11 março 2005

Um dia...

Não chores por mim
Que um dia eu volto
E quando as lágrimas caírem
E quando a saudade doer
Eu estarei a teu lado
Amparar-te-ei e amarei
Não chores por mim
Que eu caminho a teu lado
Embalo-te o sono
Embelezo o teu sonho
Dou cor à fantasia
Não chores por mim
Que eu choro também
Olha o arco-íris no céu
Deixa-o entrar no teu coração
E lembra-te do pássaro que sou
Da brisa que corre
Da flor colorida
Não chores por mim
Que um dia eu volto


angelis (do meu livro "Palavras à solta")

07 março 2005

Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher

(Fonte: mulher.sapo)

A revolução dos cravos desencadeou várias mudanças na sociedade portuguesa. E a comemoração do Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de Março, foi uma das mudanças ocorridas depois do 25 de Abril.

Contudo, apesar de ser comemorado desde 1909, o Dia Internacional da Mulher só foi proclamado oficialmente pelas Nações Unidas em 1975. E, somente em 1979 foi aprovada a Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres.

Toda a verdade...
As reivindicações de operárias de uma fábrica de têxteis em Nova Iorque, em 1857, originaram a comemoração do Dia da Mulher em todo o mundo.
Revoltadas com condições de trabalho bastante precárias, as trabalhadoras fizeram greve e manifestaram-se contra os salários baixos, o excesso de horas de trabalho, e contra as más condições da fábrica.
Durante a greve deu-se um incêndio que causou a morte a cerca de 130 manifestantes.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women’s Trade Union League.

Esta associação tinha como principal objectivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto.
Caminhavam com o slogan “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Mais tarde, o Partido Socialista norte-americano decretou o último Domingo de Fevereiro o Dia Internacional da Mulher.
Foi comemorado pela primeira vez em 1909 e pela última vez no ano de 1913, pois durante uma conferência mundial das organizações socialistas, decorrida em Copenhaga (Dinamarca), a revolucionária alemã Clara Zetkin propôs o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

De ano para ano, esta data passou a ser assinalada em todo o mundo dando estímulo à luta das mulheres pela igualdade de direitos. Além do mais, Março passou a ser um mês marcado por várias manifestações organizadas por mulheres:

Em 1911, na Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça, milhares de mulheres marcharam a exigir o direito de voto, de trabalho e o fim da discriminação;

Também em 1911 a associação Women’s Trade Union League organizou uma manifestação, com mais de cem mil pessoas envolvidas que protestaram contra um incêndio, que vitimou 140 mulheres, por falta de condições de trabalho;

Na Rússia, a revolução bolchevique teve o seu inicio em 1917, com as reivindicações de mulheres que reclamavam por “pão e paz”;

No ano de 1937 mulheres espanholas revoltaram-se contra o regime franquista;

Já em Itália, no ano de 1943, um movimento feminino protestou contra Mussolini e exigiu o fim da II Guerra Mundial;

Em Portugal, a luta pela implantação da República, que levou à queda do regime fascista, contou com a ajuda das mulheres, que até 1974 não tinham muitos dos direitos que deviam usufruir como cidadãs.


Porque as mulheres são importantes?

O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar!
Elas sorriem quando querem gritar. Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes. E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poderem tê-los. Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Seus corações quebram quando um(a) amigo(a) morre. Elas lamentam-se com a perda de um membro da família, contudo são fortes quando elas pensam que não há mais força.
Elas amam incondicionalmente. Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário, um baile ou um novo casamento.
Mulheres têm muito a dizer e muito a dar.
Elas dão compaixão e ideais. Elas dão apoio moral para sua família e amigos.
Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado.
Mulheres fazem mais do que dar a vida. Elas trazem alegria e esperança.

03 março 2005

Infidelidade

(Por: Maria Conceição Oliveira, Psicóloga)

Há tempos tive uma discussão com um grupo de amigos. Uns achavam que os homens eram mais infiéis do que as mulheres e outros, entre os quais eu, achávamos que isso é uma grande parvoíce...."

Esta afirmação é não racional e não mensurável! Diria tratar-se de um mito que traduz apenas a verdade de certas percepções que continuam ainda a existir. Desta forma, trata-se de uma opinião e não de uma realidade!

A frase “Os homens são mais infiéis do que as mulheres” reflecte o paternalismo que condiciona a vida da mulher, tão conveniente ao parceiro masculino. Surge em contraposição com o privilégio do aventureirismo masculino, sempre custoso e doloroso à parte feminina.

“Os homens são mais infiéis do que as mulheres” funciona como uma espécie de entrave apolíneo imposto para mascarar os impulsos da noite dionisíaca e perpetuar a crença na mulher “bem comportada”, asséptica e de boas maneiras...

Sabemos que essa mulher já saiu de cena!

