28 fevereiro 2005

Temporais...


Minha alma revolta em marés profundas
Vagueia pelo mar da incerteza
Meu coração angustiado
Vagueia pelas ruas da amargura
Que temporal assolou meu coração?
Que temporal devassou minha alma?
O mar da incerteza vai cheio de nada
As ruas desertas de sentimentos
Assombram meu olhar
Espero marés revoltas
Vagas intempestivas
Minha alma é barco frágil
Meus pés estão cansados
De palmilhar ruas sem saída
Becos escuros
Encruzilhadas desertas
Temporais
Assolam
Temporais
Devassam
Em terra ou no mar
Na alma e no coração
Temporais
Se avizinham


angelis


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