09 março 2009

O paradoxo da liberdade

Estaremos nós preparados para viver a solidão?

Está muito na moda sermos independentes e livres; os laços afectivos dão trabalho, portanto, o que é giro é ter uma relação aberta, sem nome, sem estatuto, sem obrigações...

Conheço algumas pessoas que se enganam desta maneira, inclusive, dizem que “o que está a dar” é ter romances com pessoas comprometidas, “assim não chateiam” dizem elas...

Estes seres ludibriam-se com estas formas de pensamento que só denota insegurança, medo, um terrível medo de se envolverem e de virem a sofrer.

Serão traumas de infância? Pode ser, mas há quem tenha tido vidas difíceis e consiga superar. Não, é claramente uma opção de vida.

A (tão desejada e incompreendida) liberdade sempre foi, e sempre será, irmã da solidão. A primeira vez que me apercebei disto fiquei em choque, porque é tão verdadeiro este aforismo. Estaremos nós preparados para viver a solidão?

Ora bem, solidão... Um facto é verdade, só sente solidão quem ainda não fez o seu trabalho interno de crescimento, porque quem já o fez não sente tal peso.

Quem já o fez sente-se bem sozinho ou acompanhado. Sente-se preenchido estando só ou não. Todos um dia chegaremos aqui a este estágio, sem dúvida.

Mas a grande maioria de nós está longe de estar neste patamar. A grande maioria de nós ainda precisa do outro para se sentir completo – outra mentira que nós inventámos, porque nós, em termos espirituais, não precisamos de ninguém.

Podemos estar acompanhados e estarmos bem, mas precisar, depender, ter apegos, não faz parte da alma de um ser superior. Isto não quer dizer isolamento, nem pensar! Nós somos “bichos sociais” e devemos ser. Só assim aprendemos. Só com as experiências quotidianas evoluímos, desengane-se quem ache o contrário!

Não será necessário parar para pensar acerca do que queremos? É claro que queremos ser felizes, é óbvio! Então, porque não somos? Muitos é porque as circunstâncias não são favoráveis, as pessoas certas não aparecem, outros é porque dá trabalho um divórcio - para além de perderem status, perdem os bens, etc. -, mas outros não são porque não querem laços, compromissos, acham que são amarras, mas há lá coisa melhor que nos sentirmos próximos da pessoa que gostamos/admiramos?!

É tão bom namorar, dar mimos, receber mimos, partilhar… acordar ao lado da pessoa que nos faz brilhar os olhos? Será que as “one-night stand” trazem esta alegria e plenitude?

Estragamos tudo com pensamentos do género “e se isto acaba?”; “ele/a vai partir-me o coração!”, “Será que estou à altura dela/e?” QUE ESTUPIDEZ! Que falta de auto-estima!

Quando acabar o relacionamento, acabou! Tudo acaba! Tudo nasce, cresce e morre! Bom, a maneira como morre convém que seja com dignidade, mas senão for ficamos de bem com a nossa consciência!

Há que viver tudo, seja em que área for, com intensidade, senão a vida é uma seca! Nós temos que pensar que um dia destes a vida acaba. A qualquer momento isso pode acontecer, então vamos lá VIVER e não jibóiar!

Arrastamo-nos pela vida sem entusiasmo, sem sal! Somos velhos precocemente… Mas, se pensarmos e se conversarmos com gente mais velha, o que ouvimos é um lamentar profundo por não terem vivido mais, por não terem aproveitado as oportunidades e desafios que a vida lhes propões… mas aí, já é tarde… Será que é assim que nos vamos querer sentir daqui a 20/30/40 anos?

(texto de Vera Xavier)

03 março 2009

22 fevereiro 2009

Regras da Blogosfera

Encontrei, por acaso, estes cartoons, aqui na net e achei-os actuais, muito actuais e demonstrativos da postura das pessoas perante a blogosfera.
Divirtam-se e digam se é verdade ou não o que eles dizem.
(clica para ler)

14 fevereiro 2009

01 fevereiro 2009

Lembram-se deles?

(foto de Jorge Monteiro)


Quem se lembra destes velhos comboios? E das viagens lentas, intermináveis?
Quando era criança, costumava viajar, com o meu avô, nestes comboios e essas viagens eram uma festa para mim. Meu avô paterno era ferroviário e como tal, os comboios eram a sua vida e paixão. E, como quem sai aos seus…herdei a paixão pelos comboios, mas também o gosto pelas viagens inesquecíveis que fazia com o meu avô.
Hoje, ao procurar umas fotos para um trabalho, visitei o site 1000imagens e encontrei esta deliciosa foto, tirada no Peso da Régua (minha cidade natal) e ao vê-la, as memórias felizes da minha infância rodearam-me e inspiraram-me a escrever estas pequenas linhas que partilho convosco.
Lembro-me, de uma altura, viajar para Vidago (uma pequena vila perto de Chaves) e demorar cerca de 5 horas a fazer a viagem, nos seus confortáveis bancos de madeira. Hoje em dia, essas mesmas horas de viagem percorrem mais quilometros a uma velocidade impensável para estes comboios.
O trajecto entre o Peso da Régua e Vila Real, feito neste comboio era uma aventura. Se fosse de Inverno, chovia dentro do comboio, se fosse tempo de uvas e não só…podia-se sair do comboio, apanhar umas uvitas para a viagem e entrar no comboio na curva seguinte.
Actualmente, estes combois circulam apenas para realizar passeios turisticos. É a evolução, novas máquinas, outro conforto, outra segurança, mas ninguém pode retirar a beleza deles e as lembranças de quem viajou neles.
Se forem até ao Peso da Régua, aproveitem e façam uma viagem no tempo, aventurem-se e entrem sem medo neste comboio que vale a pena.

“Atenção senhores passageiros, o comboio estacionado na linha dois, com destino a... vai partir. Queriam, por favor, embarcar”

Boa viagem e OUSEM SER FELIZES.

03 janeiro 2009

Espera!!!

Espera por mim…
Estou quase a chegar…
Demorei um pouco, perdi-me no caminho…
Parei para respirar…corri acelerada…
Queria chegar…
Tinha pressa de te encontrar…

Espera por mim…
Não demoro a chegar…
Já sei o caminho…
Já vou com calma…não vou perder-me…
Poderia não me encontrar…
Tenho ânsia de te abraçar…

Espera por mim…
Já estou a chegar…
Acertei no caminho…
Já te vejo ao longe…
Já sinto o teu perfume…e o calor do teu abraço…
Acabei de chegar…já te posso beijar…

angelis

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...