05 dezembro 2006

Sessão de autógrafos

Irei estar presente, no próximo dia 09 de Dezembro, na FIL, entre as 15h e as 16h, numa sessão de autógrafos do meu livro, onde a IRanimA (empresa de organização, coordenação e divulgação de eventos e projectos culturais, literários e desportivos que tem como princípios fundamentais de organização a dinâmica, a ousadia e a sensatez…) terá a sua Livraria Ambulante na FIL/NATALIS - Parque das Nações ente os dias 2 e 10 de Dezembro, num de dois stands da "Associação Nós". Um dos Stands terá como finalidade a divulgação dos trabalhos da Associação e o outro será cedido à IRanimA para a realização da sua Livraria Ambulante em que 10% das vendas reverterão a favor da "Associação Nós".

Espreitem o site da IRanimA e saibam mais sobre esta associação e sobre os seus projectos, os novos autores que apoiam e divulgam e também sobre a NATALIS.
Temos tão pouca gente a apoiar os novos autores (sou suspeita, porque me incluo nessa categoria), que todas as iniciativas de divulgação e apoio são bem vindas, assim como o apoio que dão a associações como a "Associação Nós".
Participem, visitem, comprem um livro...afinal o Natal está à porta e porque não comprar livros de presente?

03 dezembro 2006

O único defeito da Mulher

O único defeito da Mulher
(foto de Pedro Costa Pereira)

Texto de Sérgio Gonçalves, redactor da Loducca, publicado no jornal da agência.

"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.

Não sei se hoje isso ainda acontece. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízos.

Mas era assim que a coisa acontecia naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto a observar a paisagem.

Bem, depressa verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatómicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.

Explico: no lado masculino imperava o embate das comparações e disputas. "O meu carro é mais potente, a minha televisão é mais moderna, o meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, a minha equipe de futebol é mais forte, eu dou 3 por noite" e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no lado oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir.
Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimónia que me deliciava.
Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como mexerico. Discordo.


Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, as mulheres já chegam com quase metade da lição estudada.

Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca às casinhas e aprende a pôr um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha a quem chama filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma ideia muito clara do que vem a ser isso. Noutras palavras, ela já nasce a saber. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade a brincar aos directores? Já ouviu falar de algum garoto fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do IRS?
Não, nunca viram e nem hão-de ver. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.

Aí reside a maior diferença. O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia e competição.
Então a fuga acompanha-os o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos.
Falo sem o menor pudor.
Sou assim.
Todos os homens são assim.

Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui ver a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque todas as mulheres são lindas. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm a sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones da futilidade, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingénuas, mas por acreditarem.

Porque todas as mulheres acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal.
E esse é o seu único defeito."

(texto recebido por email)

30 novembro 2006

Pressa

Olhos nos olhos
Mãos nas mãos
Corpos entrelaçados
Desejos contidos
O beijo queima
A alma arde
E a vida continua
Num filho
Que é feito á pressa
Pressa sem amor
Pressa – desejo
Pressa – paixão
Porque o amor
Foi esquecido
Na pressa da vida
Por viver
Viver e amar
Viver e sonhar
Porque a vida
É sonho
É amor
É sofrimento
E uma lágrima rola

angelis

17 novembro 2006

"Perdidos..."


(imagem de Vitor Melo)

Perdidos na escuridão que se abateu sobre a cidade, buscamos as nossas almas perdidas.
Perdidos de nós mesmos, buscamos a luz que possa iluminar nossos passos.
Perdidos da vida, buscamos a esperança de um novo amanhecer.
Olho para os prédios que me rodeiam e tento adivinhar o que cada um esconde.
Vislumbro aqui e ali pequenos pontos de luz, que tímidos se mostram por detrás das cortinas.
Que esconde cada lar?
Que dramas ocultam essas paredes?
Na selva urbana em que a maioria de nós vive, onde nos encontramos?
Na lei do mais forte, onde nos defendemos?
Na indiferença que percorre os olhares, onde nos auxiliamos?
Onde habita o amor?
Onde mora a esperança?
Em que prédio tocamos á campainha do auxilio?
Como sufocar o grito de desespero?
Como?
Onde?
Para quê?
Porquê?
Há vidas perdidas...
Há esperanças frustradas...
Há lares desfeitos pela intolerância, pelo desafecto...
Irmãos lutam entre si...
Pais abandonados...
Velhos despojados da sua dignidade...
Onde vamos parar?
Onde queremos chegar?
Perdidos da vida...perdidos de nós....quem sabe achados numa viela miserável...
Perdidos...
Talvez um dia resgatados pelo amor de alguém...
Talvez um dia iluminados pelo sorriso fraterno de alguém...
Perdidos...
E continuamos vagueando pela selva da vida, quais predadores...
Perdidos...
Talvez um dia achados...

angelis

11 novembro 2006

Pesos...

Carregamos pesos enormes ao longo da vida.
Uns vamos deixando para trás, conforme vamos caminhando, resolvendo nossos conflitos, nossos problemas, conforme vamos alcançando nossos objectivos, nossas metas.
Se calhar, esses são os pesos que pesam menos…contradição? Nem por isso…apenas constatação da realidade.
Mas, e aqueles que carregamos no coração, na alma? Onde os podemos deixar? Como nos livrarmos deles? Será que há meio e modo para tal?
Hoje, é daqueles dias em que me apetece divagar…deixar meu pensamento caminhar, por aqueles caminhos mais obscuros da alma, aqueles caminhos que nos recusamos a ver, nos recusamos a resolver.
Se tenho pesos? Claro que sim…sou humana, como tal, passível de errar, de magoar, de ofender, mas também de me penitenciar, de perdoar, de esquecer, de relevar e acima de tudo de amar.
Não é esta a natureza humana? Somos “farinha do mesmo saco”, mas não somos todos iguais, todos moldados pelas mesmas mãos da vida, pois todos percorremos caminhos diferentes, mas com o mesmo objectivo…sermos felizes, sermos perfeitos, atingirmos o topo da sublimação da alma.
O dia está bonito, com sol, a temperatura amena, convidando ao descanso, afinal é fim de semana, mas também á introspecção, á reflexão. E porquê? Porque me apetece, porque, ao longo destes últimos tempos, fui deixando, fui-me libertando de alguns pesos que carregava há anos e isso dá-me uma sensação de libertação, de leveza, que faz bem á alma e agasalha o coração.
A vida é mesmo assim, uma sucessão de obstáculos, de montanhas a transpor, de metas e objectivos a atingir…e que se resumem a uma coisa só…ser feliz!!!
Então…assim sendo…e pesos à parte…

OUSEMOS SER FELIZES!!!

angelis

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...