26 abril 2010

Não posso crer…

(foto de Anderson Fetter)

Não posso crer que partiste!!!
Sem destino, sem rumo…
Embalado no sonho dourado
Na quimera distante

Não posso crer que me deixaste!!!
Sem eira nem beira…
Qual animal ferido…
Qual alma sedenta…

Não posso crer que acordei sem ti!!!
Sem o teu abraço…
O teu sorriso…
O teu amor…

Não posso crer que…despertei e foi…
Tão somente um pesadelo que tive…
Um sonho mau…
E tu…dormes ao meu lado, tranquilo.
angelis

14 abril 2010

Eu não sabia...

*Popularmente diz-se:

- 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro.'
O correcto:
- 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.'

-'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.''
Enquanto o correcto é:
- 'Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

- 'Cor de burro quando foge'
O correcto é:
- 'Corro de burro quando foge'

Outro, que todos dizem de uma maneira errada:
- 'Quem tem boca vai a Roma.'
O correcto é:
- 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar)

- 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com
outra pessoa.
O correcto é:
- 'Esculpido em Carrara.' (sim, esse, do mármore)

Mais um famoso...:
- 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correcto é:
- 'Quem não tem cão, caça como gato'... ou seja, sozinho!

Dizia correctamente algum desses ditados?

* EU NÃO SABIA. E VOCÊ?**

(recebido por email)

03 abril 2010

Podias…!?

- Amor, chamas tu, meigamente, podias?
- Podia o quê? Respondo eu a sorrir, tentando adivinhar o que me queres pedir.
- Vá lá, amor, podias ou não? Insistes tu.
- Sou capaz de poder, se me disseres o que eu podia fazer, não achas? E continuo a sorrir.
- Tu sabes o que te quero pedir, vá lá…
- Mau, mau…eu agora adivinho os teus pensamentos? Respondo a provocar-te, sem retirar o sorriso do meu rosto.
- Amor, estou com desejos daquela tua tarte de queijo deliciosa, respondes tu, já desesperado.
- Olha-me o guloso que acordou com desejos de tarte de queijo, e dou uma sonora gargalhada. Por acaso estás grávido? E continuo a rir, enquanto me dirijo para a cozinha, para te preparar a tarte de queijo.
Passado algum tempo, vens ter comigo á cozinha.
- Que cheirinho, dizes tu, já a babar pela tarte.
- Tem calma, tirei-a agora do forno, ainda está quente.
- Não quero saber, vou já comer, que não aguento este cheirinho.
E, sentas-te na mesa da cozinha, com 2 fatias de tarte no prato e, eu sento-me ao teu lado, sorrindo, enquanto te vejo comer, com satisfação, a bendita tarte.
-Quem te manda ser guloso? É que agora, vou fazer o mesmo que tu.

