23 março 2009

À volta do número cinco…

Cinco, os dedos da mão.
Cinco, os dedos do pé.
Cinco, são os sentidos.
Cinco, são as vogais.
Cinco, as pontas de uma estrela.
Cinco, as linhas da pauta musical.
Cinco, os arcos da bandeira olimpica.
Mas também cinco de Outubro é o dia do nascimento de meu Pai.
Cinco de Dezembro o dia de nascimento de minha Mãe.
Cinco de Julho o dia do seu casamento.
E, este ano, a cinco de Julho, comemoram 50 anos de casados.
Mais…hoje, este blog, faz 5 anos.
Atracção pelo número cinco? Coincidências da vida?

Foi contando objectos com outros objectos que a humanidade começou a construir o conceito de número. Para o homem primitivo o número cinco, por exemplo, sempre estaria ligado a alguma coisa concreta: cinco dedos, cinco peixes, cinco bastões, cinco animais, e assim por diante. A idéia de contagem estava relacionada com os dedos da mão.

Assim, ao contar as ovelhas, o pastor separava as pedras em grupos de cinco. Do mesmo modo os caçadores contavam os animais abatidos, traçando riscos na madeira ou fazendo nós em uma corda, também de cinco em cinco.
Para nós, hoje, o número cinco representa a propriedade comum de infinitas colecções de objectos: representa a quantidade de elementos de um conjunto, não importando se trata de cinco bolas, cinco skates, cinco discos ou cinco aparelhos de som. É por isso que esse número, que surgiu quando o homem contava objectos usando outros objectos, é um número concreto.
Coincidência ou não…a verdade está ai…cinco anos de blog é muito tempo e por aqui permanecerei enquanto me apetecer, enquanto tiver vontade de partilhar algo convosco.

Até lá…sirvam-se de 1 fatia de bolo e OUSEM SER FELIZES!!!

09 março 2009

O paradoxo da liberdade

Estaremos nós preparados para viver a solidão?

Está muito na moda sermos independentes e livres; os laços afectivos dão trabalho, portanto, o que é giro é ter uma relação aberta, sem nome, sem estatuto, sem obrigações...

Conheço algumas pessoas que se enganam desta maneira, inclusive, dizem que “o que está a dar” é ter romances com pessoas comprometidas, “assim não chateiam” dizem elas...

Estes seres ludibriam-se com estas formas de pensamento que só denota insegurança, medo, um terrível medo de se envolverem e de virem a sofrer.

Serão traumas de infância? Pode ser, mas há quem tenha tido vidas difíceis e consiga superar. Não, é claramente uma opção de vida.

A (tão desejada e incompreendida) liberdade sempre foi, e sempre será, irmã da solidão. A primeira vez que me apercebei disto fiquei em choque, porque é tão verdadeiro este aforismo. Estaremos nós preparados para viver a solidão?

Ora bem, solidão... Um facto é verdade, só sente solidão quem ainda não fez o seu trabalho interno de crescimento, porque quem já o fez não sente tal peso.

Quem já o fez sente-se bem sozinho ou acompanhado. Sente-se preenchido estando só ou não. Todos um dia chegaremos aqui a este estágio, sem dúvida.

Mas a grande maioria de nós está longe de estar neste patamar. A grande maioria de nós ainda precisa do outro para se sentir completo – outra mentira que nós inventámos, porque nós, em termos espirituais, não precisamos de ninguém.

Podemos estar acompanhados e estarmos bem, mas precisar, depender, ter apegos, não faz parte da alma de um ser superior. Isto não quer dizer isolamento, nem pensar! Nós somos “bichos sociais” e devemos ser. Só assim aprendemos. Só com as experiências quotidianas evoluímos, desengane-se quem ache o contrário!