Também há quem diga, "Não percebo porque é que certas mulheres que sabem serem enganadas pelos seus maridos preferem continuar com eles e não pedem o divórcio..."

A grande diferença no caso de infidelidade com consentimento não é que o cônjuge enganado saiba, é que o outro esteja ao corrente.

Esta conveniência matrimonial é tácita repousando, geralmente, no princípio da reciprocidade. Pode ser fruto da cobardia ou da passividade, bem como de um estoicismo sofisticado, ou desejo de salvaguardar uma aparente dignidade.

Também não podemos esquecer que o casamento traz certas vantagens e daí ter que ser dissociado de ideias abstractas e fúteis tais como o amor ou a paixão. Assim, o casamento funciona como um “emprego” que permite pagar ao fim do mês o infantário, a empregada, as prestações do carro e, enfim, o acesso a um sono tranquilo.

Os homens só querem sexo, sexo e mais sexo?
Se os homens só querem sexo e mais sexo, o que é que poderão querer as mulheres?

Amor? Sem dúvida que sim!
As mulheres querem amor mas este amor não funcionará, ele próprio, como uma espécie de desculpa para negar o papel integrante que o sexo tem nos relacionamentos da mulher?

E esta negação não é, em si mesma, um sintoma que traduz o quanto não sabemos sobre a sexualidade das mulheres?

Pior, muito pior... Apesar das mudanças que se têm verificado, poderá esta afirmação ser o reflexo da resistência profunda, do tabu existente contra as mulheres sexualmente contentes, as que têm sexo para seu próprio prazer?

Faria sentido as mulheres, libertadas pelos contraceptivos do seu imperativo biológico, não aproveitarem essa sua nova liberdade?

Será que a sexualidade feminina incomoda?
Os homens e as mulheres estão longe de serem iguais nas questões da infidelidade. Acho que não se pode fugir a uma questão que depende do biológico, do hormonal.

Em matéria de infidelidade, as diferenças existentes entre os dois sexos são condicionadas pela interacção dinâmica entre a natureza e a cultura. Se nos colocarmos neste vértice poderemos dizer que há diferenças entre homens e mulheres e que elas são qualitativas, não quantitativas.

Vejamos algumas:

A hormona “erótica” é a testosterona! O homem e a mulher produzem esta hormona, embora o homem tenha dez vezes mais testosterona do que a mulher. Mas este facto não faz com que o homem seja dez vezes mais infiel do que a mulher.

A herança do pecado cometido no Jardim de Éden faz com que o homem só em parte controle a sua erecção. Pelo contrário, nunca se sabe se uma mulher está ou não realmente excitada.

Mesmo quando casados, muitos homens pensam que são livres. Mesmo que sejam solteiras, muitas mulheres consideram-se ligadas a um homem. Ainda perseguidas e maculadas pelo discurso cultural, as mulheres preferem não falar da sua sexualidade mantendo-a guardada no silêncio do segredo.

A infidelidade pode ter um preço bem alto para a mulher – o seu casamento, o estatuto social, a custódia dos filhos ou orçamento para os sustentar.

O contexto cultural continua a empurrar deliberadamente o homem para a infidelidade, campo eleito para demonstrações de virilidade. E ele continua a escudar-se nesta pressão cultural até porque os “custos directos” desta infidelidade são bem menores.

Na infidelidade, homens e mulheres são vítimas do desejo. Desejo nunca satisfeito e nunca conformado com a hostilidade e a angústia inerente à condição humana. Desejo que teima em voltar ao par narcísico inicial – mãe e criança, um único ser.

28 fevereiro 2005

Temporais...


Minha alma revolta em marés profundas
Vagueia pelo mar da incerteza
Meu coração angustiado
Vagueia pelas ruas da amargura
Que temporal assolou meu coração?
Que temporal devassou minha alma?
O mar da incerteza vai cheio de nada
As ruas desertas de sentimentos
Assombram meu olhar
Espero marés revoltas
Vagas intempestivas
Minha alma é barco frágil
Meus pés estão cansados
De palmilhar ruas sem saída
Becos escuros
Encruzilhadas desertas
Temporais
Assolam
Temporais
Devassam
Em terra ou no mar
Na alma e no coração
Temporais
Se avizinham


angelis


21 fevereiro 2005

És...



És…
O meu porto de abrigo
O meu refúgio
A minha paz e acalmia
És…
A minha paixão
A minha loucura
O meu desatino
Incendeio-me na tua boca
Sacio-me no teu corpo
Encontro-me com todas as loucuras
És…
O meu amor
A minha vida
O meu passado, presente
E o meu futuro
Almas que se amam
Almas que se procuram
Almas que sorriem
E vivem na eternidade
Do amor que sentem

angelis

10 fevereiro 2005

Casamento…ou nem por isso?

