
(foto de Alipio Padilha)
Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...
Oiço as olaias rindo desgrenhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p’las estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve branca e misteriosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!
Florbela Espanca
Uma boa escolha. Ando a tentar recuperar os meus atrasos nos comentários aos blogs amigos. Não é por esquecimento e este blog é um dos primeiros na minha lista de favoritos.
ResponderEliminarBoa semana e beijinhos
Horas rubras (Florbela Espanca) no intervalo de almoço...Bom feriado.
ResponderEliminarBelo o poema de uma das minhas poetas!
ResponderEliminarJinhos
À primeira vista, parecia que irias falar de Pedras Rubras...
ResponderEliminarDepois, li que eram as "Horas Rubras" da Florbela neste belo soneto.
Matando saudades, desejo-te um belo feriado...
Bjinho
Beijokas com saudades*
ResponderEliminarSão estes momentos que tornam o fim de semana mais agradável. Bom fim de semana.
ResponderEliminarConvido todos os colaboradores e vivitantes deste espaço a conhecerem os projectos culturais em www.iranima.net
ResponderEliminarParticipem!!!