29 março 2010

A violência da ignorância

Quaisquer que sejam as suas causas, as duas mortes recentes de um aluno e de um professor estão relacionadas com a violência nas escolas. Multiforme, ela nasce e desenvolve-se invariavelmente entre os alunos, contra eles próprios ou contra os professores. Raramente destes contra aqueles.
Estas mortes não são casos «excepcionais» (a não ser pelo carácter trágico do acontecimento), mas inserem -se num contexto geral de indisciplina, desrespeito e violação geral das regras que devem assegurar uma aula normal e mesmo das regras tácitas de conduta de um ser em sociedade. Estou certo que a grande maioria dos portugueses ignora o que se passa nessas aulas - onde o clima «bárbaro» não permite às vezes a mínima aprendizagem.
Não estou a dramatizar. Esta situação verdadeiramente patogénica — que provoca as mais variadas doenças psíquicas e somáticas nos docentes, depressões, stress, síndromas de pânico, traumas, sentimentos de repulsa e desistência perante a perspectiva de continuar a viver «esta vida e esta profissão» (no dizer de tantos professores) — levou milhares deles a aposentar-se antecipadamente, mesmo sofrendo graves penalizações materiais.
Para este clima contribui, certamente, um sem-número de factores — desde a «demissão dos pais» à própria violência que atrai os adolescentes, etc. Mas vem também da progressiva desagregação da autoridade dos professores e de uma política laxista e ignorante do que é ensinar e educar, feita mais para reduzir as despesas do Estado e facilitar a vida aos pais do que para formar e transmitir conhecimento aos filhos. Uma política que tanto deseja uma «sociedade do conhecimento» e que pouco ou nada faz para impedir a desdignificação ou «dessacralização» do conhecimento. A violência que circula livremente nas escolas deriva também da ignorância dos alunos e da negligência (ignorância) dos responsáveis.
COMO MODIFICAR ESTA SITUAÇÃO? Antes de mais, é preciso que se diga a verdade sobre a realidade concreta, quotidiana da vida escolar. Dizer a verdade sobre uma situação desastrosa. Para tanto, é preciso vencer o que se tornou quase um hábito, um modo geral de fazer política que é dar-nos uma imagem sempre positiva, sem falhas, boa e tendencialmente perfeita do nosso país em todos os domínios. E porque não se diz a verdade? Se é exacto que o discurso político, por natureza, não é um discurso de verdade, esta pode e deve ser dita esporadicamente, em momentos de crise, por exemplo, e sobre matérias limitadas. Se o fizesse, o Governo ganharia credibilidade e receberia uma adesão maior.
Não o faz porque tem medo que o mal confessado contamine a imagem inteira da sua governação e a exponha a uma condenação global — o que é certamente um fantasma permanente. Mas, não o fazendo, comporta-se exactamente como os que o criticam sempre (com o discurso do «bota abaixo»), tão criticados, por sua vez, pelo próprio Governo. São afinal dois discursos complementares — ambos rígidos, dogmáticos, dizendo sempre o bem indefectível ou o mal radical em que vivemos. Mantendo-se os dois, porém, no plano da não-verdade da retórica política que não restitui fielmente a nossa realidade, respondem, afinal, ao que o povo (e parte) também quer ouvir.
QUE SE COMECE POR DIZER a verdade sobre a situação que se vive nas nossas escolas — e um novo ânimo acordará, talvez, ainda forças nos mais desesperados. Mudar o espírito da educação, restituir a autoridade dos docentes, dar-lhes condições (materiais e imateriais) para ensinar, valorizar o conhecimento com uma cultura exigência, recusando a falsa democracia do facilitismo — tudo isto, que não existe pode contribuir para transformar o clima de violência que se desenvolve actualmente nas nossas escolas.

ENSAIO, José Gil
VISÃO 18 DE MARÇO DE 2010

23 março 2010

6...

Porquê 6, como titulo deste post?
Porque me apeteceu, entre milhares de títulos que poderia escolher…
Porque, hoje, dia 23 de Março de 2010, este blog,



completa 6 anos de vida.

Uma vida a partilhar ideias, desabafos, poesia, entre outras coisas e dá-me imenso prazer esta partilha.
Por muito tempo? Não sei, não me interessa…o passado conta com 6 anos na blogosfera…o presente…1 bolinho com 6 velas…o futuro? Uma grande incógnita, que acontecerá ao sabor dos ventos que sopram do coração.



São servidos de 1 fatia de bolo? Feito, especialmente, para esta ocasião.Vá lá, não façam cerimónia e comemorem aqui connosco…a Festa promete…

E, já agora…OUSEM SER FELIZES!!!!

11 março 2010

"Um dia, num mundo..."

"Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!"


Para Pais (com filhos no Jardim de Infância) e Educadores

1. "Proibido insultar o jardim de infância chamando-lhe "escolinha". Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com Aprender.

2. É proibido que os pais imaginem que o jardim de infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.

3. O jardim de infância assusta as crianças sempre que os pais - como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim de infância - lhes repetem: " Hoje vai correr tudo bem!"

4. Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.

5. É proibido que as crianças vão dia-sim dia-não ao jardim de infância. E que vão, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão " só porque sim". O jardim de infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.

6. No jardim de infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice-versa).

7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.

8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim de infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim de infância só se abra para eles durante as festas.

9. O jardim de infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim de infância.

10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!"

Por Eduardo Sá (Psicólogo)

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...