O casamento depende igualmente das mulheres e dos homens, estando estas, hoje em dia, menos voltadas para o casamento do que em qualquer período da história. No passado, as mulheres foram economicamente dependentes do casamento e assumiram uma responsabilidade desproporcionalmente pesada para manterem o vínculo, mesmo que o relacionamento subjacente estivesse sério ou irremediavelmente deteriorado.

Contudo, no último terço do século XX, como as mulheres tiveram maiores oportunidades de conseguir um emprego pago e viram aumentada a disponibilidade de infantários, ficaram menos dependentes do casamento como forma de sustentação económica. Ainda que não seja fácil, é possível às mulheres criarem os filhos sozinhas. Isto fez com que o divórcio se tornasse muito mais atractivo como um remédio para um casamento insatisfatório e um número crescente de mulheres tenha extraído vantagem da opção.

A debilitante ligação da mulher ao casamento não deve ser encarada como uma falta de interesse pelo casamento ou pela parceria marido – mulher na criação dos filhos. Pelo contrário, é um sinal dos padrões emocionais mais exigentes das mulheres para com os maridos e da crescente persistência para que os homens participem em maior grau na criação dos filhos e da família. Dada a sua dupla responsabilidade como ganha pão e mães, muitas mulheres com emprego acham a necessidade de reforço do ego do homem e outras formas de manutenção emocional e física aborrecidas, para além do seu fracasso na partilha do trabalho doméstico e na custódia dos filhos, que consideram absolutamente enfurecedores.

" Se as mulheres solteiras podem fazer sexo, ter as suas próprias casas, o respeito dos seus amigos e um trabalho interessante, não têm necessidade de dizer a si próprias que qualquer casamento é melhor do que nenhum. Porque não ter um filho sozinha? As crianças são uma alegria. Muitos homens não o são."

O acordo tradicional entre homem e mulher foi quebrado, e ainda não foi celebrado um novo contrato. É impossível prever como será o novo acordo ou se existirá um. Contudo, é possível especular acerca dos pontos em agenda que podem levar as mulheres à mesa das negociações. Primeiro, uma cláusula crucial: deverá ser reconhecida a mudança do estatuto social e económico da mulher. Qualquer esforço para repensar o casamento deve aceitar o facto de que as mulheres continuarão a trabalhar fora de casa.

Portanto, deverá ser acertado um novo acordo sobre a divisão do trabalho pago e do trabalho familiar. Isto não significa necessariamente uma divisão 50/50 do trabalho em cada simples dia, mas significa que os homens deverão fazer um esforço determinado e consciente para executarem mais que um terço das tarefas domésticas. A forma como cada casal vai chegar a um acordo justo irá, certamente, variar, mas o objectivo é estabelecer um entendimento e um compromisso mútuos que conduzam a uma divisão equitativa das tarefas




Dar o sim a uma união dispensa papéis. Talvez por isso sejam tantos os que fazem questão de assumi-la. A opção de contrair matrimónio revalorizou-se. Simboliza a intenção de viver o amor de forma plena.

Os casais que permanecem juntos por vontade própria - e não por comodismo ou restrições legais que deixaram de existir nas últimas décadas - e que se assumem realizados e "vivos" no casamento, conseguiram lidar com divergências e conflitos a ponto de não lhes atribuir uma importância de vida ou de morte, que ponha em causa a sua união. Os casais que rejubilam com as bodas de prata e continuam a sentir-se gratos por permanecerem de mãos dadas descobriram, à sua maneira, a mais-valia preciosa do relacionamento que é viver noutra velocidade, a ritmos mais cálidos que escaldantes. Só a pessoa que conhece e aceita o ar com que acordamos de manhã, que compreende as nossas manias e ataques de nervos (nem sempre, mas esforça-se...) é capaz de passar a barreira das ondas e deslizar, seguro, até ao fundo do mar e das águas correntes, sendo essas que confortam, para lá do que se passa à superfície.

Como surge a motivação para casar? Portugal distingue-se da média europeia, entre outras razões, pelo facto de as pessoas se casarem mais cedo. As heranças culturais terão uma influência decisiva neste campo, mas a ideia de formalizar uma união pressupõe de algum modo a convicção de que ela tem o potencial para dar certo. Este sentimento de fé não tem de alicerçar-se em provas de amor, mas sim na disposição pessoal para se identificar com outro e expormo-nos regularmente perante ele.

É hoje socialmente admissível – e normal – ser feliz, não através de um único, mas de diversos relacionamentos, vividos sucessivamente, com a emergência de um "novo amor". Na era das famílias "dos teus, dos meus e dos nossos [filhos]", há contudo quem acredite ainda no amor de morada única – o coração da pessoa que se elege para companheiro de estrada.

