneira dos meus fantasmas, passados e presentes, que me acorrentam, que me aprisionam, me enjaulam e sufocam.
Dançam, á minha volta, uma dança macabra, sussurrando palavras esquecidas, factos vividos que não quero recordar, avivando feridas mal saradas.
De repente…a música fica insuportável, o seu canto estoura-me os ouvidos, a visão fica nublada e as lembranças tornam-se um bolo amargo difícil de digerir.
Passado é passado – grito eu, desesperada e farta dessa lenga lenga.
Não volto a viver o que vivi, as lembranças, boas ou más, são parte de mim, mas os fantasmas posso expulsá-los.
No entanto, hoje, sinto-me sem forças, esgotada, farta de lutar contra os meus fantasmas, contra todos os que me assombram a VIDA.
Hoje, sinto-me como se estivesse numa cela de uma qualquer cadeia, presa por pecados cometidos contra todos.
Pecados, ou erros sociais, morais, ou outros que queiram imputar-me, não interessa, pois sinto o peso dos fantasmas, meus e dos outros a empurrar-me para um abismo que não é meu, que eu não quero.
Enjaulada…
Prisioneira…
Acorrentada…

Caminhos cansados…

(foto retirada da net) Será que podemos dizer que trilhamos caminhos cansados? Ou será que somos nós que estamos cansados dos caminhos que t...