17 novembro 2015

Gentes que passam…


Há gente que passa, apressada, sem rosto, fechada, e eu observo seu passo apressado.
Gentes de todas as cores, de todos os formatos, com rugas, sem rugas, altos, magros, baixos, gordos, bonitos, feios, sós, de mãos dadas, abraçados, apressados, de rostos fechados, uns alegres, outros sisudos…
Que escondem seus olhos, seus rostos, suas rugas, seus passos apressados?
Que caminhos percorreram?
Que dores transportam na alma?
Quem amaram, quem fizeram feliz ou infeliz?
Uns vestem-se para impressionar a sociedade, outros para chocar, outros ainda vestem o que podem e tiram do armário velhos trapos guardados, esquecidos no tempo, mas são o que têm de melhor e hoje é o dia certo para os vestirem.
Gentes que passam, que observo e que de vez em quando, algumas têm a ousadia de me olhar nos olhos e questionar: porque me observas?
Quem és tu?
Quem sou eu?
Questão interessante…apenas mais uma pessoa, apressada, que se sentou no café, tranquilamente, a tomar o seu pequeno almoço, e que…ficou a observar as gentes apressadas a passar…

2 comentários:

  1. Gostei muito!
    Voltaste à escrita? :)

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  2. Um texto muito bonito.
    Perdi o seu link quando todos desapareceram do Sexta. Fui-os recuperando aos poucos mas não lembrava do nome do seu blogue. ´
    Hoje encontrei-a. no blogue do amigo flores e vim na sua pegada.
    Vou levar o link.
    Fiquei feliz por saber que está bem.
    Um abraço

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