É a favor do casamento? Acha que ele, enquanto instituição, está condenado? Uniões de facto, divórcios, responsabilidades e culpas repartidas, fazem parte do seu dia a dia? Tudo isto leva-me a questionar, a rever comportamentos, formas de ser e estar. Meus pais estão casados há 45 anos, união duradoura, mas nada fácil, com imensos escolhos pelo caminho, mas permanecem juntos até hoje. O que os levou a permanecer? O que nos leva a não permanecer? Que futuro? Que passado? E acima de tudo, que presente, para todos nós, que buscamos a felicidade, a harmonia e o bem-estar?

angelis

04 fevereiro 2005

Carnaval

O que é o Carnaval?

O Carnaval é uma festa anual, celebrada de forma diferente em vários países do mundo. Ao tentar compreender o seu significado podemos aprender muito sobre nós próprios e sobre os outros. O Carnaval, ao contrário do que possamos pensar, é muito mais do que uma altura do ano em que reinam as palhaçadas e brincadeiras. O Carnaval constitui uma forma de expressão em constante evolução, que nos liga ao nosso passado e mostra muito sobre a forma como cada cultura interage com o ambiente que a rodeia. O poder e a criatividade que assumem os Carnavais do Brasil e das Caraíbas exemplificam o modo como esta forma de arte pode ser determinante na vida dos povos, pela celebração daquilo que nos torna diferentes dos outros.

A palavra Carnaval

Existem duas teorias fundamentais quanto à origem e significado da palavra Carnaval A primeira atribui à palavra Carnaval uma origem profundamente religiosa, com um significado quase oposto ao da diversão, brincadeiras e malícia a que a associamos hoje em dia. "Carnaval" teria tido origem no latim carnevale (carne+vale = carne+adeus), e seria a designação da "Terça-Feira Gorda" o último dia do calendário cristão em que é permitido comer carne, uma vez que, no dia seguinte, inicia-se a Quaresma. Já a segunda teoria é peremptória em afirmar que a palavra Carnaval vem de Carrus Navalis, por influência das festas em honra de Dionísio, onde um carro, com um enorme tonel, distribuía vinho ao povo na Roma antiga. Muitas das celebrações carnavalescas são bastante mais antigas do que a própria religião cristã, tendo sido alvo de diferentes manifestações ao longo da história. No fundo, todos os carnavais são reminiscências das festas dionisíacas da Grécia Antiga, dos bacanais de Roma e dos bailes de máscaras do Renascimento.


Cronologia do Carnaval

4000 a.C. Festas agrárias realizadas no antigo Egipto em devoção a Osíris

605 a 527. Oficialização do culto a Dioniso na Grécia, com bacanais e vinho século V a.C. Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilónios, a festa da Deusa Herta

186 a.C. O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalo

325 d.C. O Concílio de Niceia institui forma de cálculo da data da Páscoa, determinando que a Quaresma se inicia 40 dias antes

590 O Papa Gregório I, cria a expressão dominica ad carne levandas, sucessivamente abreviada até a palavra Carnaval Idade Média Os franceses comemoravam o Carnaval com sexo e vinho. Em Itália fazem-se cortejos e as pessoas divertem-se com batalhas de água, ovos, etc. A Europa divide-se em países que encaram o Carnaval como celebração religiosa e países em que o Carnaval é a festa da gula, do vinho, da música e do sexo

1464 O Papa Paulo II incentiva o Carnaval de Veneza na sua vertente religiosa, mas o Carnaval continua a ser visto como um período de permissividade associado ao uso das máscaras transformadoras, alegorias e fantasias

1723 Portugueses introduzem celebrações do Entrudo no Brasil


Carnaval em Portugal: celebração da vida e da morte

As tradições carnavalescas específicas de Portugal são um misto de paganismo e de religiosidade; assim, a par da preparação para a Quaresma, o Carnaval em Portugal bebeu de muitos ritos pagãos ligados a celebrações da natureza, sobretudo de recomeço da vida purificada na Primavera, com a morte das culturas antigas e o germinar das novas. Por isso, enraizado no folclore português está o enterro de uma personagem, de um animal ou de uma coisa comum (o mais constante é o Enterro do Bacalhau), para depois se celebrar a vida, com danças, cortejos, muita cor, luz e música. Assim se vislumbram os motivos da morte que se projectam da festa da vida que é o Carnaval. Em muito locais, associado ao Enterro do Bacalhau, surge um Julgamento, que funciona como sátira à imposição eclesiástica de abstinência e jejum durante a Quaresma. A origem destas celebrações perdeu-se no tempo.

E agora brincando um pouco…porque é Carnaval e ninguém leva a mal…. Esta é a minha fantasia carnavalesca



Qual a vossa?
Vão mascarar-se?
Vão brincar ao Carnaval?
Ou detestam esta festa?

Brincando ou não ao Carnaval...é fim de semana e prolongado. Aproveitem para sair...passear... E não se esqueçam de sorrir, amar e serem felizes.


angelis

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...