14 maio 2005

Desilusão


A estrutura do Tempo,
Na desilusão da fome.
Uma lágrima que rola,
Alimentando o desespero.
A cama desfeita,
No desencanto do novo dia.
O projecto do futuro,
Na fotografia do passado.
O corpo lavrado,
Nos gemidos do desengano.
Suspiro que morre,
Na luta do amor.
Uma carícia repugnante,
No dia sobrevivente.
O perigo de amar,
Na máquina do Tempo.
Vida sem finalidade,
Na sociedade de consumo.
Novamente a cama aberta,
À espera do teu corpo.
Ris de tristeza
E afogas um grito de revolta.
Um amor comprado,
Na sobrevivência mesquinha.
O reflexo incondicionado,
Do verbo amar.
Conjuga-o no presente.
Projecta-o para o futuro.
Não te amarres a convenções.
O Tempo é fumo ao vento.
Um olhar parado,
No despeito oblíquo.
Constrói o teu Tempo!

angelis

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