Não será necessário parar para pensar acerca do que queremos? É claro que queremos ser felizes, é óbvio! Então, porque não somos? Muitos é porque as circunstâncias não são favoráveis, as pessoas certas não aparecem, outros é porque dá trabalho um divórcio - para além de perderem status, perdem os bens, etc. -, mas outros não são porque não querem laços, compromissos, acham que são amarras, mas há lá coisa melhor que nos sentirmos próximos da pessoa que gostamos/admiramos?!

É tão bom namorar, dar mimos, receber mimos, partilhar… acordar ao lado da pessoa que nos faz brilhar os olhos? Será que as “one-night stand” trazem esta alegria e plenitude?

Estragamos tudo com pensamentos do género “e se isto acaba?”; “ele/a vai partir-me o coração!”, “Será que estou à altura dela/e?” QUE ESTUPIDEZ! Que falta de auto-estima!

Quando acabar o relacionamento, acabou! Tudo acaba! Tudo nasce, cresce e morre! Bom, a maneira como morre convém que seja com dignidade, mas senão for ficamos de bem com a nossa consciência!

Há que viver tudo, seja em que área for, com intensidade, senão a vida é uma seca! Nós temos que pensar que um dia destes a vida acaba. A qualquer momento isso pode acontecer, então vamos lá VIVER e não jibóiar!

Arrastamo-nos pela vida sem entusiasmo, sem sal! Somos velhos precocemente… Mas, se pensarmos e se conversarmos com gente mais velha, o que ouvimos é um lamentar profundo por não terem vivido mais, por não terem aproveitado as oportunidades e desafios que a vida lhes propões… mas aí, já é tarde… Será que é assim que nos vamos querer sentir daqui a 20/30/40 anos?

(texto de Vera Xavier)

03 março 2009

22 fevereiro 2009

Regras da Blogosfera

Encontrei, por acaso, estes cartoons, aqui na net e achei-os actuais, muito actuais e demonstrativos da postura das pessoas perante a blogosfera.
Divirtam-se e digam se é verdade ou não o que eles dizem.
(clica para ler)

14 fevereiro 2009

01 fevereiro 2009

Lembram-se deles?

(foto de Jorge Monteiro)


Quem se lembra destes velhos comboios? E das viagens lentas, intermináveis?
Quando era criança, costumava viajar, com o meu avô, nestes comboios e essas viagens eram uma festa para mim. Meu avô paterno era ferroviário e como tal, os comboios eram a sua vida e paixão. E, como quem sai aos seus…herdei a paixão pelos comboios, mas também o gosto pelas viagens inesquecíveis que fazia com o meu avô.
Hoje, ao procurar umas fotos para um trabalho, visitei o site 1000imagens e encontrei esta deliciosa foto, tirada no Peso da Régua (minha cidade natal) e ao vê-la, as memórias felizes da minha infância rodearam-me e inspiraram-me a escrever estas pequenas linhas que partilho convosco.
Lembro-me, de uma altura, viajar para Vidago (uma pequena vila perto de Chaves) e demorar cerca de 5 horas a fazer a viagem, nos seus confortáveis bancos de madeira. Hoje em dia, essas mesmas horas de viagem percorrem mais quilometros a uma velocidade impensável para estes comboios.
O trajecto entre o Peso da Régua e Vila Real, feito neste comboio era uma aventura. Se fosse de Inverno, chovia dentro do comboio, se fosse tempo de uvas e não só…podia-se sair do comboio, apanhar umas uvitas para a viagem e entrar no comboio na curva seguinte.
Actualmente, estes combois circulam apenas para realizar passeios turisticos. É a evolução, novas máquinas, outro conforto, outra segurança, mas ninguém pode retirar a beleza deles e as lembranças de quem viajou neles.
Se forem até ao Peso da Régua, aproveitem e façam uma viagem no tempo, aventurem-se e entrem sem medo neste comboio que vale a pena.

“Atenção senhores passageiros, o comboio estacionado na linha dois, com destino a... vai partir. Queriam, por favor, embarcar”

Boa viagem e OUSEM SER FELIZES.

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...