21 abril 2014

Não sei quem sou…

(foto de João Parassu)

Neste emaranhado que tem sido a vida, nesta montanha russa de sucessivos eventos menos bons, perdi-me de mim, desencontrei-me da vida.
Quem sou eu?
Para onde vou?
Que destino me espera?
Todos ralham, todos mandam, todos querem algo, e eu?
Onde fico no meu do ruído, das vozes exaltadas, dos pedidos descabidos, dos desmandos, dos retratos desfocados de uma personagem desfocada que não sou eu, mas que insistem em rever-me nela?
De quem é a vida?
De quem é o destino e o caminho?
A minha mente gira a uma velocidade louca, o meu corpo não responde aos meus apelos e desfalece, cansado de tanto lutar contra os químicos, de tanto remar contra as dores, os desconfortos, as infecções, as insónias e tudo o que é oportunista numa situação de cancro.
Não…grito eu…tão alto que parece que a alma me sai pela boca.
Não posso, não quero perder meu norte, meu rumo, minha força, meu destino.
Não posso perder-me de mim, da VIDA, da luta por mim mesma.
Dos desnortes dos outros nada tenho com isso…estou FARTA…CHEGA!!!
Tenho que retomar meu caminho, meu destino, no silêncio de mim mesma, encontrar o meu rumo, sem os ruídos das vozes exteriores, pois elas nada sabem de mim, da minha alma, do meu querer, porque não querem escutar… E, assim, fico-me em silêncio…preciso de silêncio para me ouvir.
Chega de ruídos perturbadores, vozes gritantes que nada dizem… O caminho está à minha espera, o destino está nas minhas mãos, sem retratos desfocados, sem desmandos, sem vozes irritantes, apenas o silêncio me acompanha, o sol me ilumina, a Fé me aquece o coração e a Esperança em dias melhores me dá forças.
A VIDA vive-se com sonhos e esperança e cada um deve viver a sua com um sorriso, com liberdade e responsabilidade, com entre ajuda, amizade, abraços e solidariedade.

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